28 dezembro 2015

Resenha: Trilogia Grisha - Ruína e Ascenção

Eu sou uma leitora de fantasia, desde bem novinha me encantava pela magia dos livros em que seres fantásticos, magia e onde os excluídos eram daquela forma possuírem algum poder. Cresci devorando os livros de Harry Potter e Sítio do Pica-Pau Amarelo. Mesmo com os meus 24 anos continuo apaixonada pela literatura fantástica e vez ou outra estou lendo alguma série do gênero, mas é muito difícil encontrar estórias bem elaboradas e que consigam sustentar sua mitologia. Esse ano quando li "Sombra e Ossos", primeiro livro da Trilogia Grisha, da Leigh Bardugo, imaginei ter encontrado um série incrível, mas veio o segundo livro e essa certeza murchou, mas "Ruína e Ascensão" consolidou o meu encantamento pelo mundo de Alina Starkov.


Sinopse: "A capital caiu.
O Darkling comanda Ravka em seu trono das sombras. Agora o destino da nação depende de uma Conjuradora do Sol arruinada, de um rastreador desonrado e dos cacos do que antes fora um grande exército mágico.
No fundo de uma antiga rede de túneis e cavernas, uma fraca Alina deve se submeter à duvidosa proteção do Apparat e daqueles que a veneram como uma Santa. Porém, sua mente está na busca pelo misterioso pássaro de fogo e na esperança de que um príncipe foragido ainda esteja vivo.
Alina deverá formar novas alianças e deixar de lado velhas rivalidades, enquanto ela e Maly buscam pelo último dos amplificadores de Morozova. Mas assim que começa a elucidar os segredos do Darkling, ela descobre um passado que mudará para sempre seu entendimento sobre a ligação que os une e o poder que ela carrega. O pássaro de fogo é a única coisa que está entre Ravka e a destruição — e reivindicá-lo pode custar a Alina o futuro pelo qual ela tem lutado."

Adorei o primeiro livro, detestei o segundo e não esperava nada do terceiro, era assim que eu encarava a Trilogia Grisha. Depois de "Sol e Tormenta" eu não tinha a menor vontade de ler o terceiro e último livro, deixei ele no plástico e na estante. Depois de muita procrastinação resolvi enfrentar minha resistência e foi como se o segundo livro não existisse, li com o mesmo encantamento de "Sombra e Ossos", queria saber cada vez mais, ansiava pelos os momentos de leitura e me encantei com as personagens.

Começamos o livro com Alina sofrendo as consequências de sua batalha com o Darkling, ela está fraca e vive sendo uma santa dominada pelo Apparat. Tinha tudo para esse ser um início arrastado, com a Conjuradora do Sol lutando para se reerguer, mas Alina está diferente ela não é aquela garota que precisa de atenção, ela sabe o poder que tem e  quer acabar com o Darkling e salvar Ravka.

Desde o primeiro livro da trilogia eu não era uma grande fã do Maly, sempre fiquei do lado do Darkling e quando Nikolai apareceu também tendi para o seu lado. Mas nesse livro o rastreador está muito mudado, ele não é o exibido do primeiro livro, nem o ressentido do segundo, ele quer ficar ao lado de Alina, sendo seu companheiro ou apenas um instrumento nas mãos da Santa. Nikolai tem poucas oportunidades de aparecer, mas o pouco que temos dele é suficiente para admirar sua presença e querer algo a mais para ele. Darkling continua sendo ele mesmo, com todo aquele magnetismo, tão encantador e tão assustador.

Gosto muito das outras personagens da estória, David, Genya, Zoya, Tamar, Harshaw, Ongata, Bagrah. Acho que eles trazem um tom mais leve ao clima de guerra, dando o livro aquele fôlego nos momentos certos.

Além de criar personagens muito interessantes Leigh Bardugo tem uma escrita envolvente e consegue enganar muito bem o leitor, sobre os mistérios, segredos e desfechos da estória de Ravka. Em alguns momentos da leitura eu começava a ter teorias, mas do nada tudo aquilo se desfazia e uma bomba era atirada em cima de mim, aí eu tinha que lidar com aquilo e começar uma nova teoria. Achei a escrita dela me lembrou um pouco a da Cassandra Clare, com toques de humor, escrita deliciosa e personagens envolventes.

Adorei a forma como tudo se encaixou no final e a maneira como a Trilogia Grisha terminou. Claro que achei que algumas pontas ficaram soltas, como Nikolai e o passado do Darkling, mas gostei do fato de todos ficarem marcados pelas coisas que viveram. O último salvou a estória e deu vontade de reler o primeiro livro. Uma daquelas séries de fantasia, que tem seus defeitos, mas que também tem sua magia.


Até o próximo post!

16 dezembro 2015

Jane Austen... i love you, most ardently!

Hoje seria o aniversário de Jane Austen, uma das minhas escritoras preferidas. Mas eu não apenas amo a Jane porque ela simplesmente escreve romances maravilhosos, eu a amo porque ela mesmo sendo uma mulher do século XIX, consegue criticar a sociedade. Mesmo antes de conhecer sua história de vida eu já  a admirava a achei corajosa desde quando li "Razão e Sensibilidade", me encantei pelos romances, pelas ironias, pelas personagens, tudo me envolveu e me vi buscando por mais, foi quando encontrei "Orgulho e Preconceito" e tive certeza que o que aquela mulher me entendia


Se você nunca leu nada da Jane Austen, por achar que é mais uma escritora de romances açucarados, você não poderia estar mais enganado e perdendo a chance de ler livros incríveis. Mas entendo, porque há muito tempo atrás eu também era assim, irredutível com os "romances", não queria nada que não houvesse magia ou combates, a típica adolescente da era Harry Potter, mas o tempo foi passando e só essas aventuras épicas não me saciavam mais era uma jovem mulher que queria mais, queria livros que mostrasse o que eu sentia, mas os YA e NA não me satisfaziam, eram todos muito irreais, então busquei auxílio nos clássicos e me deparei com Lizzie Bennet, uma mulher nos seus 20 e poucos anos, que vivia no século XIX, mas que em vários momentos se sentia como eu, uma mulher que tem que lidar com as expectativas, os padrões e as confusões de sentimentos. Me encontrei nas páginas de um livro e não me canso de citá-lo.


