31 dezembro 2016

Melhores Leituras de 2016

Hoje, no último dia do ano, fiz um vídeo com as melhores leituras de 2016. Diferente do ano passado, em que tivemos apenas 5 favoritos de 2015, esse ano eu escolhi 13 livros para representar os melhores desse ano que está acabando.




Até o próximo post!


28 dezembro 2016

Resenha: As Crônicas de Gelo e Fogo - A Fúria dos Reis

Depois de três anos finalmente li o segundo livro da série, e se lá em 2013 quando li "A Guerra dos Tronos" eu achei a história arrastada e tive muita dificuldade, nesta segunda leitura foi muito maravilhoso.


Sinopse: "Quando um cometa vermelho cruza o céu de Westeros, os Sete Reinos estão em plena guerra civil. Os exércitos dos Stark e dos Lannister estão se preparando para o confronto final, e Stannis-irmão do falecido Rei Robert-, desejoso de possuir um exército que lute pela sua reivindicação ao trono, alia-se a uma misteriosa religião oriental. Porém, seu irmão mais novo também se proclama rei. E, enquanto isso, os Greyjoy planejam vingança contra todos os que os humilharam dez anos atrás. Ainda, no distante Leste, poderosos dragões estão prestes a chegar aos Sete Reinos, trazendo fogo e morte...Um perigo de proporções gigantescas, muito maior do que as grandes guerras! Nesta tão esperada sequência de A guerra dos tronos, George R. R. Martin cria uma obra de incrível poder e imaginação. A fúria dos reis nos transporta até um mundo de glória e vingança, de guerras e magia, onde poder e miséria podem se alterar no virar de uma página. Uma obra singular da literatura fantástica."

Depois dos acontecimentos de "A Guerra dos Tronos" os Sete Reinos estão em guerra, em que temos cinco reis se enfrentando. Saindo da introdução ao universo a história fluí mais, cheia de confrontos e batalhas, mas principalmente uma aula de política. 

O livro como seu antecessor são narrados em capítulos alternados, então teremos Tyrion, Daenerys, Jon Snow, Arya, Sansa, Theon, Catlin e Davos narrando esses vários lados da guerra.E como sempre os capítulos do Tyrion, Daenerys e Jon são sempre maravilhosos, mas me surpreendi muito com os capítulos da Sansa, que é uma personagem que tem uma trajetória bem interessante. 

Gosto muito como o George Martin faz com que seus personagens não tenham apenas um lado, eles são cheios de camadas e todos eles passam por altos e baixos, e isso é muito incrível, porque mesmo sendo uma série de fantasia as personagens são reais. Esses altos e baixos também fazem parte da desconstrução de personagem, eu particularmente adoro.

O livro foi incrível, fluiu super bem e eu gostei de como aos poucos o autor vai nos dando pistas do que vai acontecer lá na frente (sei do que vai acontecer, porque já vi a série de tv), ou seja, o cara é foda e sabe construir um enredo bem amarrado (como se ninguém soubesse disso).

Depois de ter sofrido tanto para ler o primeiro livro da série, essa leitura foi muito prazerosa e todos os acontecimentos são incríveis, mas menção honrosa a Batalha da água Negra que foi incrível, mesmo sendo narrado pelo Davos (detesto os capítulos dele). Já quero ler "A Fúria dos Reis" e assistir a sétima temporada da série.

Até o próximo post!

26 dezembro 2016

12 Livros para 2017

Hoje peguei uma TAG do canal da Tati Feltrin emprestada, que é 12 Livros para 2017. Fiz uma seleção de 12 livros que eu quero ler no ano que vem, cada um correspondente a um mês do ano.



Outlander - A Viajante do Tempo
Entrevista com Vampiro
A Redoma de Vidro
O Apanhador no Campo de Centeio
Memórias de uma Gueixa
As Fronteiras do Universo - A Bússola de Ouro
E o Vento Levou
Misery
Drácula
As Crônicas do Matador do Rei - O Nome do Vento
Precisamos Falar Sobre o Kevin
As Crônicas de Gelo e Fogo - A Tormenta de Espadas

Até o próximo post!

24 dezembro 2016

Resenha: Um Conto de Natal


Sinopse: "Um Conto de Natal do britânico Charles Dickens (1812-1870) é uma das histórias mais famosas da literatura ocidental. O enredo nos traz a figura de Ebenezer Scrooge, um avarento homem de negócios londrino, rabugento e solitário, que não demonstra um pingo de bons sentimentos e compaixão para com os outros. Scrooge não deixa que ninguém se aproxime e rompa a sua dura carapaça, preocupando-se apenas com os negócios, o dinheiro e os lucros. No anoitecer frio da véspera natalina, ele é visitado pelo fantasma de Jacob Marley (seu antigo sócio comercial, morto há sete anos) que o repreende e anuncia que Scrooge se prepare, pois será visitado por três espectros do seu próprio passado, presente e futuro... A história da redenção do velho Scrooge vêm comovendo adultos e crianças de todas as épocas. 
A história foi escrita entre outubro e novembro de 1843, para ser publicada em capítulos de jornal, com ilustrações de John Leech, em dezembro do mesmo ano. O enredo é familiar a todos: foi filmado várias vezes e televisionado; adaptado para o teatro e para crianças. Transformado em desenho animado e HQs. A figura e o personagem de Scrooge teve vários descendentes literários, um dos mais célebres é o Tio Patinhas de Walt Disney: "Uncle Scrooge McDuck" em inglês."

"Um Conto de Natal" do Charles Dickens é uma daquelas histórias que todo mundo conhece ou por ter visto em alguma adaptação para o cinema ou para série de TV. O conto de Dickens é famoso por sua história de redenção do velho Scrooge que é mesquinho e odeia o Natal, mas que certa noite recebe a visita de fantasmas que irão mostrar o passado, o presente e o futuro. Toda a história de Scrooge é contada em poucas páginas, mas tem uma magia uma lição grandiosa.

Mesmo já sabendo o que iria acontecer com Scrooge devorei as poucas 128 páginas do livro e me deliciei com a aparição de cada fantasma e a revelação que cada um faz ao velho. Ao mesmo tempo em que temos uma linda história de Natal, temos também um conto de fantasmas bem assustador. Gosto muito dessa dualidade de "Um Conto de Natal" e que em meio a tudo a isso Dickens conseguiu passar uma lição de que as pessoas se esquecem do verdadeiro significado do espírito de Natal e se apegam aos bens materiais acima de tudo.

Uma história deliciosa para o fãs de especiais de Natal, que adoram uma boa história de fantasma e que não entendem como as pessoas podem odiar tanto uma data cheia de amor e solidariedade, pelo simples fato de considerar uma bobagem. Com certeza você conhece alguém amargurado que adora dizer que 25 de dezembro é apenas uma data comercial sem importância, em que temos de conviver com parentes desagradáveis e dividir a comida, talvez essa pessoa precise conhecer o Scrooge.

Até o próximo post!

23 dezembro 2016

Drama: Age of Youth ou Hello, My Twenties!

