23 novembro 2015

Resenha: Amor Amargo


Esse ano de 2015 não foi um ano de grandes leituras, senti muita falta de estórias maravilhosas que ficam marcadas, mas não tivemos muito isso, salvando alguns livros, entre eles "Amor Amargo" da Jennifer Brown.


Sinopse: "Último ano do colégio: a formatura da estudiosa Alex se aproxima, assim como a promessa feita com seus dois melhores amigos, Bethany e Zach, de viajarem até o Colorado, local para onde sua mãe estava indo quando morreu em um acidente. O Dia da Viagem se torna cada vez mais próximo, e tudo corre conforme o planejado. Até Cole aparecer, encantador, divertido, sensível, um astro dos esportes. Alex parece não acreditar que o garoto está ali, querendo se aproximar dela. Quando os dois iniciam um relacionamento, tudo parece caminhar às mil maravilhas, até que ela começa a conhecê-lo de verdade…"

A primeira coisa que você tem que saber que "Amor Amargo" é um livro sobre relacionamento abusivo, narrado em primeira pessoa pela vítima e tem momentos bem fortes de humilhação e agressão. Então vá ler esperando uma leitura sofrida, doída e triste, muito triste.

Nos primeiros capítulos do livro vamos conhecendo as personagens Alex, Bethany e Zach, que são melhores amigos desde criança e tem planos para viajarem quando as aulas acabarem, para o Colorado. Para Zach e Bethany a viagem é apenas uma forma de se divertir e curtir a companhia dos amigos, já para Alex a ida ao Colorado é muito importante, porque ela acredita que vai entender o mistério sobre a morte da sua mãe. Nessa parte da estória o livro é leve e divertido, daqueles que dá vontade de ser amigo do trio e participar desta Road Trip.

A vida de Alex está indo muito bem, quando Cole aparece, o príncipe encantado que ela sempre sonhou. Agora ela se sente completa, com os amigos e um garoto que a ama. Mas é aí que tudo começa a desandar e a garota se vê dividida entre o namorado e os amigos. Cole tem ciúmes de Zach, afasta Alex de Bethany, vigia a vida da Alex e tem várias alterações de humor.

Os acessos de raiva de Cole só vão piorando e aos poucos a vida da Alex vira um inferno. Como a estória é narrada pelo ponto de vista dela, nós vamos entendendo o que se passa na cabeça da vítima, a confusão de sentimentos, o medo, a dúvida e o amor. Isso mesmo, ela não deixa de amar Cole, mesmo ele a maltratando e isso faz com que ela não entenda o porque dele fazer isso com ela, não conseguindo se libertar desse relacionamento doentio. E para defender ele, ela caba se afastando dos amigos que já perceberam que el não é o príncipe encantado.

Com o desenrolar do livro você começa a temer pela vida da Alex, mas ao mesmo tempo não entende como ela pode justificar as ações do Cole, mas também entende que ela tem traumas que a fizeram se prender tanto a esse relacionamento. Achei isso um ponto muito forte da estória de Jennifer Brown, a protagonista sente falta de afeto e carinho, por isso se agarrou ao primeiro que demonstrou maior interesse por ela.

Um livro dolorido, daqueles que você sofre e fica remoendo tudo aquilo depois que terminou a leitura. Daqueles que deveriam ser obrigatório a todo mundo, não importa a idade, porque as pessoas precisam saber reagir quando estiverem em um relacionamento abusivo ou quando conhecerem alguém que vive nesta situação. Pra mim, "Amor Amargo" chega a ser até melhor que "A Lista Negra", outro livro da Jennifer Brown.

Até próximo post!

22 novembro 2015

Cinco motivos para você assistir Jogos Vorazes

Nos últimos quatro anos a trilogia de livros "Jogos Vorazes" vem sendo adaptada para o cinema. Desde 2012 quando o primeiro filme saiu nos cinemas a distopia de Suzanne Collins virou um sucesso. Os leitores invadiram novamente as salas de cinemas, algo que desde o fim de Crepúsculo, não era visto. Mas o sucesso da trilogia não é atoa e se você nunca deu uma chance para a estória de Katniss Everdeen eu te dou 5 motivos para assistir os 4 filmes.
5º) Melhor franquia literária atual
O primeiro motivo é de que todos os milhares de livros que estão sendo adaptados para o cinema, Jogos Vorazes é uma das melhores adaptações. Primeiro porque o filme é extremamente fiel ao livro da Suzanne Collins, se você não gostar de ler ou preferir ver o filme antes, não tem problema, os filmes conseguem passar muito bem a mensagem dos livros. O enredo e as personagens de "Jogos Vorazes" são muito bem construídos e isso também acontece na película, os atores conseguiram encarnar bem suas personagens, dando as vezes um toque até melhor. A produção também é incrível, começamos com o primeiro filme sendo mais simples, mas do segundo ao quarto a franquia fica luxuosa, com efeitos especiais incríveis, daqueles filmes épicos, não ficando para trás de Harry Potter ou Senhor dos Anéis (quesito produção)

