24 abril 2017

Resenha: O Apanhador no Campo de Centeio

Sinopse: "Um garoto americano de 16 anos relata com suas próprias palavras as experiências que ele atravessa durante os tempos de escola e depois. Revela tudo o que se passa em sua cabeça. O que será que um adolescente pensa sobre seus pais, professores e amigos?"

"O Apanhador no Campo de Centeio" foi publicado como livro pela primeira vez em 1951 e é um dos livros mais lidos e comentados no mundo. Entre os que amam e os que odeiam a história de Holden Caulfield, há também várias polêmicas, como o caso do assassino de John Lennon que afirmou ter matado o cantor por causa do livro. Mas afinal do que se trata esse livro?E por que ele é tão importante na literatura?

O livro escrito por Salinger vai narrar um final de semana da vida do jovem Holden Caulfield, um jovem de 16 anos que acaba de ser expulso da escola, mas ao invés de voltar para casa fica perambulando por Nova Iorque. O narrador da história é o próprio garoto, que utiliza de uma linguagem coloquial cheia de gírias e palavras de baixo calão. Pode-se dizer que esse livro é um dos  primeiros Young Adults, afinal vamos ter um jovem contando sobre as algúrias da sua vida.


A narração é feita com o recurso de fluxo de pensamento, então Holden oscila e mistura suas histórias. Em certo momento ele até disse que gosta de quando uma pessoa conta uma história e a mistura com outra, coisa que ele faz a todo tempo.

A primeira impressão que temos é de que Holden é um adolescente reclamão, que se incomoda com tudo e com todos. Porque é isso que ele faz durante toda história, reclama e reclama. Porém com o tempo você vai percebendo que o problema dele não é ser um rebelde sem causa e que alguns acontecimentos fizeram com que ele ficasse daquele jeito. Aquele garoto está desanimado, não consegue se interessar por nada, desacreditado da humanidade, com fortes indícios de estar vivendo uma depressão. E acredito que as pessoas que não perceberam isso, ficaram apenas achando que ele era um adolescente mimado em crise.

Holden além de dar várias pistas do porquê de estar daquele jeito, tão desgostoso da vida, nos dá a entender que sente medo de crescer, digno de um Peter Pan da vida moderna, que foge após ouvir os pais programando sua vida. Ele tem grande paixão pelas crianças e são os únicos momentos que ele parece estar bem. E é nessa paixão que vem a explicação para o nome do livro.

Um livro que não tem uma fluidez, por termos um personagem que está farto de tudo, porém a história é fácil de se compreender e com suas poucas páginas vai passar rápido. Um livro muito interessante que deve ser lido, nem que para ser encarado como a pior leitura de todas, o que de longe foi minha opinião. Gostei muito do livro e me senti tocada por Holden Caulfield, torci para que alguém intercedesse por ele e o salvasse. Então apenas leia "O Apanhador do Campo de Centeio" e tire suas próprias conclusões.

Até o próximo post!

17 abril 2017

Resenha: A Rosa e a Adaga

Sinopse: "A esperada continuação de A Fúria e a Aurora, inspirado no clássico As mil e uma noites Sherazade chegou a acreditar que seu marido, Khalid, o califa de Khorasan, fosse um monstro. Mas por trás de seus segredos, ela descobriu um homem amável, atormentado pela culpa e por uma terrível maldição, que agora pode mantê-los separados para sempre. Refugiada no deserto com sua família e seu antigo amor, Tariq, ela é quase uma prisioneira da lealdade que deve às pessoas que ama. Mas se recusa a ficar inerte e elabora um plano. Enquanto seu pai, Jahandar, continua a mexer com forças mágicas que ele ainda não entende, Sherazade tenta dominar a magia crescente dentro dela. Com a ajuda de um tapete velho e um jovem sábio e tempestuoso, ela concentrará todas as suas forças para quebrar a maldição e voltar a viver com seu verdadeiro amor."

"A Rosa e a Adaga" é o segundo livros da duologia "A Fúria e a Aurora", que começou com o livro de mesmo nome, que eu gostei bastante pela originalidade em usar o conto de As Mil e Uma Noites. E a vontade de ler sua continuação ficou ainda maior depois do final arrasador que a autora criou. Porém temos nesse segundo livro o clássico caso de maldição do segundo livro, porque "A Rosa e a Adaga" é cheio de problemas.

Renée Adieh tinha várias perguntas a serem respondidas como: Eles vão quebrar a maldição? Sherazade vai conseguir usar sua magia? O livro de Jahandar vai continuar causando estragos? Sherazade e Khalid vão ficar juntos novamente? E a autora só tinha um livro para amarrar todas essas pontas soltas, só que a invés de se concentrar nisso, ela resolveu criar novos questionamentos e correr com o que já tinha, resolvendo tudo de maneira simplista e deixando várias pontas soltas.

As pontas soltas da história foram causadas pela má construção do enredo em que a autora foi jogando um monte de reviravoltas, que não fizeram sentido nenhum, e que na minha opinião não ajudaram em nada a história.