Há uns três anos entrei na vibe dos dramas orientais e virei fã. Adoro toda a confusão, os dramas excessivos e as palhaçadas. E agora ficou ainda mais fácil ter acesso a essas produções, porque o Netflix está disponibilizando, e foi graças a isso que eu assisti um dos melhores k-drama, "Hello, My Twenties" ou se preferir "Age of Youth".


Sinopse: "Com personalidades, objetivos de vida e gosto para homens completamente diferentes, cinco universitárias dividem uma casa batizada de Belle Epoque."


O drama vai começar com a chegada de Yoo Eun-Jae, uma menina muito tímida, a "república" Belle Epoque, no local já vivem quatro outras meninas, Jung Ye-Eun, Yoon Jin-Myung, Song Ji-Won, Kang Yi-Na, todas com personalidades bem diferentes uma das outras. Ye-Eun é uma garota romântica que faz tudo para o namorado, que é um grande babaca, Jin-Myung é muita esforçada e responsável, Ji-Won é divertida e espontânea, por isso nunca consegue um namorado e Yi-Na é uma garota sexy e poderosa.


Todas as garotas tem segredos e alguns problemas, que vão sendo revelados ao longo da história. Em meio em todos os problemas de convivência e os próprios segredos elas vão criando uma forte amizade, por isso teremos oscilações, em alguns momentos vamos ter brigas e lágrimas, aí do nada começa as brincadeiras e gargalhadas.


Além de falar sobre a amizade "Hello, My Twenties" vai falar sobre relacionamentos abusivos, culpa, responsabilidade, futuro, escolhas. O drama retrata muito bem e mostra que nem tudo é felicidade absoluta, mas que você precisa continuar vivendo.


Claro, que em um bom drama não pode faltar romance e esse é cheio deles, e são romances representados de todas as maneiras, boas e ruins. No quesito romance só senti que as histórias ficaram inacabadas e espero que isso seja um sinal de que teremos segunda temporada (cruzem os dedos)


Além de um enredo muito bom, o k-drama tem um figurino maravilhoso, em que cada uma das meninas tem um estilo de se vestir (e que eu desejei todas as roupas) e uma trilha sonora maravilhosa, principalmente a música da abertura que é uma delícia.


Um k-drama delicioso para maratonar no Netflix e se apaixonar de vez pelos dramas orientais.


Até o próximo post!







Ave Raja Gabaglia em frente ao numero 1143


12 dezembro 2016

Resenha: Batman: A Piada Mortal


Sinopse: Um dia ruim.
É apenas isso que separa um homem são da loucura. Pelo menos segundo o Coringa, um dos maiores e mais conhecidos - se não o maior e mais conhecido - vilão do mundo dos quadrinhos. E ele quer provar o seu ponto de vista enlouquecendo ninguém menos que o principal aliado de seu maior inimigo: o Comissário Gordon. Cabe ao Cavaleiro das Trevas impedir.
O genial roteirista Alan Moore (Watchmen, V de Vingança) e o artista Brian Bolland (Camelot 3000) mergulharam na mente do Palhaço Psicótico e presentearam os fãs da nona arte com uma das melhores histórias já escritas sobre a origem do Coringa, analisando de forma definitiva sua relação com o Cavaleiro das Trevas e Gotham.
Brian Bolland é o astro da edição. Além de escrever o posfácio e nos presentear com uma aventura de oito páginas e esboços, o artista britânico fez questão de recolorir toda a história - que antes tinha cores de John Higgins - trazendo uma nova dimensão à obra e recriando completamente a atmosfera da HQ. Esta edição de luxo traz a íntegra de Batman: A Piada Mortal e ainda republica, como extra, a primeira história do Coringa."

A primeira HQ a gente nunca esquece e quando ela é sobre um dos vilões mais incríveis e feita pelo gênio Alan Moore é memorável.Sim, comecei no universo das HQ pela famosa Piada Mortal, que é um clássico das histórias do Batman. Minha primeira vez não podia ser melhor, pena que seja tão curta a história.

"A Piada Mortal" vai ser narrada com dois tempos, temos a criação do Coringa e o vilão tentando provar que um dia ruim pode deixar um homem louco. O passado é em preto e branco e vamos encontrar alguns pontos de cor, enquanto o presente e todo colorido. Além das cores o maior contraste é do vilão, que no começo é apenas um comediante fracassado e depois um vilão maquiavélico.

O Batman não é o ponto forte da história, por mais que tenha um papel fundamental, o astro do enredo é o Coringa. E o tom da HQ é bem esse, de insanidade. Alan Moore como sempre, não teve medo de pesar a mão e temos momentos vem chocantes em uma história bem pesada.

Gostei muito de "A Piada Mortal" e no final fiquei com aquela sensação de que não sabia quem venceu, mas depois pensei melhor e entendi o que Alan Moore quis mostrar na sua história do Batman, que a insanidade está dentro de todos nós. Vale muito a pena ler essa HQ, que para mim merecia mais muitas páginas.

Até o próximo post!

11 dezembro 2016

Book Haul Black Friday

Minhas compras da Black Friday finalmente chegaram e eu resolvi falar sobre os livros que comprei na Submarino. Vocês não vão ver uma pilha muito gigante, porque não gosto de comprar muitos livros para que as leituras não fiquem acumuladas, mas para os meus padrões eu comprei bastante livros.


Até o próximo post!

09 dezembro 2016

Playlist de Novembro

Estou um pouco atrasada com a playlist de novembro, mas agora sai. O mês de novembro foi pura magia musical, daqueles que a trilha se encaixa perfeitamente com sua alma (dramática). Comecei o mês com uma das minhas bandas preferidas da vida, Florence and the Machinne, as músicas dela me tocam de uma maneira surreal e a da vez foi "Shake It Out", que sempre me anima, acalma e liberta.

Florence and the Machine - Shake It Out

Depois outra música que me anima e que é impossível escutar sem cantar loucamente é "Stiches" do Shaw Mendes. E nesse mesmo nível de animação e de cantar loucamente temos "Don't Wanna Know" do Maroon 5 e "24k for Magic" do Bruno Mars, a primeira com o clipe fofo e o Adam Levine com cara de desilusão amorosa e a segunda com Bruno Mars mostrando sempre que é fantástico.

Shaw Mendes - Stiches

Maroon 5 - Don't Wanna Know

Bruno Mars - 24k for Magic

Aí para completar o mês temos figurinhas carimbadas por aqui como Justin Bieber, que me conquistou de vez com Purpose, difícil não curtir uma música, esse mês fiquei viciadinha em "Company", que me dá vontade de viajar. Teve também mais uma vez Calvin Harris, sempre impecável, que precisa vir para o Brasil, com "My Way".

Justin Bieber - Company

Calvin Harris - My Way

E para fechar o mês, duas bandas que descobri esse ano e já são figurinha repetida nas minhas playlists, a primeira e DNCE, que é bem aquela batida pop deliciosa, impossível não dançar com "Body Moves". E a segunda é uma das minhas bandas preferidas do momento, Twenty One Pilots, que em breve vão ganhar post aqui no blog, passei o mês todo viciada em "Ride", que é bem diferente das outras deles que conhecia.