4º) Trilha Sonora
Sou apaixonada por música e mais ainda quando ela é usada no cinema, gosto quando a produção tem o cuidado de escolher músicas que se encaixem a estória, que passem todo o sentimento das personagens, crie uma atmosfera e fique para sempre associada aquele filme. Em "Jogos Vorazes" eu acho primor, mesmo que algumas músicas não estejam inseridas diretamente no filme. Adoro a trilha sonora da franquia, que também segue uma escala, começa mais leve com "Safe and Sound", depois vai crescendo com "Atlas", e estoura com "Yellow Flicker Beat". Mas mesmo com todas essas músicas, a melhor sequência e música é com toda certeza quando a Katniss canta "The Hanging Tree', já vale a pena assistir.

Taylor Swift and The Civil Wars - Safe and Soud

Coldplay - Atlas

Lorde - Yellow Flicker Beat

The Hanging Tree


3º)Katniss Everdeen
A protagonista de "Jogos Vorazes" é também um ponto forte da franquia, por vários motivos, primeiro ela é uma protagonista feminina, ela é uma heroína, faz o papel de príncipe encantado melhor que muito marmanjo, ela não é perfeita, é cheia de defeitos, não vive em função do amor de um homem, é forte e dedicada a quem ama (que é somente a irmã). Katniss é daquelas que representam o girl power, o emponderamento feminino e a face real, ela vive quebrada após os percalços que passa e tem dificuldades para se recuperar. Mesmo sendo uma chata as vezes, essa chatice mostra que ela não é a boneca linda que a própria capital monta.

2º) Desconstrução de Peeta Mellark
Desconstruir uma personagem é algo digno de palmas e em 'Jogos Vorazes" nós temos a melhor de todas. No primeiro filme temos um Peeta ingênuo, que faz tudo pelo seu amor, carismático, a imagem da perfeição. No segundo ele começa a se perder, deixando seus ideais para salvar a vida de quem ama. Já no terceiro e quarto ele está quebrado e se tornou a máquina da capital, algo que ele nunca quis ser. Pra mim uma das personagens mais maravilhosas da trilogia, que teve sua queda muito bem interpretada pelo Josh Hutcherson, que não é tão bonito quanto o Gale, mas que atua muito melhor.

1º) Crítica Social
"Jogos Vorazes" foi escrito para o público jovem adulto, mas tem críticas a sociedade bem maduras. A estória critica o prazer que nós sentimos em assistir reality shows (as Fazendas, BBB's entre outros), a sede por violência, a mania de torcer pelos outro (team Peeta ou Team Gale), o favoritismo do casal, o fato de sermos facilmente engando pela magia da mídia, a maquiagem do governo, o fato de que o poder sobe a cabeça, o único inimigo é aquele que tenta impor amarras. Acredito que daqui uns anos a franquia vai ser lembrada com carinho e citada com respeito.

Até o próximo post!

16 novembro 2015

Resenha: A Mais Pura Verdade

Criança com câncer já é um tema que me faz querer ler um livro. Mas sabe quando você compra um livro com aquela expectativa, mas quando ele chega você vai deixar ele pra trás na lista de leitura e quando você resolve ler já passou o momento? Pois é, foi isso que aconteceu com "A mais pura verdade"


Sinopse: "Em todos os sentidos que interessam, Mark é uma criança normal. Ele tem um cachorro chamado Beau e uma grande amiga, Jessie. Ele gosta de fotografar e de escrever haicais em seu caderno. Seu sonho é um dia escalar uma montanha.

Mas, em certo sentido um sentido muito importante , Mark não tem nada a ver com as outras crianças.
Mark está doente. O tipo de doença que tem a ver com hospital. Tratamento. O tipo de doença da qual algumas pessoas nunca melhoram.
Então, Mark foge. Ele sai de casa com sua máquina fotográfica, seu caderno, seu cachorro e um plano. Um plano para alcançar o topo do Monte Rainier.Nem que seja a última coisa que ele faça. 
A Mais Pura Verdade é uma história preciosa e surpreendente sobre grandes questões, pequenos momentos e uma jornada inacreditável."

