22 maio 2017

Resenha: Outlander - A Libélula no Âmbar

Sinopse: "Claire Randall guardou um segredo por vinte anos. Ao voltar para as majestosas Terras Altas da Escócia, envoltas em brumas e mistério, está disposta a revelar à sua filha Brianna a surpreendente história do seu nascimento. É chegada a hora de contar a verdade sobre um antigo círculo de pedras, sobre um amor que transcende as fronteiras do tempo... e sobre o guerreiro escocês que a levou da segurança do século XX para os perigos do século XVIII.
O legado de sangue e desejo que envolve Brianna finalmente vem à tona quando Claire relembra a sua jornada em uma corte parisiense cheia de intrigas e conflitos, correndo contra o tempo para evitar o destino trágico da revolta dos escoceses. Mesmo com tudo o que conhece sobre o futuro, como será possível salvar a vida de James Fraser e da criança que carrega no ventre?"

E Diana Gabaldon conseguiu o feito que muitos autores falham, que é fazer um segundo livro de uma série ser tão bom quanto o primeiro. O livro dois da série "Outlander" consegue ser tão envolvente quanto o primeiro e ter uma história que completa perfeitamente o livro anterior. "A libélula no âmbar" já começa 20 anos depois de Claire ter retornado para o seu tempo, exatamente, ela abandonou Jamie e voltou para Frank, carregando uma criança do guerreiro escocês. Agora ela está de volta a escócia com sua filha Briana, para contar sua história no século XVIII.

O livro dois é maior que "A viajante do tempo", com mais de 900 páginas, mas para mim a leitura fluiu e 100 páginas passavam como se fossem nada. O livro é cheio de acontecimentos e reviravoltas, começando com as revelações de Claire a filha, seguido pela chegada dos Fraser a França, a volta a Escócia, a Guerra de Charles Stuart e por fim as descobertas de Claire sobre os que ficaram no passado. Como sempre os momentos oscilam em felicidade e tragédias, porque o casa Jamie e Claire não conseguem ficar longe de confusões.

Além dos vários acontecimentos desse livro, temos também as consequências das ações  do livro anterior. O casal precisa aprender a lidar com os traumas de Jamie em Wentworth, a intensidade do amor que um sente pelo outro e até mesmo a escolha de Claire em viver no passado com Jamie. Mas tudo isso só nos mostra o quanto a união e o amor de um sente pelo outro é forte, impossível não se encantar por essa história de amor.

Outlander é uma série de romance muito boa, mas não podemos nos esquecer do lado histórico, que pra mim é um ponto fortíssimo nesta série. É delicioso em meio a toda a magia criada por Diana termos ainda um vislumbre da história da Escócia.

Se no primeiro livro já me apaixonei por Outlander, em "A libélula no âmbar" tudo foi confirmado e já me tornei uma grande fã, que está esperando ansiosamente pelos próximos livros.


Até o próximo post!

15 maio 2017

Resenha: The Beauty of Darkness

Sinopse: "A trilogia Crônicas de Amor e Ódio chega ao fim de maneira arrasadora. A história de Lia inspirou muitos leitores a embarcarem em uma jornada extraordinária repleta de ação, romance, mistérios e autoconhecimento, em um universo deslumbrante criado pela premiada escritora Mary E. Pearson, onde o poder feminino é a força motriz capaz de mudar e fazer toda a diferença no novo mundo em construção.
Lia sobreviveu a Venda, mas não foi a única. Um grande mal pretende destruir o reino de Morrighan, e somente ela pode impedi-lo. Com a guerra no horizonte, Lia não tem escolha a não ser assumir seu papel de Primeira Filha, como uma verdadeira guerreira — e líder.
Enquanto luta para chegar a Morrighan a tempo de salvar seu povo, ela precisa cuidar do seu coração e seus sentimentos conflituosos em relação a Rafe e as suspeitas contra Kaden, que a tem perseguido. Nesta conclusão de tirar o fôlego, os traidores devem ser aniquilados, sacrifícios precisam ser feitos e conflitos que pareciam insolúveis terão que ser superados enquanto o futuro de todos os reinos está por um fio e nas mãos dessa determinada e inigualável mulher."

