28 setembro 2015

Resenha: Deuses do Egito - O Despertar do Príncipe

Um dos meus lançamentos literários mais esperados do ano, finalmente chegou ao Brasil, "O Despertar do Príncipe", da Colleen Houck. A autora que é responsável por uma das minhas séries preferidas, "A Maldição do Tigre", então a minhas expectativas estavam elevadíssimas.


Sinopse: "Quando a jovem de dezessete anos, Lilliana Young, entra no Museu Metropolitano de Arte certa manhã, durante as férias de primavera, a última coisa que esperava encontrar é um príncipe egípcio ao vivo com poderes divinos, que teria despertado após mil anos de mumificação.E ela realmente não poderia imaginar ser escolhida para ajudá-lo em uma jornada épica que irá levá-los por todo globo para encontrar seus irmãos e completar uma grande cerimônia que salvará a humanidade.Mas o destino tem tomado conta de Lily, e ela, juntamente com seu príncipe sol, Amon, deverá viajar para o Vale dos Reis, despertar seus irmãos e impedir um mal em forma de um deus chamado Seth, de dominar o mundo."

Quando saiu a sinopse do primeiro livro da trilogia "Deuses do Egito" e quando algumas cenas vazaram, eu fiquei com a impressão de que Colleen ia ser daquelas autoras que utiliza de uma receitinha de bolo para escrever todos os seus livros. Porém quando comecei a ler o livro, vi que não era bem assim. Claro que tem alguns pontos da estória que são bem semelhante aos livros do tigre. Um príncipe amaldiçoado, uma garota moderna, missões a serem cumpridas, magia, local mágico. Mas as semelhanças para por aí.

Lily é uma garota que em nada se assemelha a abanete da Kelsey, ela é uma garota decidida, bem nascida e com uma auto estima boa, mas que precisava de uma aventura para movimentar sua vida tão bem planejada. A chacoalhada vem em forma de um príncipe egípcio, que renasce para salvar o mundo da escuridão e precisa da garota para completar sua tarefa.Em um primeiro momento a garota acha que enlouqueceu e que o lindo homem tem sérios problemas psicológicos. Gostei muito  do fato dela não aceitar toda a magia de cara.

Depois de tentar fugir da ligação dos dois Lily se convence de que tudo aquilo é real, e resolve ajudar Amon na sua missão. Os dois partem para o Egito, para buscar pelos irmãos de Amon e realizar a cerimônia. Esses momentos do livro são bem divertidos e me lembrou várias vezes algumas cenas dos filmes de Indiana Jones. O livro é cheio de cenas de ações, magias, tempestades de areia, seres mitológicos e lendas egípcias. 

Se Ren e Kelsey, desde o começo mostravam envolvimento amoroso, isso não acontece com Lily e Amon. Em um primeiro momento a garota apenas aprecia a beleza do príncipe, mas aos poucos ela vai se encantando com ele e tenta de qualquer jeito ficar com ele. Amon em alguns momentos mostrava que estava interessado pela novaiorquina, quando elogiava sua beleza ou quando a chamava de Nehabet (mais ma príncipe que gosta de apelidar a amada), mas em grande parte da estória ele se esquiva das investidas de Lily. Gostei muito da perseverança dela e das maneiras que ela tentava ganhar um beijo dele.

Os irmãos de Amon são bem legais também, e gostei deles por não ficarem querendo a mulher do irmão. Ganharam pontos comigo. Mas achei que a autora explorou muito pouco os dois, e espero que eles tenham mais destaque nos próximos livros.

"O Despertar do Príncipe" é dividido em três partes, em que o passado e o presente são intercalados. O livro tem uma estória completa, mas o epílogo nos deixa na expectativa para o segundo livro da estória. 

Gostei muito do livro, há muito tempo não lia uma fantasia tão bem criada, com embasamento histórico, gosto muito da seriedade com que Houck lida com a mitologia, em seus livros. Gostei também do fato dela ter dado um up em sua escrita e abandonado o clichê mocinha insegura. Em "Despertar" temos mais aventura do que amor, o que achei interessante, mas desejei mais envolvimento entre Lily e Amon, mas acredito que isso virá em "O Coração da Esfinge".

Até o próximo post!


23 setembro 2015

K-Drama: Cunning Single Lady

Uma vez ou outra eu me vejo viciada em algum K-Drama, o último que eu me peguei viciadíssima foi "Cunning Single Lady", que me gerou muitas risadas.