DNCE - Body Moves

Twenty One Pilots - Ride

Até o próximo post!

05 dezembro 2016

Resenha: A Fúria e a Aurora

Não tinha dado muita atenção para o livro "A Fúria e a Aurora" de Renée Ahdieh, porém depois de muita insistência de uma amiga, que leu e adorou a história, resolvi ler o livro e me apaixonei.


Sinopse: "Personagem central da história, a jovem Sherazade se candidata ao posto de noiva de Khalid Ibn Al-Rashid, o rei de Khorasan, de 18 anos de idade, considerado um monstro pelos moradores da cidade por ele governada. Casando-se todos os dias com uma mulher diferente, o califa degola as eleitas a cada amanhecer. Depois de uma fila de garotas assassinadas no castelo, e inúmeras famílias desoladas, Sherazade perde uma de suas melhores amigas, Shiva, uma das vítimas fatais de Khalid. Em nome da forte amizade entre ambas, Sherazade planeja uma vingança para colocar fim às atrocidades do atual reinado. 
Noite após noite, Sherazade seduz o rei, tecendo histórias que encantam e que garantem sua sobrevivência, embora saiba que cada aurora pode ser a sua última. De maneira inesperada, no entanto, passa a enxergar outras situações e realidades nas quais vive um rei com um coração atormentado. Apaixonada, a heroína da história entra em conflito ao encarar seu próprio arrebatamento como uma traição imperdoável à amiga. 
Apesar de não ter perdido a coragem de fazer justiça, de tirar a vida de Khalid em honra às mulheres mortas, Sherazade empreende a missão de desvendar os segredos escondidos nos imensos corredores do palácio de mármore e pedra e em cenários mágicos em meio ao deserto."

O livro é um reconto da história de "Mil e uma noites" porém essas semelhança para logo nos primeiros capítulos, pelo que eu pesquisei sobre a verdadeira Sherazade, "A Fúria e a Aurora" vai começar com Sherazade contando histórias para conseguir sobreviver a aurora, porém por trás disso ela quer vingar a morte de uma amiga querida, e aos poucos todos os mistérios envolvendo o rei de Khorasan vão se desenrolando e a vingança de Sherazade vai perdendo força.

As personagens do livro são muito encantadoras, começando pelo Khalid que tentam pintar como um monstro, mas que acaba sendo um fera misteriosa e tão intenso (esse tipo de cara é o meu tipo), e o melhor de tudo não trata a mocinha mal. Depois temos Sherazade que mesmo com seus poucos 16 anos tem um personalidade forte, e é muito sensual. E também não posso deixar de falar de Jalal, que é o típico personagem amigo e divertido.

A escrita de Renée Ahdieh é muito deliciosa, daquelas que você não consegue parar. Tenho duas críticas, que achei as personagens são muito jovens e algumas pontas ainda ficaram soltas, não sei se é porque vamos descobrir no segundo livro ou se foi por descuido, espero que não.

"A Fúria e a Aurora" é um romance lindo, com um cenário exótico e personagens envolventes. Gostei muito da leitura e estou ansiosa para o lançamento da continuação.

Até o próximo post!

04 dezembro 2016

TBR de Dezembro


A Fúria e a Aurora
Batman: A Piada Mortal
Um Conto de Natal
As Crônicas de Gelo e Fogo: A Fúria dos Reis

Até o próximo post!

30 novembro 2016

Filme: Animais Fantásticos e Onde Habitam

Demorei, mas finalmente vim falar o que achei de "Animais Fantásticos e Onde Habitam", o novo filme no universo de Harry Potter.


Sinopse: "O excêntrico magizoologista Newt Scamander (Eddie Redmayne) chega à cidade de Nova York levando com muito zelo sua preciosa maleta, um objeto mágico onde ele carrega fantásticos animais do mundo da magia que coletou durante as suas viagens. Em meio a comunidade bruxa norte-america, que teme muito mais a exposição aos trouxas do que os ingleses, Newt precisará usar todas suas habilidades e conhecimentos para capturar uma variedade de criaturas que acabam fugindo."

"Animais Fantásticos e Onde Habitam" é uma prequel de Harry Potter, e vai contar a história de Newt Scamander, um magizoologista que vai até Nova York levando sua mala cheia de criaturas fantásticas. Scamander já foi citado em alguns livros de Harry Potter, já que ele é responsável pelo o livro que leva o mesmo nome do filme e que está na lista de materiais de Hogwarts. Diferente da série do bruxo com a cicatriz de raio, essa história não é uma adaptação de nenhum livro, J.K criou tudo diretamente para o cinema.

O filme tende a ser mais adulto que os de Harry Potter, como se fosse mesmo feito para os fãs que cresceram com o bruxo de J.K Rowling, mas mesmo assim ele é daqueles filmes para todas as idades. O filme começa nos apresentando Newt, enquanto ele descobre Nova York, que tem uma comunidade bruxa muito diferente da Grã-Bretanha que nós já conhecemos. Ao mesmo tempo temos problemas acontecendo na cidade e um no-maj (o trouxa dos EUA) se envolvendo nas confusões de Newt.

Os personagens do filme são muito bons, porque diferente de HP temos um "protagonista" que não é ninguém, ele não é famoso, apenas gosta de estudar e cuidar dos animais e ao mesmo tempo temo Jacob, um humano normal, que também não tem nada de extraordinário. Achei muito legal porque os dois estão descobrindo esse novo mundo, junto conosco, os telespectadores. Nesse primeiro filme temos apenas um gostinho da personalidade de cada um, o aprofundamento vira nos próximos quatro filmes. 

As atuações do filme estão muito boas, adoro o jeitinho inglês deslocado do Eddie, e a maneira como ele consegue esconder aquele vozeirão para se encaixar no Newt. O Colin Farrel como sempre está impecável como o misterioso Graves e menção honrosa a Ezra Miller, que é minha paixão antiga desde "Precisamos Falar Sobre o Kevin", nesse filme ele consegue passar bem o jeito travado, como se tivesse mesmo amarras o envolvendo.

AFOH é divertido e consegue nos arrancar várias gargalhadas, principalmente, quando mostra os animais fantásticos. Fora que as cenas com eles são maravilhosas um trabalho gráfico muito bonito e me deu muita vontade de assistir em 3D para ver toda aquela magia saltando da tela. Mas não é apenas cores e alegrias e o filme tem seu toque sombrio que vai tomando aos poucos a história.

O filme deixa muitas pontas soltas, mas conhecendo J.K como conheço tenho certeza, que nada ficará solta e cada mistério ou detalhe que passou despercebido terá ligação com alguma coisa na frente. Mas mesmo assim saí do cinema com gostinho de quero mais e arrasada por ter que esperar mais 10 anos para poder reviver toda aquela magia, porque foi incrível depois de tantos anos ter aquela trilha tocando junto com a logo da Warner. Vale muito pra quem já é fã e para quem quer conhecer esse universo mágico.