Quando "A mais pura verdade" saiu aqui no Brasil todo mundo leu esse livro, tem milhares e resenhas espalhadas pela blogosfera. Eu comprei o meu exemplar logo naquela época, mas esse tanto de resenha me fez enjoar do livro, antes mesmo de ler. Aí fiquei procrastinando a leitura, até agora, quando só faltam cinco livros não lidos na estante.


A narrativa do livro é feito por dois narradores, Mark e Jessie. O texto é fluíd e fácil, afinal os dois só tem 10 anos. É daquelas leituras gostosinhas que você vai lendo e quando assusta chegou o fim.

O enredo tem poucas voltas no tempo e acho que isso foi um dos problemas, não consegui me encantar com as personagens, porque não tive informação suficiente sobre elas, para sofrer com o que estava acontecendo. A única personagem que me encantou foi o Beau, o cachorro é um dos únicos que teve seus sentimentos mais aprofundados e deu uma chance para a emoção no livro.

O livro de Dan Gemeinhart é muito bonitinho, uma história de medo, superação, amor e amizade, típico enredo de filme de sessão da tarde que vai repetir várias vezes. O livro promete ser emocionante, mas não consegue marcar ou sensibilizar tanto, a estória é tão fofinha, que é impossível pensar que teremos um final triste.

Até o próximo post!

13 novembro 2015

American Horror Story

Desde o dia das bruxas eu estava querendo fazer um post especial para uma das minhas séries preferidas, que é American Horror Story, mas acabou que por falta de tempo não consegui fazer isso no dia 31 de outubro. Mas por ironia do destino tivemos uma sexta-feira 13, e com um pouco de planejamento, acabei conseguindo fazer esse post. 


American Horror Story foi ao ar pela primeira vez em 5 de outubro de 2011, e nos anos seguintes ganhou suas "continuações" no anos que se procederam. A série já está em sua quinta temporada e é exibida anualmente no mês de outubro. Cada temporada de AHS conta uma história diferente, tendo algumas pequenas conexões entre elas, mas você não depende de uma para assistir a outra. A série mesmo tendo temporadas independentes tem basicamente o mesmo plot, ambas as seasons tratam de histórias de terror (JURA? CHAMA AMERICAN HORROR STORY E CONTA HISTÓRIAS DE TERROR). Além de terem o mesmo plot, frequentemente veremos o mesmo elenco em todas as histórias, interpretando personagens diferentes. 

A série oscila entre o terror, mistério e humor, não sendo em momento nenhum monótona. Algumas temporadas temos alguns flashbacks, mostrando momentos diferentes dos personagens. AHS é cheia de coisas bizarras e sexo, então tome cuidado onde for assistir. Os episódios são permeados de referências pop e inspirações em casos reais de personalidades do crime e casos sobrenaturais.

Como já disse anteriormente, o elenco tem algumas figurinhas repetidas como Jessica Lange (RAINHA!), Evan Peters, Sarah Paulson, Denis O'Hare.


MURDER HOUSE

Sinopse: Sem saber dos perigos que estão por vir, a família Harmon sai de Boston e vai para uma mansão em Los Angeles atingida por pequenos conflitos de relacionamento. Logo após a chegada, eles encontram com os Landgons, com quem desenvolvem uma boa relação. Ben Harmon (Dylan McDermott), a esposa Vivien (Connie Britton) e Violet (Taissa Farmiga), a filha, descobrem junto aos seus novos companheiros que a casa possui um ambiente sobrenatural, repleto de fantasmas.

Murder House é a minha temporada preferida de AHS, vivo com vontade de assistir ela toda de novo. Temos a primeira temporada mostrando a típica história de terror sobre casas mau assombradas, mas não é qualquer casa é a casa. A história é contada com várias indas e vindas no tempo, para que possamos entender o porque da casa ser assombrada. Em Murder House temos os fantasmas como a principal criatura sobrenatural e mesmo sendo apenas eles, é daquelas histórias que te dão vários sustos. AHS dá sempre aquela cutucada em assuntos polêmicos, nesta temporada temos o desgaste da família perfeita, de udo que está por traz da imagem perfeita de família feliz.