Sinopse: Uma comédia romântica sobre Na Ae Ra que sonha em encontrar o príncipe encantado depois de se divorciar de Cha Jung Woo, quando o seu negócio fali. Mas assim que ele se torna um homem de negócios bem sucedido, ela tenta seduzi-lo novamente, enquanto seu  ex-marido tenta namorá-la novamente em busca de vingança."


O K-Drama vai acompanhar Na Ae Ra, uma mulher de 30 anos, divorciada, que trabalha bastante e mora com uma amiga. Um dia ela descobre que seu ex-marido, antes um pobre coitado, é agora um homem riquíssimo, em um momento em que ela está desempregada e sem ninguém, ela então resolver se vingar dele.


Nos primeiros capítulos você pensa que Na Ae Ra é uma egoísta, interesseira, que não aguentou viver sem dinheiro. Mas com o passar do tempo você vê o quanto ela é empenhada e não tem medo do trabalho. E que a mágoa dela com Cha Jung Woo é muito mais do que condições financeiras.



Cha Jung Woo é aquele mocinho que tenta dar uma de bonzão, mas que no fundo é atrapalhado e apaixonado. Teve uns momentos em que ele foi cruel com Na Ae Ra, e que eu queria que ela conseguisse vingar-se dele. Mas depois fiquei torcendo para que ele conseguisse.



"Cunning Single Lady" é muito engraçado, principalmente nos momentos em que a família de Na Ae Ra aparecem. O irmão e o pai dela, são os melhores, sempre tentando gastando dinheiro, com planos malucos. As cenas do irmão dela com a amiga, também são divertidíssimas, casal secundário, com uma estória menos conturbada. Outro personagem que dava graça ao drama, era o secretário de Jung Woo.


No lado melancólico temos vários momentos envolvendo o casal principal, principalmente em alguns flashbacks da época que os dois se divorciaram. O drama também fazia parte de Gook Yeo Jin, o braço direito de Jung Woo, que nutre uma paixão pelo presidente e tem um passado muito triste. Mesmo ela sendo  a "vilã" do K-Drama é impossível ter raiva dela.


Na maioria dos dramas sempre temos aquele carinha, que se apaixona pela mocinha, mas só fica na friendzone, em "Cunning Single Lady" não é diferente. Temos Seung Hyun, colega de trabalho de Ae Ra, que se encanta pelo jeito da mulher.


Os problemas entre Ae Ra e Jung Woo eram tantos, que em vários momentos achei que nada daria certo para o  casal. Mas quando eles começam a se acertar e todas as mágoas vão sendo entendidas, é muito bonito.

            

A única coisa que não gostei nesse drama, foi a trilha sonora, que não me chamou atenção, e eu preciso de uma boa música.

Até o próximo post!

21 setembro 2015

Resenha: Harry Potter e o Cálice de Fogo

Eu disse em alguns posts que gosto de todos os livros de Harry Potter, mas relendo "O Cálice de Fogo" percebi que o 4º livro da série é o que menos gosto em toda série.


Sinopse: "No quarto ano em Hogwarts, Harry Potter, embora ainda sem idade suficiente, é misteriosamente selecionado pelo Cálice de Fogo para competir no arriscado Torneio Tribruxo. Estranhos sinais luminosos no céu mostram que Voldemort pode estar anunciando sua volta. Além disso, a marca na testa de Harry não pára de doer, o que sempre significa que algo muito tenso está para acontecer."

Como disse na resenha de "Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban", a série começa a ganhar um tom mais obscuro em seus novos capítulos. E em "O Cálice de Fogo" essa escuridão surge como a aparição dos Comensais da Morte, que são os seguidores de Lord Voldmort e a tensão pela espera da volta do bruxo das trevas, após a previsão do 3º livro.

Harry está lidando com sonhos perturbadores e dores na sua cicatriz, quando ele é convidado para assistir a Copa Mundial de Quadribol, que inicia o 4º livro com muita diversão e até mesmo uma marca da volta eminente Daquele que Não Deve Ser Nomeado. A partir da Copa, Harry começa a ver que o povo buxo está espalhado pelo mundo inteiro, e que até mesmo existem outras escolas de magia, algo que ele descobre quando volta a Hogwarts e descobre que a escola vai sediar o Torneio Tribuxo.

Antes do início do Torneio na escola, o livro é bem parado e demora a começar a verdadeira ação da estória. Depois de todo o marasmo, a ação começa, primeiro com a escolha de Harry como o 4º campeão do Tribuxo, depois com suas provas misteriosas e perigosas. 

