30 janeiro 2016

Caçadores de Sombra no Cinema ou no Netflix?

Não sou a maior fã de "Instrumentos Mortais", da Cassandra Clare, eu gosto muito da estória e da mitologia que ela criou, mas não me pegou muito na época que li. Acredito que o fato de que quando resolvi ler "Cidade dos Ossos" já sabia vários spoilers do enredo, fez com que eu não me envolvesse tanto com a estória. Mas gosto da maneira como Cassandra escreve, das personagens desse universo e sempre achei que os livros dariam ótimos filmes. Então lá em 2013 fiquei muito empolgada com o lançamento da primeira adaptação para o cinema, mas ela foi apenas mais um fracasso de adaptações literárias e o projeto foi parar no fundo de uma gaveta. Agora dois anos depois, os caçadores saem dos livros para se tornarem uma série de TV. Mas fica a dúvida, qual é a melhor adaptação?

Assisti os três primeiros episódios da série antes de fazer o post, porque não queria dar uma opinião precipitada, e também assistir de novo o filme de 2013. A conclusão que cheguei é que gosto mais do filme e vou explicar porque em 3 tópicos.
  • Elenco

Sou uma leitora muito exigente, gosto de ler estórias em que as personagens são bem construídas e que me conquistam. As personagens da Cassandra são desse tipo, gosto da personalidade forte delas, do humor ácido, da elegância e o envolvimento entre eles. Temos um Jace arrogante, mas com uma fragilidade por trás da pose de galã, uma Clary sensível e artística, um Simon divertido e amigo, um Isabelle sensual e carente, um Alec reprimido e um Magnus solar, todos eles com várias camadas que vão sendo desvendadas em pequenos gestos, bem sutilmente. Vejo no filme James Campbell Bower não sendo o modelo de beleza criado pela autora, mas ele passava tão bem a fragilidade do Jace, no olhar e nos pequenos gestos, mas na série não consigo ver a sensibilidade da personagem, temos Dominic Sherwood sendo um Jace fortão, que tem a profundidade de uma poça d'água. Uma Clary descolada no filme, feita pela Lily Collins, que tinha alguns problemas e precisava melhorar, mas a da série passa longe da dos livros, Katherine McNamara não consegue sair da pose patricinha, com aquele cabelo sempre perfeitamente cacheado, o rosto maquiado e os saltos altíssimos. Um Magnus muito apagadinho e meio canastrão (sofri, porque ele é minha personagem preferida) e um Alec que não mostra nem um terço de suas paixões ocultas. Claro que teve acertos, adorei a Isabelle ousada e sensual da série e um Simon tão divertido quanto o do filme. Mas achei que faltou imersão nas personagens e sutileza nas interpretações de grande parte do elenco.

  • Adaptações do Enredo

Muito das descaracterização das personagens tem haver com as mudanças no enredo, que eu até não me importo, não sou uma leitora que quer palavra por palavra das páginas do livros, mas acho que tem certas coisas que não combinam, como por exemplo, o Luke. Acho que essa estória de colocar ele policial, cheio de confiança e atitude, se choca com a insegurança de revelar seu amor a Jocelyn. Também tem o fato de tudo estar muito moderno, sinto falta do ar elegante e contido dos caçadores de sombras. 
  • Efeitos Especiais

E aí vem a gota final, os efeitos especiais. Então, Os Instrumentos Mortais é uma série de livros cheia de magia e já citei em várias resenhas aqui no blog, que a Cassandra Clare é muito visual nas suas narrações, tudo é muito cheio de cor, mas os produtores da série não capricharam nos efeitos especiais e fica tudo chapado e  artificial demais. Sinto falta das luzes, do brilho, das explosões, dos demônios assustadores e até mesmo das tatuagens pretas.
Não desgostei da série e vou continuar acompanhando, afinal com uma audiência alta, o dinheiro entra no caixa e a produção pode caprichar mais. Um conselho de quem já leu os livros é "Não associe e compare", a série é algo diferente, paralelo. Espero que o projeto não pare dentro de uma gaveta novamente.

Até o próximo post!

