28 dezembro 2015

Resenha: Trilogia Grisha - Ruína e Ascenção

Eu sou uma leitora de fantasia, desde bem novinha me encantava pela magia dos livros em que seres fantásticos, magia e onde os excluídos eram daquela forma possuírem algum poder. Cresci devorando os livros de Harry Potter e Sítio do Pica-Pau Amarelo. Mesmo com os meus 24 anos continuo apaixonada pela literatura fantástica e vez ou outra estou lendo alguma série do gênero, mas é muito difícil encontrar estórias bem elaboradas e que consigam sustentar sua mitologia. Esse ano quando li "Sombra e Ossos", primeiro livro da Trilogia Grisha, da Leigh Bardugo, imaginei ter encontrado um série incrível, mas veio o segundo livro e essa certeza murchou, mas "Ruína e Ascensão" consolidou o meu encantamento pelo mundo de Alina Starkov.


Sinopse: "A capital caiu.
O Darkling comanda Ravka em seu trono das sombras. Agora o destino da nação depende de uma Conjuradora do Sol arruinada, de um rastreador desonrado e dos cacos do que antes fora um grande exército mágico.
No fundo de uma antiga rede de túneis e cavernas, uma fraca Alina deve se submeter à duvidosa proteção do Apparat e daqueles que a veneram como uma Santa. Porém, sua mente está na busca pelo misterioso pássaro de fogo e na esperança de que um príncipe foragido ainda esteja vivo.
Alina deverá formar novas alianças e deixar de lado velhas rivalidades, enquanto ela e Maly buscam pelo último dos amplificadores de Morozova. Mas assim que começa a elucidar os segredos do Darkling, ela descobre um passado que mudará para sempre seu entendimento sobre a ligação que os une e o poder que ela carrega. O pássaro de fogo é a única coisa que está entre Ravka e a destruição — e reivindicá-lo pode custar a Alina o futuro pelo qual ela tem lutado."

Adorei o primeiro livro, detestei o segundo e não esperava nada do terceiro, era assim que eu encarava a Trilogia Grisha. Depois de "Sol e Tormenta" eu não tinha a menor vontade de ler o terceiro e último livro, deixei ele no plástico e na estante. Depois de muita procrastinação resolvi enfrentar minha resistência e foi como se o segundo livro não existisse, li com o mesmo encantamento de "Sombra e Ossos", queria saber cada vez mais, ansiava pelos os momentos de leitura e me encantei com as personagens.

Começamos o livro com Alina sofrendo as consequências de sua batalha com o Darkling, ela está fraca e vive sendo uma santa dominada pelo Apparat. Tinha tudo para esse ser um início arrastado, com a Conjuradora do Sol lutando para se reerguer, mas Alina está diferente ela não é aquela garota que precisa de atenção, ela sabe o poder que tem e  quer acabar com o Darkling e salvar Ravka.

Desde o primeiro livro da trilogia eu não era uma grande fã do Maly, sempre fiquei do lado do Darkling e quando Nikolai apareceu também tendi para o seu lado. Mas nesse livro o rastreador está muito mudado, ele não é o exibido do primeiro livro, nem o ressentido do segundo, ele quer ficar ao lado de Alina, sendo seu companheiro ou apenas um instrumento nas mãos da Santa. Nikolai tem poucas oportunidades de aparecer, mas o pouco que temos dele é suficiente para admirar sua presença e querer algo a mais para ele. Darkling continua sendo ele mesmo, com todo aquele magnetismo, tão encantador e tão assustador.

Gosto muito das outras personagens da estória, David, Genya, Zoya, Tamar, Harshaw, Ongata, Bagrah. Acho que eles trazem um tom mais leve ao clima de guerra, dando o livro aquele fôlego nos momentos certos.

Além de criar personagens muito interessantes Leigh Bardugo tem uma escrita envolvente e consegue enganar muito bem o leitor, sobre os mistérios, segredos e desfechos da estória de Ravka. Em alguns momentos da leitura eu começava a ter teorias, mas do nada tudo aquilo se desfazia e uma bomba era atirada em cima de mim, aí eu tinha que lidar com aquilo e começar uma nova teoria. Achei a escrita dela me lembrou um pouco a da Cassandra Clare, com toques de humor, escrita deliciosa e personagens envolventes.