Em "Cálice de Fogo" novas personagens são inseridas no universo bruxo, conhecemos Bartô Crouch do Ministério da Magia, a elfa doméstica Winky, o apanhador Vítor Krum, a enorme Madame Maxime, o misterioso Karkaroff, a encantadora Fleur Delacourt, a maldosa Rita Skeeter e mais um professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, Olho Tonto Moody. Todos eles como papeis fundamentais na trama.

Nos personagens já muito conhecidos, começamos a notar as mudanças causadas pela puberdade ou maturidade. Nós começamos ver os interesses amorosos de Harry, Rony e Hermione. Temos também uma ideia dos rumos que Fred e Jorge irão tomar, nos próximos anos.

Já disse que o enredo é um pouco arrastado, principalmente com o afastamento da realização das provas do Torneiro Tribuxo. Quando chegamos à prova final, temos uma enxurrada de acontecimentos e várias informações do passado, quando Voldmort aterrorizava os bruxos. E um acontecimento irá marcar o fim do sossego e o início de tempos escuros na saga de Harry Potter.

Se em "O Prisioneiro de Azkaban" temos vários alívios cômicos, neste 4º livro, são poucos os momentos de risadas. Acredito que isso, mas os acontecimentos arrastados, tornam o livro o menos fluído de J.K Rowling, mas ainda sim sendo literatura de qualidade.

Com os rumos da estória já é de se esperar muita tensão e trevas em suas continuações.

Até o próximo post!

19 setembro 2015

Abandonando Séries Literárias

Eu não gosto de abandonar leituras, de apenas um livro ou de uma série inteira,  mas tem momentos que isso acontece. Principalmente, com séries, porque um livro é fácil me forçar a terminar, mas uma série inteira pode ser um pouco complicado por N motivos. o primeiro motivo para que eu deixe uma saga de lado é o simples fato de ela ser ruim, foi assim com "Fallen", que conta a história de anjos caídos e reencarnação. O primeiro livro é tão ruim que não me deu nem curiosidade de descobrir o que acontece com Luce e Daniel. 


Em outros casos acontece de eu não continuar uma série porque ela não me provou que precisa de mais algum livro para que a estória seja completa. Como "O Diário da Princesa" e "Becky Bloom" que foram livros que eu gostei muito, mas que eu não entendia o porque de existirem tantas continuações para essas estórias.


Ainda tem um terceiro motivo, quando eu gosto da história, mas devido a spoiler ou até mesmo uma narração arrastada me façam desanimar de continuar a série. Foi assim com "Crônicas de Nárnia" e "Crônicas de Gelo e Fogo", que eu já sei grande parte do que vai acontecer e por isso fico com preguiça de continuar a leitura.

 

E por último há as séries que eu gostei demais e que adoraria continuar a leitura, mas como li o primeiro livro emprestado e não ter os próximos acabei não dando seguimento. Foi o que aconteceu com "Academia de Vampiros" e "Maze Runner", eu gosto muito das duas séries, das personagens, da escrita dos autores, mas por não ter todos os livros em mão, acabei deixando de lado, mas pretendo retomar a leitura.

 


E por último aqueles séries que eu comecei a ler na expectativa, mas que se mostraram muito arrastadas e entediantes, mas que eu gostaria de saber onde tudo vai dar, que foram "Beautiful Creatures" que tinha um plot super legal, mas que teve um começo um pouco sem graça, e "A Saga dos Corvos", que é da Maggie Stiefvater, uma das minhas autoras preferidas, mas que foi tão arrastado que não me animou para sua continuação.

 

E tem também os livros que eu comecei amando, mas no meio da estória eu achei uma chatice, que é o caso de "A Trilogia Grisha", que eu amei o primeiro livro, detestei o segundo e queria abandonar a trilogia, mas como já tenho o terceiro vou acabar completando a estória de Alina Starkov.


O ato de abandonar uma série literária deixa uma sensação muito ruim, eu sempre tenho a impressão que não estou cumprindo com as minhas obrigações de leitora, que sou fraca porque não consigo continuar a ler um livro só porque não estou gostando. É frustrante. Mas tem momentos que não tem jeito e que de jeito maneira quero continuar nesse sacrifício.

Até o próximo post!

14 setembro 2015

Resenha: Uma História de Amor e TOC

Eu fui ler "Uma História de Amor e TOC" pensando que seria um romance YA leve e divertido, mas eu estava totalmente enganada, o livro é mais denso do que eu pensava.