Claro que o meu amor pelas obras de Jane Austen tem muito a ver com o fato de eu crescer e ter me aproximado do feminismo. Para alguns Jane é conservadora, mas pra mim ela é a frente do seu tempo, uma feminista de séculos atrás. Austen criticou o fato de termos sempre que ser mulheres prendadas, que vivem para agradar os homens com sua beleza e recato, que aceitam de tudo para se ter um bom casamento, que se contenta por pouco devido a sua classe social, e isso até os dias atuais ainda ouvimos. Ela mudou as protagonistas, trazendo mulheres fortes que nem sempre são símbolo de beleza, que falam o que pensam, que tem opinião e voz, que gostam de serem seres pensantes. Mas as protagonistas dela também não deixam o romance de lado, elas também se apaixonam, mas não pela beleza ou pelo dinheiro, mas pelos encantos das ações.


Tenho orgulho de dizer que sou apaixonada por uma personagem masculina de Jane Austen, que não é bonito, mas taciturno e mal humorado, que muita vezes se acha o dono da verdade e que está errado em alguns momentos. Mesmo sendo tudo isso, Mr. Darcy ganha meu coração por ser assim imperfeito, mas que consegue voltar atrás e tenta consertar tudo de errado que fez, que não apenas ama, mas admira a mulher que deseja. Mas ele me conquista quando se abre e desconcerta com as palavras e consegue dizer que a ama ardentemente, ele arde por aquele amor, a ama desesperadamente, mesmo ela não sendo o que a sociedade impõe a ele.


Jane Austen mudou minha vida e conseguiu me entender de tal maneira, que ninguém do século XXI conseguiu. E posso dizer que mesmo sem nunca ter falado com ela, abraçado ela ou até mesmo a visto eu amo Jane Austen, por ter criado tudo que ela criou.

Até o próximo post!

14 dezembro 2015

Resenha: Harry Potter e a Ordem da Fênix

E chegamos ao maior livro da série de Harry Potter, o calhamaço de 700 páginas é cheio de reviravoltas e causa sentimentos conflitantes. Tenho boas lembranças de quando o livro foi lançado e a leitura atual foi tão deliciosa quanto a outra.


Sinopse: "Harry Potter vai começar seu quinto ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Está desesperado para retornar à escola e descobrir por que seus melhores amigos, Rony e Hermione, andaram tão misteriosos durante as férias. Porém, o que o jovem bruxo está prestes a descobrir nesse novo ano em Hogwarts vai provocar uma grande reviravolta em seu mundo."

Depois do ressurgimento de Voldemort no Torneio Tribuxo, o mundo mágico vive uma maquiagem através do Ministério da Magia e do Profeta Diário (uma crítica velada de J.K a manipulação da população). Harry está preso a rua dos Alfeneiros, sem ter ideia do que acontece no mundo bruxo.

Em "A Ordem da Fênix" Harry está com 15 anos e vive momentos difíceis depois dos acontecimentos macabros de "O Cálice de Fogo", e mesmo tendo problemas enormes ele ainda é um adolescente, que tem que lidar com ataques de fúria, mau humor, paixões e rebeldia. Então nesse quinto livro temos um Harry extremamente chato, que vive reclamando que ninguém lhe dá atenção e que ele é sim um adulto que consegue lidar com as situações (ele falhou miseravelmente nesta). Mas mesmo em alguns momentos em que você queira entrar na estória e dar uma sacudida nele, você consegue entender todos os motivos de sua revolta.

O livro é enorme então temos várias fases, primeiro temos Harry com os tios trouxas, depois Harry conhecendo a Ordem, depois Hogwarts, problemas em Hogwarts e por fim o desfecho da estória. Mesmo sendo um livro longo "A Ordem da Fênix" não é cansativo, pelo contrário é um dos livros mais dinâmicos da série.

Em meio a todas as reviravoltas temos novas personagens como Tonks, Monstro, Belatriz Lestrange (DIVA!), Dolores Umbrigde, Luna Lovegood e Grope. Como a grande maioria dos personagens de J.K Rowling cria, são todos maravilhosos e complexos e pela primeira vez temos uma vilã que é de toda ruim, que é impossível sentir empatia.

Nesse quinto episódio o mistério em torno do ódio de Voldemort por Harry. Começam ser reveladas parte do quebra cabeça do passado de todos, as dicas da ligação de Harry com o Lorde das Trevas. J.K começa a juntar os pedaços da estória.

Mesmo sendo um livro mais sombrio, é impossível não rir em alguns momentos. Adoro que mesmo no meio de tanta confusão tem aquele alívio cômico que deixa a leitura deliciosa. Sempre me divirto com Neville, Fred e Jorge, os Dursley, McGonagall, Filch, Luna e Pirraça. A Rowling sempre acerta no humor, mas esse livro é um dos mais tristes, porque temos de nos despedir de algumas pessoas. E começamos a perceber que a guerra uma hora vai chegar e que entes queridos podem morrer.

O início dos dias sombrios, essa é a melhor descrição de  "A Ordem da Fênix". Daqueles livros em que tudo começa a mudar e já sentimos que o fim está próximo.

Até o próximo post!

09 dezembro 2015

Playlist de Novembro

O mês de novembro foi maravilhoso, mas chegou ao fim. A playlist deste mês veio recheada de músicas incríveis, porque eu estava inspirada. Comecei o mês toda possuída pelo ritmo ragatanga e me acabei de escultar "Sem Querer" da Ludmilla, "Whine Up" da Kat Deluna (adoro reggaeton) e "Focus" da Ariana Grande.

Ludmilla - Sem Querer

Kat Deluna - Whine Up 

Ariana Grande - Focus

Este mês também assisti o incrível "007 Contra Spectre" (o único que eu vi) e já saí do cinema viciadíssima na trilha sonora, "Writing On The Wall" do Sam Smith é muito maravilhosa, tá juntinho com"Skyfall". E por falar em Adele, também escutei até cansar o novo single dela, "Hello".

Sam Smith - Writing On The Wall

Adele - Hello

Esse mês eu vivi um relacionamento intenso com o novo CD da Florence and The Machine, que está magnífico. A verdade que todo mês eu me apego a uma música, esse mês eu fiquei apaixonadinha com "Queen of Peace", "Delilah" e "Ship to Wreck".