25 janeiro 2016

Resenha: Suicidas

O primeiro livro do Desafio Literário de 2016 era um livro de suspense, eu resolvi escolher um livro que há muito tempo eu queria ler, Suicidas do Raphael Montes. Eu já tinha lido dois livros do autor e gostado bastante da escrita dele e com esse não foi muito diferente.
Sinopse: "Um porão, nove jovens e uma Magnum 608. O que poderia ter levado universitários da elite carioca – e aparentemente sem problemas – a participarem de uma roleta-russa?

Um ano depois do trágico evento, que terminou de forma violenta e bizarramente misteriosa, uma nova pista, até então mantida em segredo pela polícia, ilumina o nebuloso caso. Sob o comando da delegada Diana Guimarães, as mães desses jovens são reunidas para tentar entender o que realmente aconteceu, e os motivos que levaram seus filhos a cometerem suicídio.

Por meio da leitura das anotações feitas por um dos suicidas durante o fatídico episódio, as mães são submersas no turbilhão de momentos que culminaram na morte dos seus filhos. A reunião se dá em clima de tensão absoluta, verdades são ditas sem a falsa piedade das máscaras sociais e, sorrateiramente, algo muito maior começa a se revelar."

"Suicidas" é escrito através de relatos do Alessandro e gravações de uma reunião entre uma policial e as mães dos 9 jovens que se suicidaram. O livro nem sempre segue a ordem cronológica, muitas vezes a estória vai e volta no tempo, mas o enredo se passa depois do incidente.

As personagens vão sendo inseridas na história aos poucos, Alessandro vai contando como conheceu cada um deles até finalmente chegar ao fatídico dia no porão. Como Alê é o narrador nós criamos uma imagem de todos pelos olhos do estudante de Direito,que não poupa ninguém e se sente no direito de julgar todos. Como o narrador é uma das personagens temos dúvidas sobre a veracidade dos fatos.

Cada um dos nove jovens tem características muito comuns e são estereótipos fáceis de ser encontrado na realidade. Inclusive, o nosso narrador tem vários traços do Raphael Montes, o autor, o que deixa o livro ainda mais realístico.

Como nas outras duas obras do autor temos várias cenas de violência, em alguns momentos fiquei até um pouco incomodada com algumas cenas. Além disso tem as discussões algumas vezes machistas e homofóbicas.

Gostei das reviravoltas da estória, mas através de algumas pistas do enredo desvendei o mistério das mortes antes do final. Mas mesmo assim me surpreendi com como o autor fechou tudo. "Suicidas" é um livro muito foda, daqueles que todo fã de suspense deve ler, porque vale muito a pena.

Até o próximo post!

20 janeiro 2016

Melhores Leituras de 2015

O ano de 2015 já acabou (já faz umas 3 semanas) e eu resolvi realizar uma vontade antiga de fazer um vídeo para o youtube. Meu primeiro vídeo é sobre a minhas leituras favoritas do ano que passou, ano em que os lançamentos foram bem fraquinhos e que foi difícil escolher 5 livros incríveis. Não sei se vai ter mais vídeos, vamos ver como vai ser o meu tempo, e se esse vai ser bem aceito. Mas antes de assistirem aos vídeos os avisos: não estou maquiada, falei incrível várias vezes, estava nervosa e a respiração ficou arfando e a edição é bem basiquinha (sou crítica até comigo mesma).


Todos os livros citados no vídeo tem resenha aqui no blog, com todas as minhas impressões de leitura e detalhes sobre o enredo de cada um.


Ruína e Ascensão - Leigh Bardugo
Os Bons Segredos - Sarah Dessen
O Vilarejo - Raphael Montes
Amor Amargo - Jennifer Brown
Por Lugares Incríveis - Jennifer Niven
Resenha

Até o próximo post!