Adorei a forma como tudo se encaixou no final e a maneira como a Trilogia Grisha terminou. Claro que achei que algumas pontas ficaram soltas, como Nikolai e o passado do Darkling, mas gostei do fato de todos ficarem marcados pelas coisas que viveram. O último salvou a estória e deu vontade de reler o primeiro livro. Uma daquelas séries de fantasia, que tem seus defeitos, mas que também tem sua magia.


Até o próximo post!

16 dezembro 2015

Jane Austen... i love you, most ardently!

Hoje seria o aniversário de Jane Austen, uma das minhas escritoras preferidas. Mas eu não apenas amo a Jane porque ela simplesmente escreve romances maravilhosos, eu a amo porque ela mesmo sendo uma mulher do século XIX, consegue criticar a sociedade. Mesmo antes de conhecer sua história de vida eu já  a admirava a achei corajosa desde quando li "Razão e Sensibilidade", me encantei pelos romances, pelas ironias, pelas personagens, tudo me envolveu e me vi buscando por mais, foi quando encontrei "Orgulho e Preconceito" e tive certeza que o que aquela mulher me entendia


Se você nunca leu nada da Jane Austen, por achar que é mais uma escritora de romances açucarados, você não poderia estar mais enganado e perdendo a chance de ler livros incríveis. Mas entendo, porque há muito tempo atrás eu também era assim, irredutível com os "romances", não queria nada que não houvesse magia ou combates, a típica adolescente da era Harry Potter, mas o tempo foi passando e só essas aventuras épicas não me saciavam mais era uma jovem mulher que queria mais, queria livros que mostrasse o que eu sentia, mas os YA e NA não me satisfaziam, eram todos muito irreais, então busquei auxílio nos clássicos e me deparei com Lizzie Bennet, uma mulher nos seus 20 e poucos anos, que vivia no século XIX, mas que em vários momentos se sentia como eu, uma mulher que tem que lidar com as expectativas, os padrões e as confusões de sentimentos. Me encontrei nas páginas de um livro e não me canso de citá-lo.


Claro que o meu amor pelas obras de Jane Austen tem muito a ver com o fato de eu crescer e ter me aproximado do feminismo. Para alguns Jane é conservadora, mas pra mim ela é a frente do seu tempo, uma feminista de séculos atrás. Austen criticou o fato de termos sempre que ser mulheres prendadas, que vivem para agradar os homens com sua beleza e recato, que aceitam de tudo para se ter um bom casamento, que se contenta por pouco devido a sua classe social, e isso até os dias atuais ainda ouvimos. Ela mudou as protagonistas, trazendo mulheres fortes que nem sempre são símbolo de beleza, que falam o que pensam, que tem opinião e voz, que gostam de serem seres pensantes. Mas as protagonistas dela também não deixam o romance de lado, elas também se apaixonam, mas não pela beleza ou pelo dinheiro, mas pelos encantos das ações.


Tenho orgulho de dizer que sou apaixonada por uma personagem masculina de Jane Austen, que não é bonito, mas taciturno e mal humorado, que muita vezes se acha o dono da verdade e que está errado em alguns momentos. Mesmo sendo tudo isso, Mr. Darcy ganha meu coração por ser assim imperfeito, mas que consegue voltar atrás e tenta consertar tudo de errado que fez, que não apenas ama, mas admira a mulher que deseja. Mas ele me conquista quando se abre e desconcerta com as palavras e consegue dizer que a ama ardentemente, ele arde por aquele amor, a ama desesperadamente, mesmo ela não sendo o que a sociedade impõe a ele.


Jane Austen mudou minha vida e conseguiu me entender de tal maneira, que ninguém do século XXI conseguiu. E posso dizer que mesmo sem nunca ter falado com ela, abraçado ela ou até mesmo a visto eu amo Jane Austen, por ter criado tudo que ela criou.

Até o próximo post!

14 dezembro 2015

Resenha: Harry Potter e a Ordem da Fênix

E chegamos ao maior livro da série de Harry Potter, o calhamaço de 700 páginas é cheio de reviravoltas e causa sentimentos conflitantes. Tenho boas lembranças de quando o livro foi lançado e a leitura atual foi tão deliciosa quanto a outra.


Sinopse: "Harry Potter vai começar seu quinto ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Está desesperado para retornar à escola e descobrir por que seus melhores amigos, Rony e Hermione, andaram tão misteriosos durante as férias. Porém, o que o jovem bruxo está prestes a descobrir nesse novo ano em Hogwarts vai provocar uma grande reviravolta em seu mundo."