Florence and The Machine - Queen of Peace

Florence and The Machine - Delilah

Florence and The Machine - Ship to Wreck

Em novembro eu fiquei assistindo American Horror Story loucamente, por isso fiquei viciadinha em duas músicas que foram trilhas da série, uma do Depech Mode e outra do She Wants Revenge. 

She Wants Revenge - Tea You Apart

Depech Mode - One Cares

Estou lendo Harry Potter e a Ordem da Fênix e bateu saudades da época que li pela primeira vez, desenterrei "I Belived In A Thing Called Love" do The Darkness. Nostalgia total.

The Darkness - I Belived In A Thing Called Love

Até o próximo post!

23 novembro 2015

Resenha: Amor Amargo


Esse ano de 2015 não foi um ano de grandes leituras, senti muita falta de estórias maravilhosas que ficam marcadas, mas não tivemos muito isso, salvando alguns livros, entre eles "Amor Amargo" da Jennifer Brown.


Sinopse: "Último ano do colégio: a formatura da estudiosa Alex se aproxima, assim como a promessa feita com seus dois melhores amigos, Bethany e Zach, de viajarem até o Colorado, local para onde sua mãe estava indo quando morreu em um acidente. O Dia da Viagem se torna cada vez mais próximo, e tudo corre conforme o planejado. Até Cole aparecer, encantador, divertido, sensível, um astro dos esportes. Alex parece não acreditar que o garoto está ali, querendo se aproximar dela. Quando os dois iniciam um relacionamento, tudo parece caminhar às mil maravilhas, até que ela começa a conhecê-lo de verdade…"

A primeira coisa que você tem que saber que "Amor Amargo" é um livro sobre relacionamento abusivo, narrado em primeira pessoa pela vítima e tem momentos bem fortes de humilhação e agressão. Então vá ler esperando uma leitura sofrida, doída e triste, muito triste.

Nos primeiros capítulos do livro vamos conhecendo as personagens Alex, Bethany e Zach, que são melhores amigos desde criança e tem planos para viajarem quando as aulas acabarem, para o Colorado. Para Zach e Bethany a viagem é apenas uma forma de se divertir e curtir a companhia dos amigos, já para Alex a ida ao Colorado é muito importante, porque ela acredita que vai entender o mistério sobre a morte da sua mãe. Nessa parte da estória o livro é leve e divertido, daqueles que dá vontade de ser amigo do trio e participar desta Road Trip.

A vida de Alex está indo muito bem, quando Cole aparece, o príncipe encantado que ela sempre sonhou. Agora ela se sente completa, com os amigos e um garoto que a ama. Mas é aí que tudo começa a desandar e a garota se vê dividida entre o namorado e os amigos. Cole tem ciúmes de Zach, afasta Alex de Bethany, vigia a vida da Alex e tem várias alterações de humor.

Os acessos de raiva de Cole só vão piorando e aos poucos a vida da Alex vira um inferno. Como a estória é narrada pelo ponto de vista dela, nós vamos entendendo o que se passa na cabeça da vítima, a confusão de sentimentos, o medo, a dúvida e o amor. Isso mesmo, ela não deixa de amar Cole, mesmo ele a maltratando e isso faz com que ela não entenda o porque dele fazer isso com ela, não conseguindo se libertar desse relacionamento doentio. E para defender ele, ela caba se afastando dos amigos que já perceberam que el não é o príncipe encantado.

Com o desenrolar do livro você começa a temer pela vida da Alex, mas ao mesmo tempo não entende como ela pode justificar as ações do Cole, mas também entende que ela tem traumas que a fizeram se prender tanto a esse relacionamento. Achei isso um ponto muito forte da estória de Jennifer Brown, a protagonista sente falta de afeto e carinho, por isso se agarrou ao primeiro que demonstrou maior interesse por ela.

Um livro dolorido, daqueles que você sofre e fica remoendo tudo aquilo depois que terminou a leitura. Daqueles que deveriam ser obrigatório a todo mundo, não importa a idade, porque as pessoas precisam saber reagir quando estiverem em um relacionamento abusivo ou quando conhecerem alguém que vive nesta situação. Pra mim, "Amor Amargo" chega a ser até melhor que "A Lista Negra", outro livro da Jennifer Brown.

Até próximo post!

22 novembro 2015

Cinco motivos para você assistir Jogos Vorazes

Nos últimos quatro anos a trilogia de livros "Jogos Vorazes" vem sendo adaptada para o cinema. Desde 2012 quando o primeiro filme saiu nos cinemas a distopia de Suzanne Collins virou um sucesso. Os leitores invadiram novamente as salas de cinemas, algo que desde o fim de Crepúsculo, não era visto. Mas o sucesso da trilogia não é atoa e se você nunca deu uma chance para a estória de Katniss Everdeen eu te dou 5 motivos para assistir os 4 filmes.
5º) Melhor franquia literária atual
O primeiro motivo é de que todos os milhares de livros que estão sendo adaptados para o cinema, Jogos Vorazes é uma das melhores adaptações. Primeiro porque o filme é extremamente fiel ao livro da Suzanne Collins, se você não gostar de ler ou preferir ver o filme antes, não tem problema, os filmes conseguem passar muito bem a mensagem dos livros. O enredo e as personagens de "Jogos Vorazes" são muito bem construídos e isso também acontece na película, os atores conseguiram encarnar bem suas personagens, dando as vezes um toque até melhor. A produção também é incrível, começamos com o primeiro filme sendo mais simples, mas do segundo ao quarto a franquia fica luxuosa, com efeitos especiais incríveis, daqueles filmes épicos, não ficando para trás de Harry Potter ou Senhor dos Anéis (quesito produção)

4º) Trilha Sonora
Sou apaixonada por música e mais ainda quando ela é usada no cinema, gosto quando a produção tem o cuidado de escolher músicas que se encaixem a estória, que passem todo o sentimento das personagens, crie uma atmosfera e fique para sempre associada aquele filme. Em "Jogos Vorazes" eu acho primor, mesmo que algumas músicas não estejam inseridas diretamente no filme. Adoro a trilha sonora da franquia, que também segue uma escala, começa mais leve com "Safe and Sound", depois vai crescendo com "Atlas", e estoura com "Yellow Flicker Beat". Mas mesmo com todas essas músicas, a melhor sequência e música é com toda certeza quando a Katniss canta "The Hanging Tree', já vale a pena assistir.