Chegamos ao último livro da trilogia "Crônicas de Amor e Ódio" da Mary E. Pearson, publicado no Brasil pela DarkSide Books. Os livros narram a história da princesa Lia, uma jovem de um reino chamado Morrigan, que tem um dom de pressentir o que pode acontecer e que foge de um casamento arranjado com um príncipe de um reino vizinho. Porém a história passou por várias reviravoltas e em seu último livro tudo foi diferente.

Começamos "The Beauty Darkness" logo após Lia e Rafe conseguirem fugir de Venda. Ela está desesperada para voltar a Morrighan para avisar sobre o exército do Komizar e Rafe quer apenas voltar para Dalbreck e manter a amada em segurança. E é aí que o casal principal começa a ter sérios problemas, afinal, cada um tem uma missão. E foi quando Mary E. Pearson resolveu transformar o Príncipe Jaxon em um machista típico dos livros YA, que só querem saber de proteger a mulher, sem saber o que ela quer. Porém nesse conflito é que a Lia resolve surgir como uma mulher emponderada, certa de seus objetivos e corajosa, o que pra mim foi o ponto forte desse livro.

Acredita-se que no caso do casal principal entrar em conflito, o terceiro membro do triângulo amoroso entraria em cena e poderia mudar o rumo da história. Porém, Kaden o todo poderoso assassino de Venda, que já não era um dos personagens mais queridos por mim, se torna um grande assessório, ele não declara seu amor mais e muito menos defende suas crenças, ele apenas segue a Lia e aceita tudo que ela lhe manda fazer. Tudo o que me fez acreditar que ele teria uma participação maior na história foi esquecido pela autora e se perdeu em um final muito de sessão da tarde.

Como todos os encerramentos de séries de fantasia young adult, o último livro traz o enfrentamento final entre a mocinha e o vilão. O tempo inteiro Lia sente o Komizar se aproximando através do dom, ela teme encontrá-lo, então grande parte da leitura você é preparado para esse encontro, mas quando finalmente chega a solução é tão simplória que decepciona.

Além desses problemas que contei anteriormente, a trilogia não cumpre o que promete, que é ser uma série de de fantasia, porque toda a magia não é explicada nem bem explorada, sendo apenas um fato de que Lia tem o dom, que sente e vê coisas. Toda aquela magia me pareceu apenas uma crença religiosa.

Por fim temos um final muito bom, principalmente se vermos que toda história tem altos e baixos, mas a autora me surpreendeu e conseguiu fazer um fechamento melhor do que o de várias séries conhecidas por aí. Gostei bastante. Porém como já disse diversas vezes a história não me emocionou e não ganhou espaço na minha lista de favoritos.

Obs: Outra coisa que me incomodou bastante foi os diversos erros de revisão na edição que tem um trabalho gráfico maravilhoso, mas que peca nesse quesito. DarkSide tem que ficar um pouco mais atenta a isso, para não se tornar apenas uma capinha bonita.

Até o próximo post!

08 maio 2017

Resenha: Diário de uma Escrava

Sinopse: "Laura é uma menina sequestrada e jogada no fundo de um buraco por alguém que todos imaginavam ser um bom homem. Ela vê sua vida mudar da noite para o dia, e passa a descrever com detalhes sinistros e íntimos cada dia, cada ato, cada dor que o sequestro e o aprisionamento lhe fazem passar. Estevão é homem casado, trabalhador, pai de família, mas que guarda em seu íntimo uma personalidade psicopata. Ele percorre ruas e cidades se apossando da vida de meninas ainda muito jovens, pois dentro de si uma voz afirma que é dele que elas precisam. Mergulhando fundo nessa fantasia, ele destrói vidas, famílias e sonhos, deixando atrás de si um rastro de dor e morte.
Narrado em parte em forma de diário, o livro acompanha mais de quatro anos da vida de Laura em um buraco embaixo da terra, período em que algo dentro dela também se modifica de uma forma inimaginável em busca da única maneira para sobreviver. Publicado originalmente na plataforma digital Wattpad, onde já teve mais de um milhão e meio de leituras, DIÁRIO DE UMA ESCRAVA apresenta um retrato duro, cruel, abominável, mas infelizmente corriqueiro no Brasil e em todo o mundo.
Através de Laura, raptada ainda adolescente por um homem que ela chama de “Ogro”, a autora denuncia os diversos tipos de violência que muitas mulheres são obrigadas a suportar em silêncio e nas sombras da sociedade. O “Ogro”, um homem aparentemente comum, honesto e “acima de qualquer suspeita”, mantém Laura presa em uma casa afastada, onde abusa dela sexual e mentalmente, alegando ser ela o seu verdadeiro amor. Laura, compreensivelmente, só pensa em escapar dali. Mas agora ele parece estar mudando. Será que é o melhor momento mesmo para fugir?... Bem, isso você vai ter que ler para descobrir."