Sinopse: "Bea foi diagnosticada com transtorno obsessivo-compulsivo. De uns tempos pra cá, desenvolveu algumas manias que podem se tornar bem graves quando se trata de... garotos! Ela jura que está melhorando, que está tudo sob controle. Até começar a se apaixonar por Beck, um menino que também tem TOC. Enquanto ele lava as mãos oito vezes depois de beijá-la, ela persegue outro cara nos intervalos dos encontros. Mas eles sabem que são a única esperança um do outro. Afinal, se existem tantos casais complicados por aí, por que as coisas não dariam certo para um casal obsessivo-compulsivo? No fundo, esta é só mais uma história de amor... e TOC."

O livro é narrado por Bea uma garota que tem um TOC um pouco diferente dos que todo mundo conhece, ela fica obsessiva com os garotos. Além dessa obsessão ela tem mais algumas peculiaridades, que são também parte do seu transtorno. A estória começa a ser contada a partir do momento em que sua psicóloga a faz frequentar uma terapia em grupo, onde tem mais algumas personagens com TOC, entre elas Beck, um menino que Bea acaba se interessando.

A narração da estória me angustiava um pouco, porque como era Bea que contava os fatos, em vários momentos tínhamos que lidar com sua ansiedade e obsessões, era como se eu também sofresse com o TOC, foi uma leitura muito sufocante.

O romance da estória não é muito aprofundado, até porque Bea e Beck tem dificuldades em se envolver, devido as suas obsessões. Mas mesmo assim tem alguns momentos fofinhos entre os dois. E o Beck é bem encantador tentando ser melhor para Bea.

As outras personagens do livro são mostradas de maneiras interessantes, ao mesmo tempo que elas são as "normais", Bea vai citando algumas perdulariedades que me fez perceber que eles não eram assim tão perfeitos, cada um tinha algo excêntrico.

"Uma história de amor e TOC" é bem o que o título diz, não é fofinho ou bonitinho, é dolorido e real. Eu acho que não gostei tanto, porque esperava algo diferente, mas é inegável que é bem escrito.

Até o próximo post!  

11 setembro 2015

Finais felizes, causando frustrações desde sempre.

E viveram felizes para sempre, quantas vezes essa frase foi repetida durante a sua infância?! dezenas, centenas, milhares de vezes. Quando você via algum filme da Disney ou lia algum livro com adaptações de contos de fadas, na maioria das vezes eram assim que eles terminavam. E o casal principal da estória jurava amor eterno, se beijavam e dali para frente viveriam eternamente felizes. O quanto essas 3 palavrinhas fizeram com que você suspirasse e acreditasse que um dia você encontraria um príncipe encantado e que vocês dois se amariam pela eternidade?! Várias vezes.


E durante toda sua infância você acreditava que o amor era assim, a felicidade eterna. Mas com o passar dos anos você acaba descobrindo que tudo isso é apenas uma mentira, que iludiu milhares de garotinhas, que acreditavam que um dia um belo rapaz apareceria em um cavalo branco, se apaixonaria a primeira vista e viveria sempre encantado por você. Sendo que na vida real ninguém vai olhar para você e se encantar pelo seu doce olhar e toda essa paixão vai durar por séculos e séculos.


E quando você deixa de ser uma garotinha apaixonada por príncipes encantados, vem outras variações desse mesmo cara, loucamente apaixonado, que quer cuidar, amar, proteger e viver ao lado da mocinha até ficar bem velhinho. Tivemos vampiros em Volvos, anjos caídos em motos, caçadores de sombra com estelas e uma infinidade de homens preparados para darem amor até o último momento.


 E quando estamos adultas, acredita-se que já tenhamos descoberto que esse amor idealizado só está nos livros. Que o homem que vai abrir mão de tudo para ficar com você é apenas criado através da mente de pessoas, que queriam que tudo isso fosse real. Nós mulheres adultas nos vemos suspirando pela declaração desesperada de Mr. Darcy, pelo louco amor de Jay Gatsby, pela dedicação de Noah Calhoun ou até mesmo pela maníaca obsessão de Christian Grey.