Depois do ressurgimento de Voldemort no Torneio Tribuxo, o mundo mágico vive uma maquiagem através do Ministério da Magia e do Profeta Diário (uma crítica velada de J.K a manipulação da população). Harry está preso a rua dos Alfeneiros, sem ter ideia do que acontece no mundo bruxo.

Em "A Ordem da Fênix" Harry está com 15 anos e vive momentos difíceis depois dos acontecimentos macabros de "O Cálice de Fogo", e mesmo tendo problemas enormes ele ainda é um adolescente, que tem que lidar com ataques de fúria, mau humor, paixões e rebeldia. Então nesse quinto livro temos um Harry extremamente chato, que vive reclamando que ninguém lhe dá atenção e que ele é sim um adulto que consegue lidar com as situações (ele falhou miseravelmente nesta). Mas mesmo em alguns momentos em que você queira entrar na estória e dar uma sacudida nele, você consegue entender todos os motivos de sua revolta.

O livro é enorme então temos várias fases, primeiro temos Harry com os tios trouxas, depois Harry conhecendo a Ordem, depois Hogwarts, problemas em Hogwarts e por fim o desfecho da estória. Mesmo sendo um livro longo "A Ordem da Fênix" não é cansativo, pelo contrário é um dos livros mais dinâmicos da série.

Em meio a todas as reviravoltas temos novas personagens como Tonks, Monstro, Belatriz Lestrange (DIVA!), Dolores Umbrigde, Luna Lovegood e Grope. Como a grande maioria dos personagens de J.K Rowling cria, são todos maravilhosos e complexos e pela primeira vez temos uma vilã que é de toda ruim, que é impossível sentir empatia.

Nesse quinto episódio o mistério em torno do ódio de Voldemort por Harry. Começam ser reveladas parte do quebra cabeça do passado de todos, as dicas da ligação de Harry com o Lorde das Trevas. J.K começa a juntar os pedaços da estória.

Mesmo sendo um livro mais sombrio, é impossível não rir em alguns momentos. Adoro que mesmo no meio de tanta confusão tem aquele alívio cômico que deixa a leitura deliciosa. Sempre me divirto com Neville, Fred e Jorge, os Dursley, McGonagall, Filch, Luna e Pirraça. A Rowling sempre acerta no humor, mas esse livro é um dos mais tristes, porque temos de nos despedir de algumas pessoas. E começamos a perceber que a guerra uma hora vai chegar e que entes queridos podem morrer.

O início dos dias sombrios, essa é a melhor descrição de  "A Ordem da Fênix". Daqueles livros em que tudo começa a mudar e já sentimos que o fim está próximo.

Até o próximo post!

09 dezembro 2015

Playlist de Novembro

O mês de novembro foi maravilhoso, mas chegou ao fim. A playlist deste mês veio recheada de músicas incríveis, porque eu estava inspirada. Comecei o mês toda possuída pelo ritmo ragatanga e me acabei de escultar "Sem Querer" da Ludmilla, "Whine Up" da Kat Deluna (adoro reggaeton) e "Focus" da Ariana Grande.

Ludmilla - Sem Querer

Kat Deluna - Whine Up 

Ariana Grande - Focus

Este mês também assisti o incrível "007 Contra Spectre" (o único que eu vi) e já saí do cinema viciadíssima na trilha sonora, "Writing On The Wall" do Sam Smith é muito maravilhosa, tá juntinho com"Skyfall". E por falar em Adele, também escutei até cansar o novo single dela, "Hello".

Sam Smith - Writing On The Wall

Adele - Hello

Esse mês eu vivi um relacionamento intenso com o novo CD da Florence and The Machine, que está magnífico. A verdade que todo mês eu me apego a uma música, esse mês eu fiquei apaixonadinha com "Queen of Peace", "Delilah" e "Ship to Wreck".

Florence and The Machine - Queen of Peace

Florence and The Machine - Delilah

Florence and The Machine - Ship to Wreck

Em novembro eu fiquei assistindo American Horror Story loucamente, por isso fiquei viciadinha em duas músicas que foram trilhas da série, uma do Depech Mode e outra do She Wants Revenge. 

She Wants Revenge - Tea You Apart

Depech Mode - One Cares

Estou lendo Harry Potter e a Ordem da Fênix e bateu saudades da época que li pela primeira vez, desenterrei "I Belived In A Thing Called Love" do The Darkness. Nostalgia total.

The Darkness - I Belived In A Thing Called Love

Até o próximo post!
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