Taylor Swift and The Civil Wars - Safe and Soud

Coldplay - Atlas

Lorde - Yellow Flicker Beat

The Hanging Tree


3º)Katniss Everdeen
A protagonista de "Jogos Vorazes" é também um ponto forte da franquia, por vários motivos, primeiro ela é uma protagonista feminina, ela é uma heroína, faz o papel de príncipe encantado melhor que muito marmanjo, ela não é perfeita, é cheia de defeitos, não vive em função do amor de um homem, é forte e dedicada a quem ama (que é somente a irmã). Katniss é daquelas que representam o girl power, o emponderamento feminino e a face real, ela vive quebrada após os percalços que passa e tem dificuldades para se recuperar. Mesmo sendo uma chata as vezes, essa chatice mostra que ela não é a boneca linda que a própria capital monta.

2º) Desconstrução de Peeta Mellark
Desconstruir uma personagem é algo digno de palmas e em 'Jogos Vorazes" nós temos a melhor de todas. No primeiro filme temos um Peeta ingênuo, que faz tudo pelo seu amor, carismático, a imagem da perfeição. No segundo ele começa a se perder, deixando seus ideais para salvar a vida de quem ama. Já no terceiro e quarto ele está quebrado e se tornou a máquina da capital, algo que ele nunca quis ser. Pra mim uma das personagens mais maravilhosas da trilogia, que teve sua queda muito bem interpretada pelo Josh Hutcherson, que não é tão bonito quanto o Gale, mas que atua muito melhor.

1º) Crítica Social
"Jogos Vorazes" foi escrito para o público jovem adulto, mas tem críticas a sociedade bem maduras. A estória critica o prazer que nós sentimos em assistir reality shows (as Fazendas, BBB's entre outros), a sede por violência, a mania de torcer pelos outro (team Peeta ou Team Gale), o favoritismo do casal, o fato de sermos facilmente engando pela magia da mídia, a maquiagem do governo, o fato de que o poder sobe a cabeça, o único inimigo é aquele que tenta impor amarras. Acredito que daqui uns anos a franquia vai ser lembrada com carinho e citada com respeito.

Até o próximo post!

16 novembro 2015

Resenha: A Mais Pura Verdade

Criança com câncer já é um tema que me faz querer ler um livro. Mas sabe quando você compra um livro com aquela expectativa, mas quando ele chega você vai deixar ele pra trás na lista de leitura e quando você resolve ler já passou o momento? Pois é, foi isso que aconteceu com "A mais pura verdade"


Sinopse: "Em todos os sentidos que interessam, Mark é uma criança normal. Ele tem um cachorro chamado Beau e uma grande amiga, Jessie. Ele gosta de fotografar e de escrever haicais em seu caderno. Seu sonho é um dia escalar uma montanha.

Mas, em certo sentido um sentido muito importante , Mark não tem nada a ver com as outras crianças.
Mark está doente. O tipo de doença que tem a ver com hospital. Tratamento. O tipo de doença da qual algumas pessoas nunca melhoram.
Então, Mark foge. Ele sai de casa com sua máquina fotográfica, seu caderno, seu cachorro e um plano. Um plano para alcançar o topo do Monte Rainier.Nem que seja a última coisa que ele faça. 
A Mais Pura Verdade é uma história preciosa e surpreendente sobre grandes questões, pequenos momentos e uma jornada inacreditável."

Quando "A mais pura verdade" saiu aqui no Brasil todo mundo leu esse livro, tem milhares e resenhas espalhadas pela blogosfera. Eu comprei o meu exemplar logo naquela época, mas esse tanto de resenha me fez enjoar do livro, antes mesmo de ler. Aí fiquei procrastinando a leitura, até agora, quando só faltam cinco livros não lidos na estante.


A narrativa do livro é feito por dois narradores, Mark e Jessie. O texto é fluíd e fácil, afinal os dois só tem 10 anos. É daquelas leituras gostosinhas que você vai lendo e quando assusta chegou o fim.

O enredo tem poucas voltas no tempo e acho que isso foi um dos problemas, não consegui me encantar com as personagens, porque não tive informação suficiente sobre elas, para sofrer com o que estava acontecendo. A única personagem que me encantou foi o Beau, o cachorro é um dos únicos que teve seus sentimentos mais aprofundados e deu uma chance para a emoção no livro.

O livro de Dan Gemeinhart é muito bonitinho, uma história de medo, superação, amor e amizade, típico enredo de filme de sessão da tarde que vai repetir várias vezes. O livro promete ser emocionante, mas não consegue marcar ou sensibilizar tanto, a estória é tão fofinha, que é impossível pensar que teremos um final triste.

Até o próximo post!

13 novembro 2015

American Horror Story

Desde o dia das bruxas eu estava querendo fazer um post especial para uma das minhas séries preferidas, que é American Horror Story, mas acabou que por falta de tempo não consegui fazer isso no dia 31 de outubro. Mas por ironia do destino tivemos uma sexta-feira 13, e com um pouco de planejamento, acabei conseguindo fazer esse post. 


American Horror Story foi ao ar pela primeira vez em 5 de outubro de 2011, e nos anos seguintes ganhou suas "continuações" no anos que se procederam. A série já está em sua quinta temporada e é exibida anualmente no mês de outubro. Cada temporada de AHS conta uma história diferente, tendo algumas pequenas conexões entre elas, mas você não depende de uma para assistir a outra. A série mesmo tendo temporadas independentes tem basicamente o mesmo plot, ambas as seasons tratam de histórias de terror (JURA? CHAMA AMERICAN HORROR STORY E CONTA HISTÓRIAS DE TERROR). Além de terem o mesmo plot, frequentemente veremos o mesmo elenco em todas as histórias, interpretando personagens diferentes. 