Até o próximo post!


28 novembro 2016

Resenha: Deuses do Egito - O Coração da Esfinge

Quando você gosta muito de uma série e o autor resolver escrever outra e você vai toda empolgada ler, mas quando começa  a leitura vê que a história é basicamente a mesma, apenas com algumas mudanças.


Sinopse: "Lily Young achou que viajar pelo mundo com um príncipe egípcio tinha sido sua maior aventura. Mas a grande jornada de sua vida ainda está para começar.
Depois que Amon e Lily se separaram de maneira trágica, ele se transportou para o mundo dos mortos – aquilo que os mortais chamam de inferno. Atormentado pela perda de seu grande e único amor, ele prefere viver em agonia a recorrer à energia vital dela mais uma vez.
Arrasada, Lily vai se refugiar na fazenda da avó. Mesmo em outra dimensão, ela ainda consegue sentir a dor de Amon, e nunca deixa de sonhar com o sofrimento infinito de seu amado. Isso porque, antes de partir, Amon deu uma coisa muito especial a ela: um amuleto que os conecta, mesmo em mundos opostos.
Com a ajuda do deus da mumificação, Lily vai descobrir que deve usar esse objeto para libertar o príncipe egípcio e salvar seus reinos da escuridão e do caos. Resta saber se ela estará pronta para fazer o que for preciso.
Nesta sequência de O Despertar do Príncipe, o lado mais sombrio e secreto da mitologia egípcia é explorado com um romance apaixonante, cenas de tirar o fôlego e reviravoltas assombrosas."

"O Coração das Esfinge" é o segundo livro da série ou trilogia (não sei) Deuses do Egito, da Colleen Houck, mesma autora de "A Maldição do Tigre". O livro vem para confirmar de vez que a autora utilizou da mesma fórmula de sua primeira série para criar essa história, só que ao invés de termos a Índia como pano de fundo, agora temos o Egito, e ao invés de um príncipe transformado em tigre, temos um príncipe múmia. E as coincidências não param por aí, temos diversos deuses envolvidos na história, vários mundos, um vilão assustador e um triângulo amoroso. Se no primeiro livro acreditava que a autora estava tentando redimir alguns erros cometidos em sua primeira série, cheguei a conclusão neste segundo que ela está seguindo pelo mesmo caminho, mas dando desculpas esfarrapadas para inconstância da história.

Nesse segundo livro Lily, que no livro anterior me pareceu bem mais forte que uma certa garota chamada Kelsey, está sofrendo com a perda de Amon o príncipe egípcio com a missão de salvar o universo do poderoso Seth. Então ela descobre por meio de sonho (já ouvi essa conversa antes) que seu amado está preso no mundo dos mortos correndo perigo. Então o Deus Anúbis lhe convoca para salvá-lo e assim ajudar o universo a combater Seth. E ela terá de se tornar em um criatura poderosa para sobreviver a essa missão e também vai contar com a ajuda dos irmãos de Amon, inclusive um deles, Asten, tem histórico de conquistador que rouba namoradas de irmão (mais uma mera coincidência com um certo tigre negro). E no meio dessa aventura a garota se vê dividida, mas não sabe se apenas por sua condição nova ou por causa do presente que ela recebeu de Amon.

Nessa segunda parte as personagens principais estão insuportáveis, Amon que desde "O Despertar do Príncipe" se negava a ficar com Lily para não machucá-la continua com essa faceta do pobre herói apaixonado. Lily que se mostrava tão mais forte e decidida anteriormente começa a se transformar na garota que se sente atraída por qualquer homem que surja na sua frente e eles por ela. E aí a história começou a me irritar e eu já queria que ela se tornasse uma esfinge por completo, afinal, sua amiga leio Tia é muito mais interessante. E quando os sentimentos das duas se confundem e Lily começa a enxergar Asten, de longe o melhor personagem do livro, de uma maneira mais carnal é que começa a ficar interessante, mas tudo só acontece em alguns poucos momentos e eu já sinto um final também previsível, muito parecido com a saga dos tigres indianos.

A parte da fantasia está cada vez mais exagerada e o que dizem ser reviravoltas, para mim não passa de invencionice, que chega a beirar o surreal. E não que eu não goste de magia, eu adoro, mas tudo tem que ser bem formulado e as mitologias tem que ser separadas, não jogadas em meio a uma salada de frutas.

O livro pra mim foi um fracasso e contei os minutos para terminar os últimos capítulos arrastados, que terminaram sem uma finalização deixando em aberto para o próximo livro. Como disse antes, o que me prende na história é Asthen e seu coração perturbado pela culpa e pela paixão que sente por Lily, achei ele fascinante e quero muito que autora crie uma reviravolta real e dê possibilidades diferentes das clichês. Não adianta criar um triângulo para a pessoa continuar com o primeiro amor (faça então como a Cassandra Clare em As Peças Infernais). Colleen Houck não surpreendeu e nem encantou com sua história egípcia e terá de caprichar na continuação para salvá-la, algo bem mais simples do que as tarefas dadas as suas mocinhas.

Até o próximo post!

21 novembro 2016

Resenha: A Cor Púrpura

Mais um livro "clássico" que entrou na minha lista e foi eliminado. Dessa vez eu li a incrível história de Celie, escrita por Alice Walker em "A Cor Púrpura",

Sinopse: "Vencedor do Prêmio Pulitzer em 1983 e inspiração para a obra-prima cinematográfica homônima dirigida por Steven Spielberg, o romance A cor púrpura retrata a dura vida de Celie, uma mulher negra no sul dos Estados Unidos da primeira metade do século XX. Pobre e praticamente analfabeta, Celie foi abusada, física e psicologicamente, desde a infância pelo padrasto e depois pelo marido. Um universo delicado, no entanto, é construído a partir das cartas que Celie escreve e das experiências de amizade e amor, sobretudo com a inesquecível Shug Avery. Apesar da dramaticidade de seu enredo, A cor púrpura se mostra muito atual e nos faz refletir sobre as relações de amor, ódio e poder, em uma sociedade ainda marcada pelas desigualdades de gêneros, etnias e classes sociais."

"A Cor Púrpura" é um romance epistolar, ou seja será narrado todo através de cartas. Celie, uma jovem mulher negra, que vive no sul dos Estados Unidos, vive uma vida de abusos físicos e morais, principalmente, dos homens. Ela vai tentar lidar com essa situação escrevendo cartas, primeiro para Deus, depois para sua irmã mais nova Nettie. Celie não é estudada e escreve como fala, então o livro é escrito com alguns "erros", para dar veracidade a história da personagem.

Esse livro vai tratar do quanto as mulheres eram abusadas e mau tratadas naquela época, e que apenas aquelas que se impunham é que tinham o respeito. Mas além de mostrar todo esse machismo, teremos também o racismo sulista, onde mesmo tendo sido libertados os negros tem que lidar com o desrespeito dos brancos.