ASYLUM 

Sinopse: Nos anos 60, Irmã Jude (Jessica Lange), Irmã Mary Eunice (Lily Rabe) e Don Thimothy Howard (Joseph Fiennes) comandam a Instituição Mental Briarcliff, responsável por tratar criminosos insanos. Dentre esses pacientes estão a jornalista Lana Winters (Sarah Paulson) e os acusados de assassinato Kit Walker (Evan Peters) e Grace (Lizzie Brochere). Os clientes do manicômio são atormentados por criaturas bizarras e em complexo estado mental.

Em Asylum o Ryan Murphy começa a investir pesado nas criaturas sobrenaturais, aqui temos demônios e e.t's, e também um serial killer mais assustador que qualquer fantasma. Nesta segunda temporada a história é contada nos anos 60 e vai mostrar os maus tratos nos manicômios e as barbaridades que eram feitas as pessoas que fugiam da "normalidade". O manicômio de AHS é gerenciado por irmãs, que não são tão dedicadas a Deus, como parecem. Uma das temporadas mais amadas dos fãs. Você vai terminar de ver e não vai parar de cantar "Dominique"



COVEN

Sinopse: Os únicos remanescentes dos julgamentos das bruxas de Salem, no século XV, correm risco de extinção três séculos depois. Uma escola especial de New Orleans ensina às vítimas de ataques misteriosos formas de defesa. A jovem Zoe (Taissa Farmiga) acaba de chegar e guarda um segredo enquanto a líder Fiona (Jessica Lange) volta à cidade para proteger o clã das bruxas.

Coven é a temporada mais pop de American Horror Story. A terceira temporada traz as personagens com poderes, ao invés de apenas criaturas sobrenaturais, as bruxas são as principais da história. Uma das mais fracas, mas daquelas que vai arrancar boas risadas e te conquistar pelas referências pop e pela atuação maravilhosa de Jessica Lange.



FREAK SHOW 

Sinopse: Jupiter, Florida, 1952. Uma trupe de circo incomum, formada por pessoas extremamente curiosas, acaba de chegar à pequena vila. Ao mesmo tempo, uma estranha entidade obscura ameaça as vidas de todos os residentes da região.

Freak Show foi a temporada passada e tinha tudo para ser assustadora e bizarra, um circo de horrores, palhaço assassino, fantasmas e psicopata. Mas a história acabou se perdendo em meio a tantas tramas que seriam abordadas, mas não deixa de ser uma das minhas temporadas preferidas. Aqui mais uma vez vemos que as aparências enganam e quem nem sempre a aberração é deformada ou assustadora. 



HOTEL

Sinopse:O detetive e pai de família John Lowe (Wes Bentley) se muda para o Hotel Cortez a fim de investigar uma série de assassinatos que aconteceram no local. A dona do imóvel é a poderosa Condessa Elizabeth (Lady Gaga), uma mulher que aprecia arte, moda e sangue.

Hotel é a temporada atual e ainda está no ar, nesse quinto ano da série, temos um dos locais mais utilizado nos contos de terror, um hotel. O hotel Cortez é habitado por vampiros, fantasmas, criaturas bizarras e muito figurino estonteante. A estética está ainda mais marcante porque pela primeira vez Jessica Lange não está na história, e Lady Gaga assume o lugar de protagonista, então você já pode esperar muita bizarrice. Essa temporada as referências pop estão de volta, a trilha sonora é maravilhosa e dá vontade de ter todo o figurino. Muita gente não está gostando, mas eu sinceramente, fui convencida pelo 4º episódio, Devil's Night, que trouxe os serial killers mais famosas para um jantar no Cortez, foi MARAVILHOSO. Essa é também a temporada com mais cenas de sexo, pode ir se preparando.


Mesmo tendo altos e baixos American Horror Story consegue sempre ter episódios épicos em todas as temporadas e é cheia de reviravoltas. As conexões com todas as temporadas estão começando a ficar bem interessantes e nós vamos começando a entender melhor o passado de algumas personagens. Daquelas séries que você vai se viciar e assistir 20 episódios seguidos e vai querer ver mais.

Até o próximo post!