Por fim o livro vale a pena pelas poucas cenas entre Shazi e Khalid, principalmente pleo menino rei que faz umas declarações bem lindas. Mas acho que isso não consegue fazer com que um livro seja bom. Não se sustenta. Ou seja, terminei "A Rosa e a Adaga" frustrada e incomodada com a falta de amarração das pontas soltas. Fora que sinto cheiro de continuação, que eu não lerei.

Até o próximo post!

16 abril 2017

TAG Livros Únicos


1) Um livro único que te deixou querendo mais, ou desejando uma continuação.
2) Um livro único que conseguiu cumprir a sua proposta. Um livro foi o suficiente.
3) Um livro único com personagens únicos.
4) Um livro único com cara de trilogia ou série, de tão completo.
5) Um livro único que você leu super rápido, não largou enquanto não terminou de ler.
6) Um livro único de um de seus/suas autores(as) favoritos(as).
7) Um livro único que você recomendaria a todos.
8) Um livro único que te fez chorar.
9) Um livro único fora da sua zona de conforto

Até o próximo post!

10 abril 2017

Resenha: Fábrica de Vespas

Sinopse: "Frank – um garoto de 16 anos bastante incomum – vive com seu pai em um vilarejo afastado, em uma ilha escocesa. A vida deles, para dizer o mínimo, não é nada convencional. A mãe de Frank os abandonou anos atrás; Eric, seu irmão mais velho, está confinado em um hospital psiquiátrico; e seu pai é um excêntrico sem tamanho. Para aliviar suas angústias e frustrações, Frank começa a praticar estranhos atos de violência, criando bizarros rituais diários onde encontra algum alívio e consolo. Suas únicas tentativas de contato com o mundo exterior são Jamie, seu amigo anão, com quem bebe no pub local, e os animais que persegue ao redor da ilha.
Abandonado à própria sorte para observar a natureza e inventar sua própria teologia – a maneira do Robinson Crusoé de Daniel Defoe –, Frank desconhece a escola e o serviço social, já que seu pai acredita na educação “natural”, recomendada pelo filósofo do século XVIII Jean-Jacques Rousseau e apresentada em seu romance Emílio, ou Da Educação (1762), que sugere que as crianças devem crescer entre as belezas da natureza, permitindo que elas se deleitem com a flora e a fauna. A natureza humana seria boa a princípio, mas corrompida pela civilização. Quando descobre que Eric fugiu do hospital, Frank tem que preparar o terreno para o inevitável retorno de seu irmão – um acontecimento que implode os mistérios do passado e vai mudar a vida de Frank por completo."

Dark Side Books publicou mais um livro em que o personagem principal é uma criança psicopata, mas diferente de "Menina Má" que mostra que o mal pode nascer em qualquer lugar, "Fábrica de Vespas" mostra que o meio pode sim influenciar.

O livro vai acompanhar a rotina de Frank, um garoto cheio de rituais, que confessa já ter matado, mas que agora só tortura animais. Ele mora com o pai, que é uma figura muito estranha, com comportamentos exóticos. Além disso, o garoto de 16 anos tem um irmão que está em um sanatório após incendiar alguns cachorros por aí. Uma família bem peculiar que vive em uma ilha, isolados do resto da cidade.

Como disse anteriormente, o livro vai mostrar a rotina de Frank, mas a partir do momento em que ele fica sabendo que o irmão fugiu da clínica e está voltando para casa. Então nesse tempo iremos acompanhar os rituais dele e momentos de grande violência que ele tem com os animais. Mas o curioso é que ele sabe que seu comportamento é errado, mas não considera que seja perturbado como o irmão.

A narração do livro é em primeira pessoa, então temos que lidar com o complexo de superioridade de Frank, que como grande parte dos psicopatas se acha o ser mais inteligente de todos. O garoto mesmo com apenas 16 anos adora usar um vocabulário rebuscado, que beira o ridículo. Fora que ele é machista e sempre menospreza as mulheres.

O enredo por seguir uma rotina torna a leitura arrastada, mas Iain Banks vai dando pistas do plot twist do final do livro, mas ao mesmo tempo ele nega tudo que diz, por isso a reviravolta final salva a história.

"Fábrica de Vespas" não é aquele livro para você morrer de amores e devorar as páginas, é uma história bizarra, com personagens que não lhe causam nenhuma empatia e com cenas de violência gratuita. Mas um livro que retrata bem como  meio pode gerar um psicopata. Daqueles livros para quem gosta do tema.

Até próximo post!

05 abril 2017

Filme: A Bela e a Fera

Sinopse: "Moradora de uma pequena aldeia francesa, Bela (Emma Watson) tem o pai capturado pela Fera (Dan Stevens) e decide entregar sua vida ao estranho ser em troca da liberdade dele. No castelo, ela conhece objetos mágicos e descobre que a Fera é, na verdade, um príncipe que precisa de amor para voltar à forma humana."