A história de Celie não é fácil e ela sofre a todo momento, sofre na mão do pai, sofre com o marido, sofre com os enteados, e só aos poucos ela começa a se abrir para o mundo e se descobrir. Durante toda essa leitura, você vai se sentir incomodada, principalmente se for mulher, vai sofrer com tudo que fazem com essa mulher que tenta agradar e ajudar, e o livro acaba sendo difícil, denso e até sufocante em alguns momentos, em que você quer entrar na história e dizer umas verdades para todos que não enxergam a Celie.

O livro é uma lição de feminismo, com várias mulheres diferentes, que mostram como lidar com aquela sociedade machista, que as sufocam. E é incrível como elas interagem e os diálogos, que são cheios de significados. Menção honrosa para as personagens de Sofia e Shug, que enfrentam os homens e não tem medo de terem comportamentos muitas vezes masculinizados.

Gostei muito do livro, mas não vou dizer que é um daqueles livros para reler sempre, ele é denso e vai mexer com a sua cabeça e te fazer pensar, o quanto as mulheres antes de nós tiveram que sofrer até chegarmos ao nível de liberdade que temos hoje. Mais um daqueles livros que precisam ser lidos.

Até o próximo post!

20 novembro 2016

Harry Potter, 13 anos depois.

Hoje fiz um vídeo mais que especial contando sobre a minha relação com os livros de Harry Potter e como foi relê-los 13 anos depois da primeira leitura, agora com meus 25 anos. O vídeo é bem maior do que os que geralmente posto no canal, mas espero que vocês gostem.



Até o próximo post!

14 novembro 2016

Resenha: Novembro, 9

E a Galera Record lançou mais um livro da maravilhosa Colleen Hoover, rainha dos new adults e senhora dos cliffhangers. E mais uma vez autora não decepcionou e criou um livro delicioso.


Sinopse: "Fallon conhece Ben, um aspirante a escritor, bem no dia da sua mudança de Los Angeles para Nova York. A química instantânea entre os dois faz com que passem o dia inteiro juntos – a vida atribulada de Fallon se torna uma grande inspiração para o romance que Ben pretende escrever. A mudança de Fallon é inevitável, mas eles prometem se encontrar todo ano, sempre no mesmo dia. Até que Fallon começa a suspeitar que o conto de fadas do qual faz parte pode ser uma fabricação de Ben em nome do enredo perfeito. Será que o relacionamento de Ben com Fallon, e o livro que nasce dele, pode ser considerado uma história de amor mesmo se terminar em corações partidos?"

Pela sinopse de "Novembro, 9" você vai ter certeza de que já leu algo parecido em "Um Dia" do David Nicholls, porém esse livro tem pouco em comum com o anterior. Esse livro vai tratar sim de encontros marcados para uma determinada data, mas não é apenas sobre isso, ele vai falar sobre autoestima, amor próprio, descobrimento, arrependimento e amor.

O livro vai ser narrado apenas nos dias 9 de dezembro, foram essa data específica, nós não temos mais nenhum detalhe de como esta a vida do casal. O único vislumbre que temos do que se passou quando as próprias personagens contam uma para a outra.

Como sempre as personagens da Colleen sempre são encantadoras, a Fallon mesmo tentando se esconder é uma mulher forte e de personalidade, e o Ben é de uma delicadeza e ao mesmo tempo de uma profundidade. Por isso a estória é toda engolida por eles, como já aconteceu em outros livros da autora, mas nesse caso não é algo ruim, porque convivemos tão pouco com eles, que se nos perdêssemos em outras tramas. 

Como sempre Colleen Hoover não te dó dos leitores e não poupa em acabar com a gente e nesse livro ela tem dois momentos, em que ela causa tremendo sofrimento a Fallon e Ben. E é exatamente no sofrimento que achei que a autora errou a mão, acho que ela tentou levar a estória ao limite, mas exagerou demais nas "punições".

Se por um lado a autora errou no excesso de drama, mais uma vez ela acertou em diálogos incríveis, que envolviam os clichês do romance e gostei muito da crítica a estereótipos sempre tão usados nos livros de romance, como o bad boy, o instalove, o beijo inesquecível. Achei genial.

"Novembro, 9" não foi um dos meus livros preferidos da autora, mas também não chegou a ser uma decepção. Mas é bom ela ficar bem atenta na hora de dramatizar, para não virar uma novela mexicana. 

Até o próximo post!

12 novembro 2016

Anime: Orange

Se você ainda acredita que animações são apenas para crianças e que principalmente as orientais são apenas sobre robôs gigantes e animais estranhos, você precisa ampliar seus horizontes, porque os japoneses adoram fazer animações sobre assuntos sérios, como "Orange" que resolveu abordar o suicídio.


Sinopse: "Todos possuem arrependimentos. Então, quem não mudaria o passado se tivesse a oportunidade? Quando a estudante de 16 anos Takamiya Naho recebe uma misteriosa carta, supostamente enviada por ela mesma de 11 anos no futuro, sua vida vira de cabeça pra baixo. A carta diz que um estudante transferido chamado Naruse Kakeru irá se juntar a sua classe, e que ela deve ficar de olho nele. Mas por quê? Naho precisa decidir o que fazer com a carta e o seu aviso, além de descobrir o que isso significa para o seu futuro e para o futuro de Kakeru também."

"Orange" é mais um daqueles animes para partir seu coração e deixar os olhos marejados. A animação vai contar a história de um grupo de amigos, a estória vai ser mostrada em dois momentos diferentes passado e futuro, para ser mais especifica, 11 anos antes e 11 anos depois. E começa no primeiro dia de aula, em que Naho recebe uma carta do seu eu do futuro, a carta é sobre um novo aluno, Kakeru, e tem algumas instruções para que Naho impeça um certo acontecimento e evite uma porção de arrependimentos. Então em 13 episódios Naho precisa mudar o futuro.

As personagens são Naho, a típica protagonista tímida e apaixonada, Kakeru, o o novato cheio de problemas, Suwa, o melhor amigo que alguém pode ter na vida, Takako, a garota durona, Hagita, o nerd caladão, e Azusa a garota esperta e divertida. O anime é cheio daqueles personagens que todas já vimos em qualquer outro, e esse estereótipos são os causadores dos problemas deles, e quando a carta do futuro vem pra tentar resolvê-los é genial.

Em vários momentos você ficará dividido, porque quando tem flashs do futuro você fica mal pelo o que acontece, porém começa a gostar de como as coisas estão, porém as coisas tem que mudar. Mas o fato de o autor ter usado a ideia de existirem várias dimensões em que a estória é diferente, isso já é um consolo.

O anime é lindo e vai falar muito sobre viver, se dar oportunidades, arrependimentos e o quanto eles podem te fazer mal. Mais uma vez os orientais mostrando como fazer animações cheias de significado e sobre assuntos importantes que precisam ser discutidos. Vocês precisam assistir.

Até o próximo post!