A série oscila entre o terror, mistério e humor, não sendo em momento nenhum monótona. Algumas temporadas temos alguns flashbacks, mostrando momentos diferentes dos personagens. AHS é cheia de coisas bizarras e sexo, então tome cuidado onde for assistir. Os episódios são permeados de referências pop e inspirações em casos reais de personalidades do crime e casos sobrenaturais.

Como já disse anteriormente, o elenco tem algumas figurinhas repetidas como Jessica Lange (RAINHA!), Evan Peters, Sarah Paulson, Denis O'Hare.


MURDER HOUSE

Sinopse: Sem saber dos perigos que estão por vir, a família Harmon sai de Boston e vai para uma mansão em Los Angeles atingida por pequenos conflitos de relacionamento. Logo após a chegada, eles encontram com os Landgons, com quem desenvolvem uma boa relação. Ben Harmon (Dylan McDermott), a esposa Vivien (Connie Britton) e Violet (Taissa Farmiga), a filha, descobrem junto aos seus novos companheiros que a casa possui um ambiente sobrenatural, repleto de fantasmas.

Murder House é a minha temporada preferida de AHS, vivo com vontade de assistir ela toda de novo. Temos a primeira temporada mostrando a típica história de terror sobre casas mau assombradas, mas não é qualquer casa é a casa. A história é contada com várias indas e vindas no tempo, para que possamos entender o porque da casa ser assombrada. Em Murder House temos os fantasmas como a principal criatura sobrenatural e mesmo sendo apenas eles, é daquelas histórias que te dão vários sustos. AHS dá sempre aquela cutucada em assuntos polêmicos, nesta temporada temos o desgaste da família perfeita, de udo que está por traz da imagem perfeita de família feliz.



ASYLUM 

Sinopse: Nos anos 60, Irmã Jude (Jessica Lange), Irmã Mary Eunice (Lily Rabe) e Don Thimothy Howard (Joseph Fiennes) comandam a Instituição Mental Briarcliff, responsável por tratar criminosos insanos. Dentre esses pacientes estão a jornalista Lana Winters (Sarah Paulson) e os acusados de assassinato Kit Walker (Evan Peters) e Grace (Lizzie Brochere). Os clientes do manicômio são atormentados por criaturas bizarras e em complexo estado mental.

Em Asylum o Ryan Murphy começa a investir pesado nas criaturas sobrenaturais, aqui temos demônios e e.t's, e também um serial killer mais assustador que qualquer fantasma. Nesta segunda temporada a história é contada nos anos 60 e vai mostrar os maus tratos nos manicômios e as barbaridades que eram feitas as pessoas que fugiam da "normalidade". O manicômio de AHS é gerenciado por irmãs, que não são tão dedicadas a Deus, como parecem. Uma das temporadas mais amadas dos fãs. Você vai terminar de ver e não vai parar de cantar "Dominique"



COVEN

Sinopse: Os únicos remanescentes dos julgamentos das bruxas de Salem, no século XV, correm risco de extinção três séculos depois. Uma escola especial de New Orleans ensina às vítimas de ataques misteriosos formas de defesa. A jovem Zoe (Taissa Farmiga) acaba de chegar e guarda um segredo enquanto a líder Fiona (Jessica Lange) volta à cidade para proteger o clã das bruxas.

Coven é a temporada mais pop de American Horror Story. A terceira temporada traz as personagens com poderes, ao invés de apenas criaturas sobrenaturais, as bruxas são as principais da história. Uma das mais fracas, mas daquelas que vai arrancar boas risadas e te conquistar pelas referências pop e pela atuação maravilhosa de Jessica Lange.



FREAK SHOW 

Sinopse: Jupiter, Florida, 1952. Uma trupe de circo incomum, formada por pessoas extremamente curiosas, acaba de chegar à pequena vila. Ao mesmo tempo, uma estranha entidade obscura ameaça as vidas de todos os residentes da região.

Freak Show foi a temporada passada e tinha tudo para ser assustadora e bizarra, um circo de horrores, palhaço assassino, fantasmas e psicopata. Mas a história acabou se perdendo em meio a tantas tramas que seriam abordadas, mas não deixa de ser uma das minhas temporadas preferidas. Aqui mais uma vez vemos que as aparências enganam e quem nem sempre a aberração é deformada ou assustadora. 



HOTEL

Sinopse:O detetive e pai de família John Lowe (Wes Bentley) se muda para o Hotel Cortez a fim de investigar uma série de assassinatos que aconteceram no local. A dona do imóvel é a poderosa Condessa Elizabeth (Lady Gaga), uma mulher que aprecia arte, moda e sangue.

Hotel é a temporada atual e ainda está no ar, nesse quinto ano da série, temos um dos locais mais utilizado nos contos de terror, um hotel. O hotel Cortez é habitado por vampiros, fantasmas, criaturas bizarras e muito figurino estonteante. A estética está ainda mais marcante porque pela primeira vez Jessica Lange não está na história, e Lady Gaga assume o lugar de protagonista, então você já pode esperar muita bizarrice. Essa temporada as referências pop estão de volta, a trilha sonora é maravilhosa e dá vontade de ter todo o figurino. Muita gente não está gostando, mas eu sinceramente, fui convencida pelo 4º episódio, Devil's Night, que trouxe os serial killers mais famosas para um jantar no Cortez, foi MARAVILHOSO. Essa é também a temporada com mais cenas de sexo, pode ir se preparando.


Mesmo tendo altos e baixos American Horror Story consegue sempre ter episódios épicos em todas as temporadas e é cheia de reviravoltas. As conexões com todas as temporadas estão começando a ficar bem interessantes e nós vamos começando a entender melhor o passado de algumas personagens. Daquelas séries que você vai se viciar e assistir 20 episódios seguidos e vai querer ver mais.

Até o próximo post!

09 novembro 2015

Resenha: Millenium 4 - A Garota na Teia de Aranha

Uma das minhas trilogias preferidas é a "Millenium" escrita por Stieg Larsson, já falei várias vezes aqui no blog que Lisbeth Salander é uma das minhas personagens femininas preferidas. A trilogia que na verdade era para ser uma série parou no terceiro livro, quando Stieg Larsson morreu, mas havia alguma pontas que ficaram soltas, mas nada que me incomodasse. Foi aí que anunciaram que um outro escritor daria sequência a série policial, e deu aquele medo de uma coisa que você ama demais ser destruída, mas ao mesmo tempo, uma felicidade por reencontrar Lisbeth e Mikael. Finalmente a espera chegou ao fim e "A Garota na Teia de Aranha" saiu no Brasil, e eu fiquei com a sensação de "Gostei, mas...".