E os romances nos tornam mulheres que sonham com homens maravilhosos, que buscam aqueles homens de papéis andando pelas ruas. E a cada novo relacionamento, que acaba devido as grandes expectativas, que são totalmente desapontadas, nós nos frustramos. Tudo porque autores de romances criaram estórias mágicas de amor verdadeiro. Alguém precisa avisá-los de que isso está frustrando as mulheres, pelo menos no quesito vida amorosa, há séculos, Vamos escrever homens verdadeiros, que nem sempre vão abrir mão de suas coisas para ficar em um relacionamento, que podem esquecer datas importantes, comprar presentes ruins, que traem sua confiança e  tem ideias imbecis.


Então temos todos que odiar os homens? Desistir dos relacionamentos? Se casar com os personagens dos livros? Queimar os romances na fogueira? Claro que não,  você não precisa desistir do romance, porque eles podem não ser com Mr. Darcy's, mas em alguns momentos você pode descobrir que existem finais alternativos para o Felizes para Sempre.

Até o próximo post!

07 setembro 2015

Resenha: O Bicho-da-Seda

Adoro romances policiais, desde quando era bem novinha, fico fascinada por todo o mistério da trama e devoro as páginas tentando desvendá-lo. O problema de ficar muito envolvida só acontece no caso do livro ter mais de 400 páginas, você quase morrer de ansiedade esperando a revelação final e ela acontecer só nas últimas 20 páginas. Foi exatamente isso que aconteceu com "O Bicho-da-Seda".


Sinopse: "O detetive Cormoran Strike retorna no novo mistério de Robert Galbraith, autor do best-seller internacional 'O Chamado do Cuco'. Quando o escritor Owen Quine desaparece, sua esposa vai a procura de Strike. De início, a Sra. Quine pensa que seu marido apenas se afastou por conta própria, por uns dias — como já tinha feito antes — e ela pede a Strike para que o encontre e o traga para casa. Mas conforme Strike investiga o caso, se torna claro que há mais no desaparecimento de Owen do que sua mulher pensa. O escritor havia terminado um manuscrito contendo descrições venenosas de quase todos que conhecia. Se o livro fosse publicado, poderia arruinar vidas: o que significa que existiam várias pessoas que poderiam querer silenciá-lo. Quando Quine é encontrado brutalmente assassinado em circunstâncias bizarras, a investigação se torna uma corrida contra o tempo para entender a motivação de um assassino impiedoso, um assassino como Strike nunca havia visto antes."

Para quem achou que a vida do Strike estaria bem melhor do que em "O Chamado do Cuco" se enganou, ele continua morando no escritório, a perna ainda lhe causa muita dor, sua ex (FDP) ainda o provoca e sua situação financeira não é das melhores. Mesmo após desvendar o mistério de Lula Landry os clientes que vem em busca de seus serviços serão casos excepcionais ou cheios da grana, mas não é bem isso que acontece o detetive está seguindo infiéis, quando uma mulher pobre solicita por seus serviços para encontrar o marido desaparecido.

Na primeira parte do livro Cormoran acredita que Owen Quine, apenas fugiu da vida de casado por um tempo, até mesmo a esposa dele pensa nisso, mas aos poucos o caso vai se tornando mais macabro e misterioso. Em "O Bicho-da-Seda" o crime retratado é assustador, sério, de revirar o estômago, impressionante como J.K Rowling consegue ser "perversa" quando é Robert Gailbraith.

Gosto muito da maneira com que o mistério da estória é sendo desvendado aos pouco, são pequenas doses de informação até juntas formarem todo o desfecho. Nesse caso tudo é muito difícil de se revelar, porque todos são suspeitos e Owen Quine não era muito querido, o que aumentam as possibilidades.

O que eu mais gosto de Cormoran Strike pelo fato dele não ser apenas o detetive incrível, mas também ser um ser humano com problemas, a falta de dinheiro, os problemas com a ex, a perna amputada e o medo de se envolver com sua assistente. Essa sua faceta é mostrada paralelamente com sua genialidade em desvendar casos. Além do gigante detetive eu também adoro Robin, ela é o Watson feminino mais divertido e encantador. Nesse livro ela tem um papel maior nas investigações. Gostei muito do "autor" mostrar o dilema dela entre a vida pessoal e o sonho profissional.

"O Bicho-da-Seda" é um bom livro para os fãs de romances policiais e um puta livro para quem gosta de ler, afinal os envolvidos na trama são todos do meio editorial e a estória começa por causa de um livro. 

Eu já havia gostado de "O Chamado do Cuco" e tinha certeza que J.K havia mostrado a que veio, mas depois desse livro eu já virei fã de Robert e de Strike.

Até o próximo post!
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