07 novembro 2016

Resenha: Harry Potter e a Criança Amaldiçoada

Em alguns momentos quando aquela série de livros chega ao fim, sentimos aquela necessidade de ter uma continuação, mas na maioria das vezes isso não é necessário e pode ser apenas mais um livro coleção. 


Sinopse: "Sempre foi difícil ser Harry Potter e não é mais fácil agora que ele é um sobrecarregado funcionário do Ministério da Magia,marido e pai de três crianças em idade escolar. Enquanto Harry lida com um passado que se recusa a ficar para trás, seu filho mais novo, Alvo, deve lutar com o peso de um legado de família que ele nunca quis. À medida que passado e presente se fundem de forma ameaçadora, ambos, pai e filho, aprendem uma incômoda verdade: às vezes as trevas vêm de lugares inesperados."

Começo a resenha dizendo que não sou parte do grupo de pessoas que detestou "Harry Potter e a Criança Amaldiçoada", não eu gostei, me diverti em vários momentos da estória, mas não posso negar que esse oitavo livro tem alguns problemas. Começando pelo fato de que é o roteiro de uma peça de teatro e não um romance, então falta aprofundamento nas personagens e no próprio enredo e isso pode ser o causador de The cursed child incomodar os fãs da série de J.K Rowling, que tão acostumados com  seu cuidado em amarrar bem o enredo e criar as várias camadas de seus personagens, em várias páginas, sentem certo desleixo. Porém a estória tem sim seus pontos positivos e acredito que funciona ao que se propõe a ser, uma peça.

A premissa do livro me interessou bastante, porque temos um vira-tempo e a chance de mudar coisas importantes no passado de Harry Potter, porém achei que faltou capricho sim, porque detalhes que conhecemos muito bem foram esquecidos, as regras para se usar um vira-tempo. Além disso, durante a leitura eu tive a impressão de que pegaram todas as ideias de fanfics por aí, e que foram jogando dentro do enredo e tudo foi se perdendo, beirando ao absurdo.

Porém a leitura não foi de todo mal, gosto de ver J.K explorando a dificuldade em ser pai, temos duas personagens muito marcantes em toda série, que enfrentaram diversos perigos, mas que se amedrontam em falhar com sua prole. E falando em filhos, não podemos deixar de exaltar os grandes protagonistas da estória, Alvo e Escórpio, o que são esse dois excluídos, que tem que viver com o legado construído pelos pais?! Mais parecidos com os pais do que conseguem acreditar.

"Harry Potter e a Criança Amaldiçoada" não é para matar saudades das antigas personagens, porque agora elas são bem mais maduras e se distanciaram bastante das crianças que foram e também não é uma continuação, pra mim foi apenas uma forma de revisitar a estória de uma outra maneira, mas no fim continuo acreditando que no final, tudo estava bem.

Até o próximo post!

05 novembro 2016

TBR de Novembro

Hoje vim falar sobre os livros que vou ler no mês de novembro e também um resumo das leituras do mês de outubro.


Resenhas de Outubro:

TBR de Novembro:
Harry Potter e a Criança Amaldiçoada
Novembro, 9
A Cor Púrpura
O Coração da Esfinge

02 novembro 2016

Playlist de Outubro


Começamos o mês de outubro com The Chaismokers, que tem umas músicas bem legais, daquelas gostosinhas que ficam na cabeça. Duas em especial ficaram sendo a trilha do mês, "Closer" com a Halsey, e "Don't Let Me Down" com a Daya.

The Chaismokers - Closer feat. Halsey

The Chaismokers - Don't Let Me Down feat. Daya

E  outubro mais uma vez fiquei viciada na voz do Justin Bieber e me joguei em algumas parcerias dele, a primeira é história antiga afinal, Major Lazer e Justin é a combinação perfeita, e "Cold Water" não foi diferente. A outra música é "Let Me Love You" do DJ Snake com o Justin.

Major Lazer - Cold Water feat. Justin Bieber

DJ Snake - Let Me Love You feat. Justin Bieber

Por último temos mais duas figurinhas carimbadas por aqui Sia e The Weeknd, a primeira com "The Greatest" e o segundo com "Starboy".

Sia - The Greatest

The Weeknd - Starboy feat. Daft Punk

Até o próximo post!

31 outubro 2016

Resenha: Corte de Névoa e Fúria

Quando eu gosto de um livro, tem momentos muito confusos em que quero muito uma continuação, mas tenho medo que a maldição do segundo livro pegue a minha estória. Mas continuações podem ser incríveis, principalmente quando o autor desconstrói  tudo aquilo e mostram um outro lado, e a Sarah J. Maas fez exatamente isso em "Corte de Névoa e Fúria"


Resenha: "O aguardado segundo volume da saga iniciada em Corte de espinhos e rosas, da mesma autora da série Trono de vidro Nessa continuação, a jovem humana que morreu nas garras de Amarantha, Feyre, assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos. Seu coração, no entanto, permanece humano. Incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mas, mesmo assim, ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Então por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça-chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz. Pois um antigo mal, muito pior que Amarantha, se agita no horizonte e ameaça o mundo de humanos e feéricos."

"Corte de Névoa e Fúria" se passa alguns meses depois da derrota de Amarantha, Feyre está tendo que lidar com o que fez para salvar Tamlim, seu novo corpo de feérica e com o novo Tamlim. Quando ela conseguiu sair de sob a montanha em "Corte de Espinhos e Rosas" o sentimento de que alguma coisa estava errada foi semeado e nesse livro tudo está errado, a autora começa a te incomodar com a atitude de algumas personagens e toda aquele universo mágico criado no primeiro livro já não é tão maravilhoso.E aí que entra Rhysand e sua Corte Noturna, que não é bem aquilo que aparentava ser. 

Sarah J. Maas desconstrói todas as personagens, Feyre não é mais a moça corajosa que luta para sobreviver, Tamlim não é mais o doce homem apaixonado, Lucien perdeu toda a aura de diversão  e Rhysand não é mais a "vadia" de Amarantha. E maneira que a autora fez isso pode incomodar algumas pessoas, mas certos detalhes que passam despercebidos, mas que justificam toda essa reviravolta da estória.

O livro é enorme com suas 600 e tantas páginas, mas é fluído e envolvente. Gostei que a autora não teve pressa em narrar os acontecimentos, aos poucos tudo vai sendo revelado, e isso torna as relações bem construídas, sem amores repentinos.

O segundo livro da série Corte de Espinhos e Rosas vai ser um livro de fantasia adulto, que vai tratar de algo muito sério, o amor abusivo. Feyre sofre com o amor doentio e o excesso de zelo, e autora vai mostrando o quanto esse tipo de relacionamento é tóxico, Mas ao mesmo tempo ela deixa que a personagem compreenda isso e ela fala abertamente o que são os comportamentos abusivos. Achei muito corajoso por parte da autora, em um meio em que as autoras investem em personagens masculinos super protetores, agressivos e abusivos.