Sinopse: "Neste thriller explosivo, a genial hacker Lisbeth Salander e o jornalista Mikael Blomkvist precisam juntar forças para enfrentar uma nova e terrível ameaça. É tarde da noite e Blomkvist recebe o telefonema de uma fonte confiável, dizendo que tem informações vitais aos Estados Unidos. A fonte está em contato com uma jovem e brilhante hacker - uma hacker parecida com alguém que Blomkvist conhece. As implicações são assombrosas. Blomkvist, que precisa desesperadamente de um furo para a revista Millennium, pede ajuda a Lisbeth. Ela, como sempre, tem objetivos próprios. Em A garota na teia de aranha, a dupla que já arrebatou mais de 80 milhões de leitores em Os homens que não amavam as mulheres, A menina que brincava com fogo e A rainha do castelo de ar se encontra de novo neste thriller extraordinário e imensamente atual."

Nesse novo capítulo da estória de Mikael e Lisbeth, estamos 6 anos depois do julgamento da hacker e do fim de Zalachenko. Encontramos um Mikael desolado mais uma vez, entristecido com a carreira e sem novas matérias explosivas, sofrendo com a crítica e com o novo mundo jornalístico em que as notícias estão em todos os lugares da internet. Lisbeth está em um novo alvo, ela invadiu o sistema de uma empresa e como já conhecemos o seu comportamento, pode-se esperar que não foi atoa. Os dois vão se ver novamente envolvidos quando um mistério envolvendo um professor e seu mais novo projeto, vai cruzar o caminho dos dois.

Nos primeiros capítulos você consegue captar uma narração diferente de Stieg Larsson. David Lagercrantz escreve bem, mas fiquei um pouco incomodada com a escrita dele eu sentia que ele tentava imitar o estilo de Larsson, mas ao mesmo tempo a cópia era mau feita, tive a impressão de que Dan Brown e Stieg se encontraram e escreveram "A Garota na Teia de Aranha". 

Com a escrita eu acabei me acostumando e entendendo, afinal, era um novo escritor e a estória teria um toque diferente, isso é inevitável. Mas achei que Lagercrantz pecou no quesito personagens. Temos uma Lisbeth e um Mikael um pouco descaracterizados, senti falta do jeito mulherengo do jornalista e da independência da Lisbeth. Achei que os dois também estavam muito apáticos. Além disso, achei que a estória tinha personagens demais e que faltou amarração dos mesmos, alguns ficaram perdidos  no enredo.

Quando eu li "Os Homens que Amavam as Mulheres" lembro de achar os primeiros capítulos arrastados, devido as peças soltas da estória, mas esse problema foi logo resolvido, e nos livros seguintes não existia mais arrastamento. Nesse quarto livro achei que demorou a incendiar a estória, o livro só ganhou ação nas suas 200 últimas páginas, o que é um problema, contando que ele tem 400 e poucas páginas.

A temática desse livro é muito interessante fala sobre os dados que todo mundo tem espalhado na internet e a facilidade de se conseguir informações sobre qualquer um. Gostei muito, mas achei que o que o professor Balder havia criado não foi muito bem explicado.

Outro ponto muito positivo é o fato de termos as pontas soltas da trilogia, sendo finalmente reveladas. Em "Millenium 4" nós finalmente conhecemos a irmã gêmea de Lisbeth e descobrimos mais informações sobre a infância da haker. Gostei muito de poder entender melhor o porque dela ser desse jeito e ter feito o que fez.

O livro acaba deixando em aberto algumas questões, porque eu imagino que terão mais continuações. Vamos ver no que vai dar essa ganância toda. Pra mim temos duas séries separadas, a de Stieg e  David. Ambas boas, mas com estilos diferentes.

Até o próximo post!

04 novembro 2015

Playlist de Outubro

E o mês das crianças e das bruxas chegou ao fim e claro que teremos playlist de outubro. No décimo mês do ano para compensar o setembro, que foi bem pobrezinho de músicas, a playlist veio enorme. Começando pelo meu redescobrimento de Tiago Iorc (tem post dele aqui no blog), e fiquei encantada com várias músicas do "Troco Likes", novo CD dele.

Tiago Iorc - Dia Especial
Tiago Iorc - Alexandria
Tiago Iorc - Amei Te Ver

Tiago Iorc - Mil Razões

Ainda em terras brasileiras, a Anitta lançou música nova esse mês e já me viciei. O clipe também é muito legal, tirando o fato que fiquei incomodada com a bunda estranha dela.

Anitta - Bang

Esse mês estava super inclinada para das músicas meio balada, escutei muito David Guetta e Nicky Minaj com "Hey Mama", "Lean On" do Major Lazer, "Magnets" parceria do Disclosure e a Lorde e por fim a incrível "Runnin" do Naughty Boy com a Beyoncé.

David Guetta - Hey Mama feat Nicky Minaj
Major Lazer & DJ Snake - Lean On 

Disclosure - Magnets feat Lorde

Naughty Boy  - Runnin feat Beyoncé

Do mundo pop a representação veio da Taylor Swift e Selena Gomez. Eu adoro as duas, principalmente a Selena, acho a voz dela incrível e em "Good For You".

Taylor Swift - Wildest Dreams
Selena Gomez - Good For You

Escutei muito "No Way, No Way" do Magic!, adoro o estilo deles, sempre que escuto alguma música deles me sinto na praia.

Magic! - No Way, No Way

Recentemente eu descobri uma cantora nova e já me viciei, Melanie Martinez. Impossível não cantar Pity Party o dia todo.

Melanie Martinez - Pity Party

Por último a melhor música deste mês de outubro eu descobri assistindo "Além do Tempo", no final da primeira fase da novela, tocou "Together" do The XX. Baixei a música na hora e escutei ela seguidamente. Quando descobri que ela já foi tema do "O Grande Gatsby", que é um dos filmes preferidos da vida.
The XX - Together

Até o próximo post!