"Diário de uma Escrava" não é um livro que você indica, afinal, temos um tema pesado, denso e que pode incomodar algumas pessoas. Ro Mierling vai contar através da Lara a história de uma garota que foi sequestrada e mantida em um buraco por quatro anos, vivendo diariamente com abusos físicos e psicológico. 

A escrita  do Ro Mierling é bem simples e fluída, mas ela não poupa descrições gráficas no livro, em vários momentos teremos cenas de estupro, o que dificulta bastante a leitura. Eu tentei ler o mais depressa possível por sentir que aquilo me fazia mal.

O livro não é perfeito e tem vários pontos que me incomodaram, como em alguns momentos em que o narrador muda do nada e ele não tem voz própria, com uma linguagem muito parecida com a da Laura. Tem também alguns personagens que são inseridos na história, porém não acrescentam nada e se perderam no final de tudo. E falando o final, achei uma conclusão muito surreal e muito filme, sendo que a autora tinha um tema que poderia ter sido bem aproveitado e ter um fechamento mais real.

Terminei a leitura com a sensação de que o tema me incomodou, mas que no fundo a autora precisa melhorar muito em sua narrativa e construção do enredo. Então, digo que o livro não é dos melhores, mas em parte cumpriu seu papel de retratar os terrores vividos por mulheres sequestradas e abusadas.Eu pelo menos, suspeito de todos ao meu redor depois de conhecer o Ogro.

Até o próximo post!

07 maio 2017

Playlist Abril

Depois de um leve atraso, finalmente venho aqui liberar a playlist de abril, que foi um mês todo dedicado a minha mais nova paixão musical, o K-Pop. Sim, me rendi ao pop coreano e não consigo mais viver sem ele. Tudo isso aconteceu graças aos vídeos de Reagindo a K-Pop espalhados  pelo You Tube. Comecei nesse universo pelas girl band, escutando BLACKPINK, formada por quatro integrantes, que é completamente nova no mercado, mas já me pego com "Boombayah" e "Whistle". As meninas são incríveis, lindas e suuper estilosas (quero todas as roupas que elas usam).

BLACKPINK - Boobayah
BLACKPINK- Whistle

Ainda no mundo das girlband fiquei viciada em "I am the beast" do 2ne1, que já se desfez no ano passado, mas essa música é muito viciante. Mesmo o grupo tendo se desfeito a líder (que é minha favorita), CL, segue em carreira solo, em uma vibe mais hip hop. Adoro "Hello Bitches", que não perde em nada para as cantoras do mesmo estilo norte-americanas.

2ne1 - I am the beast
CL - Hello Bitches

Depois parti para as boy bands, mas nenhuma conquistou meu coração como BigBang, que é composta  por 5 integrantes e já está no mercado a muito tempo (os integrantes são mais velhos também). Gostei bastante deles porque eles sempre tem músicas animadas cheias de batidas dance e um pezinho lá no hip hop (que eu tenho uma queda. Comecei pelo básico como "Fantastic Baby" e "Bang Bang Bang", mas logo já estava viciada em "Fxxk it" que é a música mais recente deles, que é muito maravilhosa.

BIGBANG - Fantastic Baby

BIGBANG - Bang Bang Bang

BIGBANG - Fxxk It

Acho incrível que o BIGBANG tem umas músicas que são duetos  entre alguns integrantes, aqueles que tem mais afinidade musical e vocal. Como já disse eu curto mais aquela vibe hip hop, então adorei duas músicas nesse formato cantadas em dueto pelo grupo. A primeira é "Good Boy" (minha favorita de tooooodaaaassss, que tem simplesmente a melhor coreografia) e "Zutter" (apenas a melhor dança no banheiro. kkkk).