A estória é cheia de reviravoltas e a todo momento somos surpreendidos com uma nova revelação. Como no livro anterior Sarah J. Maas não deixa o final feliz acontecer por completo e enfia um clifhanger bem na nossa cara, para fazer você morrer de desespero até sabe quando ela lançar o próximo livro. Mas já se tornou uma das minhas séries de fantasia preferidas e Rhysand já entrou para o hall de malvados favoritos.

Até o próximo post!

27 outubro 2016

Filme: Inferno

Finalmente fui assistir a nova adaptação do livro mais recente de Dan Brown, "Inferno". E mesmo sendo um dos livros que eu menos gostei do autor, a curiosidade foi maior como já havia dito em um post que fiz sobre minhas expectativas literárias para 2016.


Sinopse: "Florença, Itália. Robert Langdon (Tom Hanks) desperta em um hospital, com um ferimento na cabeça provocado por um tiro de raspão. Bastante grogue, ele é tratado por Sienna Brooks (Felicity Jones), uma médica que o conheceu quando ainda era criança. Langdon não se lembra de absolutamente nada que lhe aconteceu nas últimas 48 horas, nem mesmo o porquê de estar em Florença. Subitamente, ele é atacado por uma mulher misteriosa e, com a ajuda de Sienna, escapa do local. Ela o leva até sua casa, onde trata de seu ferimento. Lá Langdon percebe que em seu paletó está um frasco lacrado, que apenas pode ser aberto com sua impressão digital. Nele, há um estranho artefato que dá início a uma busca incessante através do universo de Dante Alighieri, autor de "A Divina Comédia", de forma a que possa entender não apenas o que lhe aconteceu, mas também o porquê de ser perseguido."

O filme vai trazer o professor Robert Langdon mais uma vez, ou seja, ele é como uma sequência de "O Código DaVinci" e "Anjos e Demônios". Dessa vez o professor estará em Florença, onde acordará do nada com um tiro na cabeça e sem memórias. Ele terá apenas um cilindro no bolso e uma palavra como pistas e aí começa a busca dele, se atendo dessa vez as escrituras de Dante Alighieri em "A Divina Comédia", especificamente sobre o Inferno.

Como todas estória de Langdon ele tem uma parceira, dessa vez a jovem Siena Brooks, que é interpretada pela Felicity Jones, que fez "A Teoria de Tudo". Pra mim Siena foi uma das melhores parceiras do Robert, porque ela é uma das mais espertas e que consegue igualar com a genialidade do professor.

O filme é bem corrido, e todas as descobertas que temos em várias páginas de livros acontecem em apenas alguns minutos. A velocidade do enredo não nos permite tentar descobrir junto com as personagens as reviravoltas da estória. O filme também perde um pouco do mistério do livro, por não contar com o recurso de narração do seguidor do "vilão" da estória, então apenas no final vamos descobrir finalmente. Mesmo sendo um filme mais acelerado, não vejo como algo ruim, pelo contrário, acho que na verdade isso torna o filme mais acessível, porque conheço várias pessoas quem não gostam dos anteriores pelo seu tom mais arrastado.

Gosto muito da temática da estória, desde quando fiz a resenha do livro, para quem não sabe, o livro vai falar sobre superpopulação e uma maneira de parar a procriação, ligada ao Inferno de Dante. Na verdade é tudo muito louco e só com o tempo você entende, mas no filme essa confusão não existe é tudo mais claro e justificado de uma maneira mais simples.

"Inferno" não foge a regra dos dois primeiros filmes e tem o final modificado, para ficar de uma maneira mais holywoodiana, em que tudo dá certo no final, bem diferente do livro de Dan Brown. Porém não é uma alternativa ruim, mas uma nova solução. O filme no todo é bem legal, porém não é obrigatório uma ida ao cinema, porque certeza que ele vai passar várias vezes na TV, é bem o estilo dele, já escuto até a chamada da TV Globo.

Até o próximo post!

24 outubro 2016

Resenha: Menina Má

A leitura mais tensa que fiz nos últimos tempo, com toda certeza foi "Menina Má" do William March, afinal a temática desse livro com uma capa tão lindinha não é das mais leves.

Sinopse: "Publicado originalmente em 1954, MENINA MÁ se transformou quase imediatamente em um estrondoso sucesso. Polêmico, violento, assustador eram alguns adjetivos comuns para descrever o último e mais conhecido romance de William March. Os críticos britânicos consideraram o livro apavorantemente bom. Ernest Hemingway se declarou um fã. Em menos de um ano, MENINA MÁ ganharia uma montagem nos palcos da Broadway e, em 1956, uma adaptação ao cinema indicada a quatro prêmios Oscar, incluindo o de melhor atriz para a menina Patty McComarck, que interpretou Rhoda Penmark.
Rhoda, a pequena malvada do título, é uma linda garotinha de 8 anos de idade. Mas quem vê a carinha de anjo, não suspeita do que ela é capaz. Seria ela a responsável pela morte de um coleguinha da escola? A indiferença da menina faz com que sua mãe, Christine, comece a investigar sobre crimes e psicopatas. Aos poucos, Christine consegue desvendar segredos terríveis sobre sua filha, e sobre o seu próprio passado também.
MENINA MÁ é um romance que influenciou não só a literatura como o cinema e a cultura pop. A crueldade escondida na inocência da pequena Rhoda Penmark serviria de inspiração para personagens clássicos do terror, como Damien, Chucky, Annabelle, Samara, de O Chamado, e o serial killer Dexter."
"Menina Má" vai contar a estória de Rhoda, uma garota que aparente é perfeita, porém por trás do rostinho de anjo e do bom comportamento temos uma assassina de sangue frio. A sinopse é basicamente essa, mas o livro vai abordar mais que a psicopatia de Rhoda. William March vai falar sobre a maldade em si. 

O livro começa quando a máscara angelical de Rhoda começa a se desfazer e sua mãe começa a desconfiar da menina. A trama se desenvolve a partir de um prêmio de caligrafia que foi dado a um colega da menina. Aos poucos o autor vai mostrando a verdadeira face dela vai se mostrando, porém o grande clímax da estória está mais ligado ao passado de Christine, mãe da garota. 

As personagens do livro são todas insuportáveis, a garotinha com sua representação de doçura, a vizinha que adora se meter na vida dos outros, a mãe do garotinho morto, Leroy o empregado que gosta de ser cruel. Todos ao não ser a inocente Christine em algum momento vão te irritar no livro. Até mesmo ela nos cansa por sua ingenuidade.

O livro é arrastado, mas porque o autor soube criar uma atmosfera de tensão em toda estória e nos causa incomodo. "Menina Má" é daqueles livros ler lentamente, para absorver tudo aquilo e para nos deixar com medo, afinal a maldade pode estar dentro de uma criança aparentemente dócil.

Até o próximo post!