02 novembro 2015

Resenha: O Vilarejo

O Halloween foi no sábado e como sou uma pessoa temática, li no dia 31 o incrível "O Vilarejo" do Raphael Montes.


Sinopse: "Em 1589, o padre e demonologista Peter Binsfeld fez a ligação de cada um dos pecados capitais a um demônio, supostamente responsável por invocar o mal nas pessoas. É a partir daí que Raphael Montes cria sete histórias situadas em um vilarejo isolado, apresentando a lenta degradação dos moradores do lugar, e pouco a pouco o próprio vilarejo vai sendo dizimado, maculado pela neve e pela fome."

"O Vilarejo" é um livro de contos, são sete contos que recebem nome de demônios, cada demônio representa um pecado capital. Todas as estórias estão interligadas, se passam em um mesmo vilarejo, mas não é escrito de fora cronológica, o livro vai e volta no tempo.

Os contos são curtos e vem acompanhados de ilustrações maravilhosas e assustadoras. Gostei muito da maneira com que o Raphael Montes escreveu, não são estórias de terror com fantasmas, mas com a decadência e a crueldade do ser humano, em vários momentos fiquei enojada com algumas passagens, algo que sempre acontece comigo quando leio os livros do autor. Em cada conto temos uma pontinha dos acontecimentos do vilarejo que culminam com o desaparecimento do mesmo.

Durante a leitura nós vamos captando detalhes do porque tudo aquilo acontece naquele lugar abandonado. E em cada capítulo temos um pedaço da vida dos moradores do Vilarejo. O primeiro e o último conto completam o circulo e fecham a estória.

As personagens do livro são um pouco assustadoras com seus pecados, mas em alguns momentos achei o  final trágico super válido, afinal elas buscaram por todo aquele horror. Gosto quando alguém consegue se vingar de seu algoz. As vinganças ou artimanhas são feitas de uma maneira inteligente, gostei disso também.

Gostei muito dos capítulos, mas o prefácio e o posfácio são incríveis e completam o clima de horror do livro. A aura de mistério que Raphael criou com a chegada daquelas narrativas as suas mãos, é muito interessante. Livro para ser ler em poucas horas, mas daqueles que vai dar vontade de ler de novo. 

Quando for ler "O Vilarejo" vá sem saber muitas informações, evite spoilers, porque a estória precisa de todo mistério para que a experiência seja completa.

Até o próximo post!

22 outubro 2015

Anime: Ao no Exorcist

Ultimamente não tenho acompanhado muitos animes, foi-se o tempo em que eu podia assistir milhares deles (saudades tempo de escola). Mas durante o tempinho que eu fiquei desempregada eu assisti ao maravilho "Ao no Exorcist", (Blue Exorcist no ocidente) pelo Netflix.


Sinopse: "Ao no Exorcist conta a história de dois irmãos, Rin e Yukio. Enquanto Rin é boca suja, brigão e não liga para os estudos Yukio é fraco, educado e um aluno aplicado. Eles desconhecem seu pai e sua mãe morreu quando eram novos sendo criados pelo Padre Fujimoto, mas tudo muda quando Rin descobre ser filho de Satan o demônio mais poderoso e temido, com a morte de seu amado pai adotivo Rin busca se tornar mais forte, nesse caminhada descobre que não conhece seu irmão tão bem assim."



Sou super fã de animes shonen, porque gosto de ver a evolução do personagem e pelos desafios que ele tem que passar. "Ao No Exorcist" é exatamente assim, temos Rin um garoto problema criado por um padre, em uma espécie de mosteiro, e seu irmão gêmeo todo certinho e estudioso. Rin nunca consegue se sentir inserido nos lugares, se sente deslocado e sempre se mete em problemas. Um dia ele descobre porque tem um temperamento tão explosivo, ele é filho de Satan, o demônio mais poderoso de todos, que resolve vir buscar seu filho. O garoto se recusar a seguir o pai biológico, perdendo o pai de criação e liberando seus poderes demoníacos, então é obrigado a ir para uma escola de exorcistas para aprender a controlar seu poder e vencer Satan.



Mesmo se tratando de um anime sobre demônios, a estória não é nada assustadora, temos vários momentos engraçados e episódios exclusivos de alívio cômico. O crescimento dos personagens não é visto apenas no Rin, mas em todos os outros. Quando o filho de Satan vai para Academia Vera Cruz, ele conhece várias pessoas e nós acompanhamos a evolução e o enfrentamento de seus próprios medos. Os personagens são divertidos e todos  tem suas qualidades, Shieme é doce e dedicada, Izumo é amiga e forte, Suguro é focado e competitivo, Konekomaru é amigo e Yukio é um ótimo irmão e muito inteligente. Mas o melhor mesmo é o Rin, com seu jeito explosivo, incompreendido e tão leal, me lembrou muito o Inuyasha.



Além de ter que enfrentar as dificuldades da escola e ter que se dedicar aos estudos, sendo que não leva jeito nenhum para isso, Rina ainda tem que lidar com seus irmãos demônios. Isso mesmo, os filhos de Satan vem até a terra testar o irmã mais novo para ver qual é a do garoto.



Se os irmãos demônios perseguem Rin, Yukio seu irmão gêmeo adora o irmão e faz de tudo para ajudá-lo. A relação dos dois é muito bonita e mostra que mesmo sendo diferentes, os dois se dão suuuper  bem. 



O anime só tem 25 episódios e aos poucos os mistérios da história vão sendo revelado, mas é só no último episódio que temos o grande clímax da animação. O último episódio é daqueles de roer as unhas e não conseguir nem piscar. 



Há muito tempo eu não me viciava tanto em uma anime, devorei os episódios e fiquei muito envolvida com a história de "Ao no Exorcist". Pra mim um dos melhores nos últimos tempos, tem ação, humor, romance e suspense, combinação perfeita. E claro, que um protagonista problemático tem sempre lugar no meu coração.


Até o próximo post!

19 outubro 2015

Resenha: Os Bridgertons - Um Perfeito Cavalheiro

Todo mundo sabe que adoro romances históricos, principalmente os da Julia Quinn, também sabem que sou apaixonada por contos de fada. Então imagina o quão empolgada fiquei quando esses dois se juntaram no terceiro livro da série "Os Bridgertons".