GD X TAEYANG - Good Boy
GD & T.O.P - Zutter

Vocês devem ter percebido que um integrante em especial ganhou meu coração, sim G-Dragon é meu BIGBANG favorito, por ser todo performático, ícone fashion, ter uma voz linda, dançar maravilhosamente bem e claro por ser o membro mais voltado para o hip hop. Então só as músicas dele com o grupo não me satisfizeram, então fui atrás das da sua carreira solo, que são incríveis. Vamos começar com "Crayon", depois "Coup D'Etat" (qué é uma parceria com Diplo e Baauer), "One of Kind" (minha preferida dele) e por fim a mais romântica que é "Crooked"

G-Dragon - Crayon
G-Dragon -Coup D'Etat
G-Dragon - Onde of Kind
G-Dragon -Crooked

Não satisfeita com as músicas coreanas do G-Dragon fui atrás das parcerias dele com famosos norte americanos e fiquei viciada na mesma proporção em "Dirty Vibe", que é com a CL também, e "Temple" que é uma parceria entre Baauer e M.I.A. Afinal o cara é muito talentoso e é incrível o quanto ele nasceu para ser artista.

Skrillex - Dirty Vibe with Diplo, CL, & G-Dragon 

Baauer - Temple ft. M.I.A., G-DRAGON

Provavelmente todos citados nesse post vão começar a aparecer constantemente nas playlists, principalmente G-Dragon que vai sair em turnê esse ano. Mas um conselho, deem uma chance ao K-pop, as músicas são muito boas e os grupos tem treinamento quase de exército para se tornarem o que são. Apesar de toda a estética exótica que eles tem, eles são muito talentosos.


Até o próximo post!

01 maio 2017

Resenha: Contos da Academia de Caçadores de Sombra

Sinopse: "Os Caçadores de Sombras estão de volta numa novíssima aventura. Todas as histórias são verdadeiras. E, dessa vez, Simon Lewis está pronto para contar a dele.
Numa história contada em 10 contos que revisitam o passado dos Caçadores e aponta para uma nova direção, Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson e Robin Wasserman presenteiam os fãs da série com uma jornada de tirar o fôlego, cheia dos personagens que todos já amam.
Simon não se lembra do seu passado, das aventuras que viveu ao lado dos amigos... Nem sequer sabe quem é, de fato. Então, quando a Academia de Caçadores de Sombras reabre, o rapaz mergulha nesse novo mundo, determinado a se reencontrar. Mesmo sem ter certeza de que quer voltar a ser aquele velho Simon de antes.
Mas o local é muito hostil e Simon acaba enxergando muitos problemas em sua nova escola. Como o fato de os alunos mundanos serem obrigados a viver no porão, ou sofrerem com as piadas e os preconceitos dos Nephilim.
Numa jornada para se redescobrir, para voltar a se reconhecer entre os antigos amigos, como Clary Fairchild e sua amada Isabelle Lightwood (mesmo que ele não se lembre desse amor), Simon vai descobrir que pode ser mais do que antes. Que seu destino como Caçador de Sombras vai muito além de sua missão de voltar a ser quem era."

"Contos da Academia dos Caçadores de Sombra" é mais um livro de contos do universo dos Caçadores de Sombra, criado pela Cassandra Clare, se em seu primeiro livro desse formato o foco foi na vida de Magnus Bane, agora temos Simon Lewis como o personagem principal. Esses dois personagens tem em comum serem personagem secundários que encantaram aos fãs de "Os Instrumentos Mortais" e mereciam um livro que se focasse neles. 

Como em "As Crônicas de Bane" a Cassandra Clare teve ajuda de outras autoras. A escrita continua tão deliciosa, com personagens já velhos conhecidos da gente. Porém parece que desta vez Cassandra Clare resolveu deixar bem explícito sua inspiração em Harry Potter, impossível não ter essa sensação quando vivenciamos a Academia de Caçadores de Sombra. 