Antes de falar sobre as minhas impressões sobre o filme, preciso explicar qual a minha relação com a animação de 1991. Primeiro vocês precisam entender que sou fangirl da Disney, adoro todos os filmes e passei grande parte da minha vida os assistindo, em segundo tem o fato de "A Bela e a Fera" ser meu filme preferido da vida e tem também o fato de Bela sempre ter sido minha princesa preferida. Além disso eu não gosto de nenhum live action das animações feito até hoje e sou daquelas que odeia remakes, para mim, time que está ganhado não se mexe. Então quando anunciaram essa nova versão do meu filme amado, preciso dizer que fiquei um pouco receosa, porém fui surpreendida.

Pois vamos começar as impressões dizendo que amei o filme, gostei exatamente porque a Disney não resolveu inventar demais, mas continuou com toda magia e musicalidade da animação de 1991. Para alguns isso é um grande problema, por termos poucas novidades na história, mas para uma fã pra mim foi tudo maravilhoso, só que dessa vez com humanos. Então vá ao cinema esperando ver o mesmo filme, com os mesmos enquadramentos, as mesmas canções e falas.

Claro, que a Disney deu novos toques a história, onde temos uma visão sobre os pais de Bela e até mesmo da Fera. explicações sobre o porquê de todos terem sido amaldiçoados no castelo, porquê ninguém da Vila sabia da existência do castelo, uma imagem mais aprofundada da feiticeira e maior representatividade dos personagens.

Falando de personagens é preciso parabenizar pela escolha do elenco, afinal, temos um elenco de peso. Estamos falando de Emma Thompson, Ian McKellen, Ewan McGregor (sou apaixonada por ele desde Moulin Rouge), Dan Stevens, Emma Wason, Luke Evans, Josh Gad, Stanley Tucci, todos rostos já muito conhecidos do cinema e que se empenharam em trazer os personagens da animação a vida real. Gostei muito da atuação do Ian MacKellen e do Ewan McGregor como Horloge e Lumière, uma dupla impecável e tão divertida quanto a antiga. Adorei Luke Evans e Josh Gad, Gaston e LeFou perfeitos. E aí vem Emma Watson, que não tem uma atuação muito difícil, afinal, Bela não é uma personagem de grandes expressões, mas acho que ela podia ter sido mais expressiva, mas não foi mal. E Dan Stevens, coitado, apareceu muito pouco como ele mesmo para dizermos algo, mas amo ele cantando.

A Trilha Sonora continuou nas mãos de Alan Menken, que além de voltar com as velhas músicas ainda acrescentou outras maravilhosas. Adorei o fato deles não deixarem de trazer a história como um musical, pois pra mim faz tudo ser mais bonito. Então entendam, se você não gosta de musicais, passe longe desse filme, porque vão cantar sim e os fãs vão cantar junto e se emocionar, então não dia que não lhe avisei.

Concluindo, amei o live action por encará-lo como uma homenagem a animação da minha infância. Claro, que o primeiro filme continua sendo meu preferido, mas vejo essa nova versão com carinho. Afinal, as lições da história de amor de "A Bela e a Fera" ainda estão ali e vale a pena mostrar que o preconceito e a ignorância são um horror. No mais saí da sessão emocionada e muito satisfeita com o que fizeram.


Até o próximo post!


03 abril 2017

Resenha: Nunca Jamais (Never Never #2)


Sinopse: "A segunda parte do suspense romântico de tirar o fôlego “Nunca Jamais” Um garoto abre os olhos e sequer se lembra que seu nome é Silas. O telefone toca... “Encontrou ela?”, pergunta a voz do outro lado da linha. Quem é ela? Quem sou eu? Charlie se vê presa em um lugar parecido com quartos de hospital (ou de um manicômio). Também não se lembra de nada, nem sequer do próprio rosto. O tempo passa e ninguém vem salvá-la. Ela precisa escapar por conta própria. Aos poucos, os dois descobrem que vêm perdendo a memória em períodos cíclicos. E também que se amam imensamente. Numa corrida para descobrir a razão dos apagões em suas memórias, Silas e Charlie acabam descobrindo muito mais sobre si e os mistérios que envolvem suas famílias. Mas muito em breve vão esquecer tudo de novo. E precisam estar juntos para evitar o pior."

"Nunca Jamais parte 2" começa de onde parou o primeiro  livro, logo depois de Silas e Charlie terem outro apagão. Diferente do anterior a narrativa é mais acelerada e os dois tem mais informações sobre suas vidas, graças as anotações de Silas. E mesmo tendo a perda de memória como foco novamente, tudo está diferente.

O livro é curto e como eu disse acelerado, então a leitura fluí muito bem, sendo fácil de ser encerrada em um dia. Novas informações são dadas pelas autoras e aos poucos começamos a entender o que se passava na vida dos protagonistas. Daqueles livros cheio de reviravoltas que te deixam de queixo caído.

Desta vez Silas e Charlie estão esperando a perda de memória de outra maneira, então já temos uma chave para o início do próximo livo, que eu espero que não demore tanto quanto o segundo para ser lançado. Acho que a divisão do livro é um problema, acredito que se fosse um livro único ia ser bem melhor. Mas não me decepcionou a segunda parte e já estou ansiosa pela terceira.

Até o próximo post!
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