23 setembro 2013

Resenha:Perdida

Esse ano eu tenho lido muitos livros de autores brasileiros, que por sinal são ótimos. E uma das autoras que eu descobri foi a Carina Rissi, já até fiz resenha do primeiro livro dela que eu li, e a resenha dessa semana é de outro livro dela, Perdida. Que foi um dos melhores livros que eu li esse ano.


Sinopse: "Sofia vive em uma metrópole, está habituada com a modernidade e as facilidades que isto lhe proporciona. Ela é independente e tem pavor a menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são os que os livros lhe proporcionam. Mas tudo isso muda depois que ela se vê em uma complicada condição. Após comprar um novo aparelho celular, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século XIX, sem ter ideia de como ou se voltará. Ela é acolhida pela família Clarke, enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de voltar para casa. Com a ajuda de prestativo Ian, Sofia embarca numa procura as cegas e acaba encontrando algumas pistas que talvez possam leva-la de volta para casa. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos..."

Quando fiz a resenha de "Procura-se um marido" da Carina, disse que havia me apaixonado pela escrita da autora e que com toda certeza iria ler outros livros dela, mas acabou que eu deixei "Perdida" de lado, até uma tarde ociosa que eu peguei a estória de Sofia para ler e me apaixonei. Carina consegue ser mais incrível ainda nessa estória, ela junta o século XIX e o século XXI perfeitamente. A autora pega referências em Jane Austen (uma da autoras que eu mais amo) e insere-as em um romance NA, isso é genial e me fez invejar profundamente a ideia de Rissi.

Uma das coisas que mais me encanta na escrita de Carina é suas personagens, principalmente as femininas, que são sempre mulheres fortes e decididas. E em "Perdida" nós temos a personagem feminina mais divertida do mundo, Sofia, que ama tecnologia, é moderna, não pensa em casamento, vive para o trabalho e é fã de Jane Austen. Para seu azar (mais sorte do que azar) ela vai parar no século XIX e conhece o Mr Darcy brasileiro: Ian Clarke, que é uma graça e que faz a mulherada suspirar. Não tem como não amar a relação dos dois, já que ela uma mulher do século XXI não se envergonha ou intimida com certas situações e ele o cavalheiro que cora devido a certos assuntos.

A estória é maravilhosa, uma mistura de Austen+Cinderela+NA. O enredo é fluído e muito fácil de acompanhar, e as "cenas" são sempre sensacionais. Se você gosta de romances tem que ler o livro de Carina, porque ele é lindo e divertido e eu tenho certeza que vai encantar a todos. Gostei tanto que queria que ele fosse adaptado para o cinema para que eu pudesse ter um Ian de carne e osso.

Fiquei sabendo que teremos uma continuação e fiquei extremamente feliz, porque vou poder ter mais de Sofia e Ian. Então se você ainda não leu esse livro, precisa ler para que quando a continuação sair você já conheça o mundo que Rissi criou.

Boa Leitura!
Até o próximo post!

19 setembro 2013

Anime: Itazura na Kiss

Hoje me peguei lembrando de um shoujo que eu assisti já faz algum tempo e que eu adorei, e como eu não faço post sobre anime tem muito tempo, decidi que o post de hoje seria sobre Itazura na Kiss.




Sinopse: "Aihara Kotoko é uma garota praticamente normal, se não fosse pelo amor platônico que a mesma nutre por Irie Naoki, o garoto mais inteligente da escola. Após uma tentativa frustrada de se declarar ao jovem (e levar um não na cara), Kotoko fica desiludida e promete a si mesma que iria esquecer aquela paixão. Mas as coisas mudam quando um terremoto destrói a velha casa onde ela e seu pai moravam. os dois são convidados para se mudar pra casa de um amigo de seu pai, e, para surpresa da jovem, este amigo é o pai de Irie-kun! Baseado no mangá shoujo de Tada Kaoru."

Itazura é uma delícia de anime, daqueles bem estilo comédia romântica, mas que tem mais comédia do que romance. O enredo é bem clichê: garota apaixonada por garoto incrível, porém o garotão não se interessa nem um pouco por ela. Mas Itazura consegue se afastar de todos os outros animes devido a seus personagens, Kotoko é a mocinha mais desastrada e burrinha que eu já vi e Irie é o mais cruel é o mocinho mais arrogante e odioso que já existiu, entretanto a junção desses dois torna o anime mais divertido impossível.