09 novembro 2015

Resenha: Millenium 4 - A Garota na Teia de Aranha

Uma das minhas trilogias preferidas é a "Millenium" escrita por Stieg Larsson, já falei várias vezes aqui no blog que Lisbeth Salander é uma das minhas personagens femininas preferidas. A trilogia que na verdade era para ser uma série parou no terceiro livro, quando Stieg Larsson morreu, mas havia alguma pontas que ficaram soltas, mas nada que me incomodasse. Foi aí que anunciaram que um outro escritor daria sequência a série policial, e deu aquele medo de uma coisa que você ama demais ser destruída, mas ao mesmo tempo, uma felicidade por reencontrar Lisbeth e Mikael. Finalmente a espera chegou ao fim e "A Garota na Teia de Aranha" saiu no Brasil, e eu fiquei com a sensação de "Gostei, mas...".


Sinopse: "Neste thriller explosivo, a genial hacker Lisbeth Salander e o jornalista Mikael Blomkvist precisam juntar forças para enfrentar uma nova e terrível ameaça. É tarde da noite e Blomkvist recebe o telefonema de uma fonte confiável, dizendo que tem informações vitais aos Estados Unidos. A fonte está em contato com uma jovem e brilhante hacker - uma hacker parecida com alguém que Blomkvist conhece. As implicações são assombrosas. Blomkvist, que precisa desesperadamente de um furo para a revista Millennium, pede ajuda a Lisbeth. Ela, como sempre, tem objetivos próprios. Em A garota na teia de aranha, a dupla que já arrebatou mais de 80 milhões de leitores em Os homens que não amavam as mulheres, A menina que brincava com fogo e A rainha do castelo de ar se encontra de novo neste thriller extraordinário e imensamente atual."

Nesse novo capítulo da estória de Mikael e Lisbeth, estamos 6 anos depois do julgamento da hacker e do fim de Zalachenko. Encontramos um Mikael desolado mais uma vez, entristecido com a carreira e sem novas matérias explosivas, sofrendo com a crítica e com o novo mundo jornalístico em que as notícias estão em todos os lugares da internet. Lisbeth está em um novo alvo, ela invadiu o sistema de uma empresa e como já conhecemos o seu comportamento, pode-se esperar que não foi atoa. Os dois vão se ver novamente envolvidos quando um mistério envolvendo um professor e seu mais novo projeto, vai cruzar o caminho dos dois.

Nos primeiros capítulos você consegue captar uma narração diferente de Stieg Larsson. David Lagercrantz escreve bem, mas fiquei um pouco incomodada com a escrita dele eu sentia que ele tentava imitar o estilo de Larsson, mas ao mesmo tempo a cópia era mau feita, tive a impressão de que Dan Brown e Stieg se encontraram e escreveram "A Garota na Teia de Aranha". 

Com a escrita eu acabei me acostumando e entendendo, afinal, era um novo escritor e a estória teria um toque diferente, isso é inevitável. Mas achei que Lagercrantz pecou no quesito personagens. Temos uma Lisbeth e um Mikael um pouco descaracterizados, senti falta do jeito mulherengo do jornalista e da independência da Lisbeth. Achei que os dois também estavam muito apáticos. Além disso, achei que a estória tinha personagens demais e que faltou amarração dos mesmos, alguns ficaram perdidos  no enredo.

Quando eu li "Os Homens que Amavam as Mulheres" lembro de achar os primeiros capítulos arrastados, devido as peças soltas da estória, mas esse problema foi logo resolvido, e nos livros seguintes não existia mais arrastamento. Nesse quarto livro achei que demorou a incendiar a estória, o livro só ganhou ação nas suas 200 últimas páginas, o que é um problema, contando que ele tem 400 e poucas páginas.

A temática desse livro é muito interessante fala sobre os dados que todo mundo tem espalhado na internet e a facilidade de se conseguir informações sobre qualquer um. Gostei muito, mas achei que o que o professor Balder havia criado não foi muito bem explicado.

Outro ponto muito positivo é o fato de termos as pontas soltas da trilogia, sendo finalmente reveladas. Em "Millenium 4" nós finalmente conhecemos a irmã gêmea de Lisbeth e descobrimos mais informações sobre a infância da haker. Gostei muito de poder entender melhor o porque dela ser desse jeito e ter feito o que fez.

O livro acaba deixando em aberto algumas questões, porque eu imagino que terão mais continuações. Vamos ver no que vai dar essa ganância toda. Pra mim temos duas séries separadas, a de Stieg e  David. Ambas boas, mas com estilos diferentes.

Até o próximo post!

04 novembro 2015

Playlist de Outubro

E o mês das crianças e das bruxas chegou ao fim e claro que teremos playlist de outubro. No décimo mês do ano para compensar o setembro, que foi bem pobrezinho de músicas, a playlist veio enorme. Começando pelo meu redescobrimento de Tiago Iorc (tem post dele aqui no blog), e fiquei encantada com várias músicas do "Troco Likes", novo CD dele.