17 outubro 2016

Resenha: O Sol é Para Todos

Quando somos crianças ou adolescentes somos obrigados a ler diversos clássicos da literatura brasileira, grande parte das pessoas não gostam da experiência e acabam traumatizados, fugindo de qualquer livro que tenha sido rotulado como "clássico". Eu particularmente sou contra o método brasileiro de inserir livros tão densos para um público jovem, que não se identifica nas personagens (mesmo eu gostando de vários clássicos). E porque eu estou dizendo isso, porque me surpreendi em descobrir que nos Estados Unidos, um dos clássicos que as crianças são "obrigadas" a ler na escola vai ter como personagens principais crianças, tratando de assuntos importantes para a formação, mas com uma linguagem leve. O livro, é "O Sol é Para Todos"da Harper Lee.


Sinopse: "Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça.
O sol é para todos, com seu texto “forte, melodramático, sutil, cômico” (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações.
• Com nova tradução e projeto gráfico, este clássico moderno volta à cena, justamente quando a autora lança uma continuação dele, causando euforia no mercado.
• Desde o anúncio de sua sequência, O sol é para todos é um dos livros mais buscados e acessados no site do Grupo Editorial Record.
• Já vendeu mais de 30 milhões de cópias nos Estados Unidos e, no último ano, ganhou a recomendação do presidente Barack Obama, que proferiu o seguinte elogio: “Este é o melhor livro contra todas as formas de racismo”.
• Vencedor do Prêmio Pulitzer.
• Escolhido pelo Library Journal o melhor romance do século XX.
• Eleito pelos leitores de Modern Library um dos 100 melhores romances em língua inglesa.
• Filme homônimo venceu o Oscar de melhor roteiro adaptado."

"O Sol é Para Todos" é dividido em duas partes e vai ser narrado por Scout, uma garotinha de 8 anos, que vive com o pai, o irmão e uma espécie de babá, em uma cidadezinha no sul dos Estados Unidos. A garota vai contar sobre os três verões em que ela conheceu Dill, um menino que sempre passava uma temporada com eles, Boo Radley, um vizinho que se escondia em casa e causava medo nas crianças, e Tom Robinson, um jovem negro que é acusado de estuprar uma branca.

A estória do livro vai começar leve, em meio as brincadeiras das crianças e da figura sombria que é Boo Radley, mas aos poucos, com o passar dos anos você vai acompanhar o crescimento não apenas na idade, mas nas ideias daquelas crianças. E quando eles se tornam maiores é que o enredo começa a ficar mais pesado e temos problemas mais graves durante o julgamento de Tom Robinson.

O livro de Harper Lee vai falar principalmente sobre conceito de justiça. Isso é muito bem evidenciado pela figura do pai de Scout, Atticus Finch, um advogado que sempre tenta ser justo dentro e fora de casa. Atticus é aquele tipo de pessoa que todos almejamos ser, ele escuta os filhos e sempre tenta passar para eles bons exemplos.Essa imagem dele fica bem marcada, quando ele resolve defender um negro, em uma cidade pequena no sul do país, onde o racismo impera.

A narrativa de Scout é sensível, delicada e inocente, mas ao mesmo tempo forte, que em vários momentos ela questiona certos comportamentos, de uma maneira tão simples que você para pra pensar, e vê que é tudo muito surreal o comportamento das pessoas da cidade em que eles vivem. 

A estória de Scout deveria ser leitura obrigatória para todas as crianças, não apenas as norte-americanas, porque o livro criado por Harper Lee é uma aula sobre preconceito, que precisa ser dada a todos. A autora conseguiu passar uma mensagem e ao mesmo tempo criou uma estória doce, delicada e deliciosa de ser lida. Um livrão.

Até o próximo post!

10 outubro 2016

Resenha: Harry Potter e as Relíquias da Morte


Seis livros depois a jornada de Harry Potter chega ao fim e é no sétimo livro da saga do menino que sobreviveu que vemos o poder da escrita de J.K Rowling.


Sinopse: "Desta vez, Harry Potter foi encarregado de uma tarefa obscura, perigosa e aparentemente impossível: localizar e destruir os Horcruxes remanescentes de Voldemort. Potter nunca esteve tão sozinho nem teve de enfrentar um futuro tão sombrio. Porém, de algum modo, Harry deve encontrar dentro de si próprio a força para completar a tarefa que lhe foi dada: ele deve sair do ambiente acolhedor e seguro da Toca para seguir sem temor nem hesitação pelo inexorável caminho que lhe foi traçado..."

"Harry Potter e as Relíquias da Morte" é um livro grande em que temos três momentos diferentes da estória. Na primeira parte temos a expectativa de que algo vá acontecer, a segunda é quando começam a ser feitas as ações para derrotar Lorde Voldemort e por último a batalha. O livro é bem típico dos livros finais de batalha, temos uma longa espera e todo aquele clima sombrio que paira antes do confronto real, porém o livro de maneira alguma é arrastado, pelo contrário, em cada capítulo uma pequena nesga do que Harry vai precisar para derrotar Voldemort é apresentada, então suas 500 e poucas páginas passam-se bem rápidas.

Nesse último livro vemos que as pontas soltas durante toda a saga começam a ser amarradas e ao mesmo tempo a autora consegue abrir espaço para uma nova mitologia e mistério em toda a estória de Harry Potter. A qualidade da escrita continua a mesma e ela consegue inserir momentos de humor leve em meio a toda aquela escuridão que é "As Relíquias da Morte", mas também não tem medo de iniciar o livro ceifando personagens, sem a menor pena dos leitores.

O sétimo livro é sobre finalização, mas principalmente sobre redenção, diversos personagens vão se redimir dos atos praticados, ou por medo, ou por arrependimento, ou por amor, apenas Voldemort não consegue se arrepender do que fez e acompanhando a estória de todos os outros, vemos que esse é o maior erro do vilão, ou seja, J.K queria mostrar que você pode cometer grandes erros, mas se arrepender e tentar concertar é o mais certo a se fazer. Afinal, neste livro temos um capítulo todo dedicado a redenção de um dos melhores personagens de toda a série.

O clima de despedida da estória chega a doer no coração do leitor que acompanhou Harry desde seus 11 anos de idade, em que ele descobriu que era um bruxo. Depois da descoberta do mundo mágico o garoto passou por diversas fases e vemos o amadurecimento dele e de todas as outras personagens, todos cresceram e mudaram, mas no cerne continuam tendo as mesmas características, ou seja, as personagens não se perderam em toda sua jornada.

Além de vermos que J.K conseguiu desenvolver suas personagens, é bem visível que a autora se dedicou na construção da sua série, nada que foi citado ao logo de toda estória foi em vão e detalhes citados lá nos primeiros livros voltam com suas devidas explicações, terminando sem nos deixar sem respostas e com a sensação de encerramento real.

Em "Harry Potter e as Relíquias da Morte" nós vamos sofrer com as perdas, sentir um aperto no coração a todo momento, mas confiaremos que o nosso jovem herói finalmente vai conseguir completar a sua jornada com êxito. Daqueles livros para fechar com chave de ouro, que te faz repensar e acreditar que "As Relíquias da Morte" de longe é o melhor livro de toda a série, por ter encerrado uma era de muitas aventuras vividas com o trio de ouro.

Até o próximo post!
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