Os outros personagens do anime também são ótimos, todos são muito engraçados. E a que mais se destaca é a mãe o Irie-kun, MEUDEUS, aquela mulher só aparece para nos fazer rir com seus disfarces e seus planos para unir Kotoko e Irie. Na verdade, a família Irie é toda engraçada.

Gosto muito de Itazura por ele ter um enredo completo, que mostra todas as fases do casal, nos mostrando o crescimento e desenvolvimento de todos os personagens. Mesmo mostrando todas as fases ele não é uma anime longo e cansativo e nem muito corrido, acho o número de episódios dele ideal (25 episódios).


A relação do casal principal no começo me irritou bastante, porque era a pobre Kotoko lutando desesperadamente pelo amor do arrogante Irie, e ele apenas sendo um cavalo com ela. Mas com o passar do anime eu fui me encantando com o desprezo do Naoki (Irie), e ele conseguiu mostrar que era mais do que um par de ferraduras. Quando os dois se envolvem de verdade é muito lindinho, mas com toda a comédia que só em Itazura na Kiss existe.


Se você gostou de animes do tipo Lovely Complex ou Tonari no Kaibutsu-kun (que são muito engraçados), você vai adorar Itazura na Kiss. Eu gostei principalmente por não ser um shoujo muito dramático e ser mais engraçado que romântico. Então se você tem um gosto parecido com o meu, vai amar esse anime e precisa assistir ele imediatamente.



Bom Anime!
Até o próximo post!

16 setembro 2013

Resenha: Slammed: Métrica

A resenha do blog essa semana é inédita (jura?!), porque vai ser minha primeira resenha de um New Adult, eu já li vários ( e não fiz resenha de nenhum deles, porque foram livros que eu baixei na internet, e nem sempre as traduções são fiéis ou boas e eu acho que isso poderia prejudicar a minha opinião a respeito do livro).

Antes de qualquer coisa, quero explicar mais ou menos o que é o gênero NA, os New Adult são livros em que as personagens são jovens adultos, que são aquelas pessoas que acabaram de sair da adolescência  e tem que enfrentar as mudanças e responsabilidades dessa nova fase. Geralmente o enredo desses livros abordam as dificuldades da vida e a descoberta de novos sentimentos. 



Sinopse:"Após a perda inesperada do pai, Layken, de 18 anos, é obrigada a ser o suporte tanto da mãe quanto do irmão mais novo. Por fora, ela parece resiliente e tenaz; por dentro, entretanto, está perdendo as esperanças. Um rapaz transforma tudo isso: o vizinho de 21 anos, que se identifica com a realidade de Layken e parece entendê-la como ninguém. A atração entre os dois é inevitável, mas talvez o destino não esteja pronto para aceitar esse amor."


O livro que vai iniciar minhas resenhas NA, foi um presente de uma amiga muito querida. E eu me surpreendi muito com a beleza e delicadeza da estória de "Métrica".

A capa desse livro é muito bonita, ela é bem minimalista ( gosto bastante de capas assim), mas preciso confessar que não consegui fazer a associação da chave da capa com o enredo da estória, se alguém souber e puder me explicar, pode deixar um comentário.

Gostei muito do estilo de escrever da autora, porque ela usa um recurso que eu adoro, interligar literatura e música. No começo de cada capítulo Collen  coloca um trecho de uma música da banda "The Avett Brothers", que ´também a banda preferida dos personagens principais (eu particularmente não me encantei com as músicas da banda, por não ser um estilo que eu gosto). Os trechos não são aleatórios eles sempre combina com os assuntos que serão retratados no capítulo.

As personagens de "Métrica" são bem interessantes, elas são muito maduras para sua idade, e tem uma sensibilidade impressionante. Acho que o ponto forte do livro são as relações entre elas, que são bem bonitas, e o mais legal é que não são só relações garota ama garoto, a autora consegue retrata as diversas formas de amar.

O meu personagem preferido foi o irmão da Layken, Kel, ele é muto fofo e divertido e pra mim as melhores cenas, foram as dele. Me apaixonei mais por ele do que pelo casal Layken e Will, que são muito dramáticos para o meu gosto.

Will gosta muito de poesia e participa de campeonatos de Slam, que é um disputa de declamação de poesia, mas não é aquela coisa chata tipo sarau, o Slam passa mais os sentimentos e sensações que a poesia te causa. Eu não sou fã de poesia, na verdade eu tenho pânico, entretanto gostei bastante das poesias das personagens.