Tiago Iorc - Dia Especial
Tiago Iorc - Alexandria
Tiago Iorc - Amei Te Ver

Tiago Iorc - Mil Razões

Ainda em terras brasileiras, a Anitta lançou música nova esse mês e já me viciei. O clipe também é muito legal, tirando o fato que fiquei incomodada com a bunda estranha dela.

Anitta - Bang

Esse mês estava super inclinada para das músicas meio balada, escutei muito David Guetta e Nicky Minaj com "Hey Mama", "Lean On" do Major Lazer, "Magnets" parceria do Disclosure e a Lorde e por fim a incrível "Runnin" do Naughty Boy com a Beyoncé.

David Guetta - Hey Mama feat Nicky Minaj
Major Lazer & DJ Snake - Lean On 

Disclosure - Magnets feat Lorde

Naughty Boy  - Runnin feat Beyoncé

Do mundo pop a representação veio da Taylor Swift e Selena Gomez. Eu adoro as duas, principalmente a Selena, acho a voz dela incrível e em "Good For You".

Taylor Swift - Wildest Dreams
Selena Gomez - Good For You

Escutei muito "No Way, No Way" do Magic!, adoro o estilo deles, sempre que escuto alguma música deles me sinto na praia.

Magic! - No Way, No Way

Recentemente eu descobri uma cantora nova e já me viciei, Melanie Martinez. Impossível não cantar Pity Party o dia todo.

Melanie Martinez - Pity Party

Por último a melhor música deste mês de outubro eu descobri assistindo "Além do Tempo", no final da primeira fase da novela, tocou "Together" do The XX. Baixei a música na hora e escutei ela seguidamente. Quando descobri que ela já foi tema do "O Grande Gatsby", que é um dos filmes preferidos da vida.
The XX - Together

Até o próximo post!

02 novembro 2015

Resenha: O Vilarejo

O Halloween foi no sábado e como sou uma pessoa temática, li no dia 31 o incrível "O Vilarejo" do Raphael Montes.


Sinopse: "Em 1589, o padre e demonologista Peter Binsfeld fez a ligação de cada um dos pecados capitais a um demônio, supostamente responsável por invocar o mal nas pessoas. É a partir daí que Raphael Montes cria sete histórias situadas em um vilarejo isolado, apresentando a lenta degradação dos moradores do lugar, e pouco a pouco o próprio vilarejo vai sendo dizimado, maculado pela neve e pela fome."

"O Vilarejo" é um livro de contos, são sete contos que recebem nome de demônios, cada demônio representa um pecado capital. Todas as estórias estão interligadas, se passam em um mesmo vilarejo, mas não é escrito de fora cronológica, o livro vai e volta no tempo.

Os contos são curtos e vem acompanhados de ilustrações maravilhosas e assustadoras. Gostei muito da maneira com que o Raphael Montes escreveu, não são estórias de terror com fantasmas, mas com a decadência e a crueldade do ser humano, em vários momentos fiquei enojada com algumas passagens, algo que sempre acontece comigo quando leio os livros do autor. Em cada conto temos uma pontinha dos acontecimentos do vilarejo que culminam com o desaparecimento do mesmo.

Durante a leitura nós vamos captando detalhes do porque tudo aquilo acontece naquele lugar abandonado. E em cada capítulo temos um pedaço da vida dos moradores do Vilarejo. O primeiro e o último conto completam o circulo e fecham a estória.

As personagens do livro são um pouco assustadoras com seus pecados, mas em alguns momentos achei o  final trágico super válido, afinal elas buscaram por todo aquele horror. Gosto quando alguém consegue se vingar de seu algoz. As vinganças ou artimanhas são feitas de uma maneira inteligente, gostei disso também.

Gostei muito dos capítulos, mas o prefácio e o posfácio são incríveis e completam o clima de horror do livro. A aura de mistério que Raphael criou com a chegada daquelas narrativas as suas mãos, é muito interessante. Livro para ser ler em poucas horas, mas daqueles que vai dar vontade de ler de novo. 

Quando for ler "O Vilarejo" vá sem saber muitas informações, evite spoilers, porque a estória precisa de todo mistério para que a experiência seja completa.

Até o próximo post!
Copyright © 2014 | Design e Código: Sanyt Design | Tema: Viagem - Blogger | Uso pessoal • voltar ao topo