Esse livro vem cheio de histórias sobre os antepassados de famosas famílias dos Caçadores de Sombra e claro com velhos e novos conhecidos nossos como Will, Tessa e Jem. Temos também a aparição dos personagens que integram as novas séries da Cassie, como os Blackthorne e os filhos de Tessa e Will. 

Claro, que o foco principal da história é a nova vida do Simon, que perdeu suas memórias em "Cidade do Fogo Celestial". Apesar de termos tido a impressão de que todos os problemas tinham sido resolvidos, não foi bem isso que aconteceu, Simon não consegue lidar com as expectativas dos amigos e com o buraco em sua vida, então ele segue para a Academia para conseguir se tornar o famoso Simon Lewis que lutou na guerra contra Sebastian.

Como sempre a autora dá um show de diversidade, com personagens de todos os tipos. E o que eu mais acho incrível é que eles são assim, não é preciso por que, eles apenas são o que são. É tão bom ter tanta representatividade, fugindo dos típicos personagens padrões dos livros YA. Fora, que Cassandra arrasa em suas personagens femininas cheias de Girl Power.

Um livro para matar saudades e entender velhos personagens caçadores de sombra. Mas apenas um sinal de Cassandra não vai parar de escrever sobre esse universo, porque ela está cheia de material.

Até o próximo post!


24 abril 2017

Resenha: O Apanhador no Campo de Centeio

Sinopse: "Um garoto americano de 16 anos relata com suas próprias palavras as experiências que ele atravessa durante os tempos de escola e depois. Revela tudo o que se passa em sua cabeça. O que será que um adolescente pensa sobre seus pais, professores e amigos?"

"O Apanhador no Campo de Centeio" foi publicado como livro pela primeira vez em 1951 e é um dos livros mais lidos e comentados no mundo. Entre os que amam e os que odeiam a história de Holden Caulfield, há também várias polêmicas, como o caso do assassino de John Lennon que afirmou ter matado o cantor por causa do livro. Mas afinal do que se trata esse livro?E por que ele é tão importante na literatura?

O livro escrito por Salinger vai narrar um final de semana da vida do jovem Holden Caulfield, um jovem de 16 anos que acaba de ser expulso da escola, mas ao invés de voltar para casa fica perambulando por Nova Iorque. O narrador da história é o próprio garoto, que utiliza de uma linguagem coloquial cheia de gírias e palavras de baixo calão. Pode-se dizer que esse livro é um dos  primeiros Young Adults, afinal vamos ter um jovem contando sobre as algúrias da sua vida.


A narração é feita com o recurso de fluxo de pensamento, então Holden oscila e mistura suas histórias. Em certo momento ele até disse que gosta de quando uma pessoa conta uma história e a mistura com outra, coisa que ele faz a todo tempo.

A primeira impressão que temos é de que Holden é um adolescente reclamão, que se incomoda com tudo e com todos. Porque é isso que ele faz durante toda história, reclama e reclama. Porém com o tempo você vai percebendo que o problema dele não é ser um rebelde sem causa e que alguns acontecimentos fizeram com que ele ficasse daquele jeito. Aquele garoto está desanimado, não consegue se interessar por nada, desacreditado da humanidade, com fortes indícios de estar vivendo uma depressão. E acredito que as pessoas que não perceberam isso, ficaram apenas achando que ele era um adolescente mimado em crise.

Holden além de dar várias pistas do porquê de estar daquele jeito, tão desgostoso da vida, nos dá a entender que sente medo de crescer, digno de um Peter Pan da vida moderna, que foge após ouvir os pais programando sua vida. Ele tem grande paixão pelas crianças e são os únicos momentos que ele parece estar bem. E é nessa paixão que vem a explicação para o nome do livro.

Um livro que não tem uma fluidez, por termos um personagem que está farto de tudo, porém a história é fácil de se compreender e com suas poucas páginas vai passar rápido. Um livro muito interessante que deve ser lido, nem que para ser encarado como a pior leitura de todas, o que de longe foi minha opinião. Gostei muito do livro e me senti tocada por Holden Caulfield, torci para que alguém intercedesse por ele e o salvasse. Então apenas leia "O Apanhador do Campo de Centeio" e tire suas próprias conclusões.

Até o próximo post!
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