A estória do livro é bem legal, porém é um pouco triste, algo que não me incomodou porque gosto muito de livros tristes. Mas se você não gosta de drama por cima de drama, fuja do livro de Hoover.

"Métrica" é um bom livro, e eu achei ele bem legal, mas ele tem um problema: uma continuação. Pois é, eu não consigo imaginar o que mais pode acontecer na vida de Layken e Will, imagino sua continuação vai ser uma série de dramas e obstáculos, algo que pode tornar tudo muito cansativo, mas vamos esperar para ver o que vem no segundo livro.

Boa Leitura!
Até o próximo post!

09 setembro 2013

TOP 10 Especial: Beyoncé

Essa semana vai começar sem resenha literária, mas com TOP 10 especial da cantora que eu mais amo: Beyoncé. Já que a diva está fazendo shows no Brasil essa semana, e eu vou a um deles, nada mais justo do que fazer um post de comemoração (kkkkkkkk), tal como eu fiz na época do último episódio de GG.


Que me desculpem os fãs das outras cantoras, mas para mim não existe ninguém melhor do Beyoncé Knowles, que é uma artista completa: canta, dança e atua muito bem. Bee não surgiu do nada, sendo apenas um rostinho bonito, depois de anos cantando com seu antigo grupo Destiny's Child, ela lança sua carreira solo com o épico disco "Dangerously in Love e desde lá ela só lançou músicas incríveis.

Eu como fã enlouquecida da Sra. Carter tive uma grande dificuldade de escolher apenas 10 músicas da cantora. Mas fiz uma boa seleção, e espero de verdade que essas dez estejam na playlist do show de quarta. 

Bootylicious (2001)


Decidi começar esse TOP 10 com as músicas do Destiny's, e a primeira que vou citar é Bootylicious, que de acordo com Beyoncé é uma música que celebra as curvas femininas. Essa música faz parte do terceiro álbum do grupo. Eu acho essa música uma das melhores delas, e é impossível não se balançar com essa batida.


Soldier (2004)


Soldier foi do último cd das Destiny's e pra mim, não existe música e clipe melhor que esse. E esse último álbum delas é incrível, tem várias músicas ótimas.


Halo (2008)


Halo é a minha queridinha das românticas lentas, lembro que na época do seu lançamento eu escutava ela o dia toooodooo. A letra, a melodia , a voz tudo muito perfeito. Acho que a interpretação dela no show pode arrancar algumas lágrimas minhas.


Irreplaceable (2006)


Irreplaceable é daquelas músicas que é libertadora. Sério, quando eu canto ela parece que limpa a alma (exagero mode on). Ela faz parte do segundo CD, o B'Day, e Bee diz que escreveu todas as músicas do álbum como se fossem o grito de libertação das mulheres. Pra mim esse é um dos melhores álbuns dela.


Freakum dress (2007)


Mais uma música do B'Day, e mesmo ela não sendo tão popular como todas as outras, eu adooooroooo Freakum Dress. Ela é tão animada, dá vontade de dançar loucamente, e todas as apresentações que a Diva canta ela é um show a parte.


Single Ladies (Put A Ring On It) (2008)


Single Ladies dispensa apresentações, essa música que é o hino das solteiras, foi responsável por fazer até mesmo quem nunca ouviu falar de Beyoncé, cantar e dançar a coreografia. E ela também é responsável por consagrar o CD I am.. Sasha Firce como o ápice da carreira da cantora. 


Baby Boy (2003)



Baby Boy é do primeiro CD, onde Bee mostrou que mesmo sem as garotas do Destiny's ela continuava sendo poderosíssima. Essa música tem uma batida muito envolvente e geralmente os arranjos que eles fazem nela para os shows são fantásticos. Quero dança do ventre da Diva.


Countdown (2011)


Essa música é uma das que eu mais amo, porque ela faz parte do álbum mais biográfico que a Beyoncé fez. O 4 (pra quem não sabe esse é o número da sorte dela) não foi muito divulgado e nem teve uma turnê só dele, porque ela estava grávida da Blue Ivy, mas eu adoro as músicas dele. Gosto muito dessa música por ela ser meio que uma homenagem ao marido da Bee (todo mundo sabe que ela é casada com o Jay Z, né?!).