Sinopse: "Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse é um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, ela consegue entrar às escondidas no baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois, Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. "

Nesse terceiro livro temos a estória de Benedic, um dos irmãos Bridgertons que ainda é solteiro e a mãe tenta casá-lo de qualquer maneira. Ele conhece Sophie em um baile, a garota o encanta por sua beleza e seu ar de realeza, mas na verdade ela  é uma bastarda que é maltratada pela madrasta e que naquela noite realiza o sonho de ir a um baile. Os dois se encantam um pelo outo no exato momento em que se conhecem, mas tudo fica apenas naquela noite. No dia seguinte Sophie acaba sendo expulsa de casa e vai viver bem distante de Benedic, sem ter a chance de mostrar a sua verdadeira face. Mas graças ao destino, os dois acabam se encontrando algum tempo depois, quando a moça é salva pelo rapaz, e a partir daí vemos que a química entre os dois é explosiva, mesmo que el não saiba quem ela é de verdade.

Como todos os livros da série de Julia os homens acabam encantados pelas mulheres, mas fogem por algum motivo idiota. No caso de Benedic é o fato do jovem ter prometido apenas se casar com a linda jovem que conheceu há três anos atrás no baile, que é a Sophie, serviçal que o encanta e que ele não consegue evitar a atração carnal que sente. Durante toda a estória temos então, um indecisão por parte dele, que quer ficar com Sophie, mas não quer esquecer a bela dama. Além desse pequeno problema, ele ainda não consegue descer de seu pedestal de nobre e ficar com uma simples empregada.

Adoro as personagens femininas da Julia Quinn, elas são sempre muito decididas e com Sophei não é muito diferente. Mesmo que ela viva com medo de ser descoberta, ela consegue ser firme e provocar Benedic. E os momentos de enfrentamentos deles são muito divertidos e quentes, porque o Sr. Benedic está subindo pelas paredes querendo possuir Sophie. Gosto que nos livros da Julia as mulheres sentem desejo pelos homens e mesmo naquela época, em que elas tinham que ser recatadas e virginais. 

O livro é muito divertido e transpira romance, mas sempre tem a parte ruim, o fato de Colin querer Sophie como sua amantes, por causa de sua classe social, achei bem trouxão da parte dele. E a forma como a autora resolveu esse preconceito dele, não gostei muito não. Tirando essa partizinha a estória de "Um Perfeito Cavalheiro" é uma linda versão de "Cinderela" e é tão encantadora quanto os dois livros anteriores da série.

Até o próximo post!

14 outubro 2015

Música: Tiago Iorc

Hoje é quarta-feira dia de dica musical aqui no blog, hoje resolvi falar sobre um dos meus cantores brasileiros preferidos: Tiago Iorc. Se você ainda não sabe quem é ele, precisa ler este post e descobrir o quão maravilhoso é a sua música.


Tiago nasceu em Brasília, mas passou os primeiros 5 anos da sua vida na Inglaterra. Ele começou a tornar-se conhecido após cantar em um festival da PUC do Paraná, e daí pra frente foram vários sucessos. O cantor começou a ser figurinha carimbada nas novelas da Globo em 2007, quando a música "Nothing But A Song" foi trilha da "Malhação" daquele ano. No mesmo ano a música "Scared", que ele cantou no festival da PUC, foi trilha da Alinne Morais em "Duas Caras" (a novela em que ela era uma vilão maravilhosa de franja).

Nothing But A Song

Scared

A parceria do jovem cantor com a Globo se repetiu em várias novelas, em 2008 com a música "Blame" na novela "A Favorita", no ano seguinte mais uma vez uma personagem de Alinne Morais tinha como trilha uma música do Tiago, dessa vez a estória de Luciana em "Viver a Vida", foi embalada por uma versão dele de "My Girl". Em 2011 ele novamente esteve na trilha de "Malhação" e também em "A Vida da Gente". Em 2013 ele lançou CD novo e "Story Of A Man" ganhou notoriedade em "Flor do Caribe", e nos anos seguintes suas músicas estiveram em "Geração Brasil" e "Sete Vidas"


No começo de sua carreira Tiago Iorc dava preferência pelas músicas em inglês, seus dois primeiros CD's, "Let Yourself In" de 2008, "Umbilical" de 2011, são todo inglês. Em seu terceiro álbum, "Zeski",  o cantor começou a inserir músicas em português em seu repertório. Já em 2015, ele lançou "Troco Likes", um CD todo em português.

Blame

Story Of A Man

It's A Fluke

Gosto do som que ele faz, porque as músicas me causam boas sensações, a voz doce e a melodia delicada me envolvem e é impossível não cantar junto com ele. Gostei dele a primeira ouvida e desde 2008 sou viciada no que ele faz, antes mesmo dele se tornar tão conhecido, ou quando cantou "What A Wonderful World" na abertura da novela das seis, ou antes de ser conhecido como namorado da Isabelle Drummond. Quando ele começou a fazer mais sucesso, senti uma mágoa, porque já amava suas músicas e achava um absurdo do nada o povo se declarar fã (porque sou dessas), mas decidi fazer o post para que todos se apaixonem por ele.


Se ainda não te convenci de quanto ele é incrível, você precisa escutar as versões que ele fez para músicas muito conhecidas como, "My Girl", What A Wonderful World", "Proibida Pra Mim" e "Tempo Perdido", que ficaram incríveis na voz dele.

My Girl

What A Wonderful World

Proibida Pra Mim

Tempo Perdido

E se mesmo assim você não se sentir convencido a escutar o cantor, escute uma vez o novo CD dele, "Troco Likes", que tem músicas lindas como "Alexandria", "Amei Te Ver", "Coisa Linda" e "Mil Razões".
Alexandria

Amei Te Ver

Coisa Linda

Mil Razões

Agora eu já sei que você está encantado pelo trabalho dele, só precisa de um empurrãozinho para se apaixonar, então assista o clipe de "Dia Especial", que é muita fofura reunida.

Dia Especial

Agora que já te mostrei todas as maravilhas a respeito do Tiago Iorc, tenho certeza que você já virou fã, igual a mim em 2008, e já escolheu suas músicas preferidas.



Até o próximo post!
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