 Who run the world (Girls) (2011)


A Beyoncé sempre fala muito do poder feminino em suas músicas, mas não existe música mais feminista que Who run the world. Eu tenho certeza que essa música vai ser uma explosão no show e já tô com a coreografia treinada.


Crazy in love (2003)


O primeiro lugar não poderia ser de mais nenhuma outra música, Crazy in Love, é responsável por todo o meu amor pela Beyoncé. E essa música é a melhor música pra bater cabelo e dançar loucamente. E é claro, que não posso esquecer que ela foi uma das primeira parcerias do casal (mais perfeito da galáxia), e eu espero desesperadamente que Jay Z apareça no show pra cantar Crazy.


Chegamos ao fim, espero que todos tenham gostado da minha seleção de músicas, e eu sei que tem outras tão fantásticas quanto essas, mas que infelizmente não puderam participar. Porque afinal de contas Beyoncé não é bagunça, ela é DIVA, e diva de verdade arrasa em todas.


Até o próximo post!


02 setembro 2013

Resenha: Estilhaça-me

Estamos em uma fase em que as distopias vem dominando o mercado literário. Eu já li duas distopias: Jogos Vorazes e A seleção, que são bem distintas uma da outra, e não havia me interessado por nenhuma outra a ponto de querer lê-la imediatamente. Mas devido a um empréstimo literário eu me vi com uma distopia  nas mãos, tenho que confessar que tive um pouco de receio, porém acabei lendo o livro de Tahereh Mafi, e fiquei viciada na estória de "Estilhaça-me".



Sinopse:"Juliette não toca alguém a exatamente 264 dias. A última vez que ela o fez, que foi por acidente, foi presa por assassinato. Ninguém sabe por que o toque de Juliette é fatal. Enquanto ela não fere ninguém, ninguém realmente se importa. O mundo está ocupado demais se desmoronando para se importar com uma menina de 17 anos de idade. Doenças estão acabando com a população, a comida é difícil de encontrar, os pássaros não voam mais, e as nuvens são da cor errada. O Restabelecimento disse que seu caminho era a única maneira de consertar as coisas, então eles jogaram Juliette em uma célula. Agora muitas pessoas estão mortas, os sobreviventes estão sussurrando guerra – e o Restabelecimento mudou sua mente. Talvez Juliette é mais do que uma alma torturada de pelúcia em um corpo venenoso. Talvez ela seja exatamente o que precisamos agora. Juliette tem que fazer uma escolha: ser uma arma. Ou ser um guerreiro."

A diagramação desse livro é muito boa, a capa é muito bonita (mesmo que particularmente eu não goste de capas com pessoas), gosto também do começo dos capítulos ter um efeito de vidro estilhaçado. O tamanho da letra também é muito bom.

A escrita de Tahereh Mafi é bem diferente do que eu estou acostumada. A estória é narrada em primeira pessoa, pela personagem Juliette, e ela gosta de usar metáforas para descrever sensações e sentimentos (preciso confessar que tinha hora que me irritava bastante). Acho que o maior problema sobre o livro ser escrito em primeira pessoa é a narradora ser Juliette, porque ela é extremamente dramática, então tudo é muito exagerado.

O enredo de "Estilhaça-me" segue a receita distópica: mocinha que tem nas mãos a oportunidade de mudar, país que vive um governo ditatorial e cruel, jovem bonito que se apaixona loucamente pela mocinha e que faz de tudo para salvá-la e o terceiro membro de um triângulo amoroso, que parece ser algo que não é. Eu sei que esse modelo já está muito repetitivo, mas tem alguma coisa nesse livro que o diferencia dos outros.

Os personagens de Tahereh são muito intensos, acho que esse é o ponto forte de sua escrita, eles possuem características muito fortes e tem os sentimentos à flor da pele. Na minha opinião o melhor personagem da estória é o vilão Warner, não por ser o esteriótipo de vilão, mas por ter uma complexidade que o torna uma incógnita  acho tão incrível a maneira como a autora conseguiu criar alguém tão obcecado quanto ele, espero de verdade que ele ganhe mais espaço no enredo (estou torcendo para ele ficar com Juliette) e que ele se torne a grande surpresa dessa distopia.

Gostei do livro e com certeza vou ler sua continuação, principalmente para saber o que irá acontecer com o Warner. Espero que a autora leve a estória para um campo em que não só romance prevalece, mas a questão política também esteja em evidência. 


Boa Leitura!
Até o Próximo Post!


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