18 janeiro 2016

Resenha: Legado Ranger - Cidades de Dragões

Depois de um final incrível de "Cemitério de Dragões", onde um gancho para o próximo livro é lançado, vem "Cidades de Dragões" o segundo livro da série Legado Ranger do Raphael Draccon. E como já era de se esperar, mas uma vez temos um livro surpreendente.
Sinopse: "Após lutarem grandes batalhas em Cemitérios de Dragões, Derek, Daniel, Romain, Amber e Ashanti estão de volta à realidade em Cidades de Dragões, segundo livro da série Legado Ranger, estreia de Raphael Draccon pelo selo Fantástica Rocco. Depois de terem sido enviados para outra dimensão, os cinco agora tentam seguir com suas vidas na Terra, mas quando dragões começam a aparecer em diferentes pontos do planeta, deixando um rastro de destruição e morte, eles se veem obrigados a assumir sua responsabilidade e iniciam uma nova batalha que já ultrapassa a barreira entre as dimensões e que pode significar o fim da humanidade ou a sua salvação. Repleto de ação e referências a séries japonesas que marcaram toda uma geração, Cidades de Dragões é a sequência perfeita para uma saga de fantasia épica."

Depois de voltarem do Cemitério, Derek, Daniel, Romain, Amber e Ashanti tem que lidar com as decisões que tomaram na outra dimensão, com as lembranças daquele lugar e com sua nova condição de simbiose com a bioamardura. Enquanto Derek e Daniel resolvem fazer a diferença, Ashanti quer voltar para o outro lado, Romain aproveita de sua nova vida e Amber continua se sentindo perdida. Mas os rangers vão ter que se unir novamente para lutar contra dragões e demônio que veio para a dimensão deles.

O livro começa bem desfragmentado, mostrando o que cada um está fazendo e aos poucos os caminhos vão se ligando, graças a forte ligação que eles criaram no Cemitério. Primeiro vemos que Daniel e Romain formaram uma amizade forte, depois de enfrentar um demônio bruxa. Temos também Amber e Derek tornando-se um casal improvável (nem tanto assim). E Ashanti solitária como sempre. E depois todos se unem e o livro começa a ganhar velocidade, com todas suas cenas de ação.

Enquanto lia o livro ficava impressionada com a capacidade de criar cenas de ação, que o Raphael tem. Sério, parecia que eu estava assistindo um anime ou jogando algum jogo, para quem gosta deste tipo de coisa o segundo livro é um deleite. "Cidades de Dragões" é cheio de reviravoltas e não demorou para me pegar. Principalmente, porque o autor consegue fechar os capítulos com uma bomba.

Raphael Draccon tem o dom também em fazer com que suas personagens tomem decisões que deixam o leitor revoltado e para piorar ele gosta de fechar o livro com um puta Cliffhanger. Eu simplesmente queria escrever uma carta pra ele, lá nos EUA e dizer "Senta a bunda na cadeira e escreve logo essa continuação, porque eu não estou conseguindo lidar com esse final.". E isso só acontece porque todos os livros dele sempre são muito bem escritos, envolventes e te fazem querer sempre mais.

Até o próximo post!

13 janeiro 2016

Expectativas Literárias de 2016

2015 foi um ano em que nenhum lançamento literário fez meu coração palpitar e aquele friozinho na barriga quando você espera por aluma coisa. Alguns eu fiquei mais empolgada, em que as poucas expectativas foram decepcionadas (vide "Eu, você e a garota que vai morrer"). No cinema nenhuma adaptação literária me fez ansiar para assistir. Na TV, nem mesmo a 5ª temporada de Game of Thrones me animou, até hoje não assisti. Mas 2016 eu tenho certeza que tudo vai ser diferente, porque já estou com uma lista de livros, filmes e séries. 


Janeiro começou com o lançamento de duas séries, baseadas em livro, a primeira "Ligações Perigosas" que está no ar na Globo, adaptação do livro "Ligações Perigosas" de Chordelos de Laclos. A Globo não brinca em serviço, quando o assunto é novelas, séries e minisséries, e já era de se esperar uma adaptação impecável, principalmente, com um elenco como Patrícia Pillar, Selton Mello e Marjorie Estiano. Mas eles conseguiram me surpreender com o erotismo na medida certa, dando o toque de sensualidade igual ao do livro. Também neste primeiro mês do ano, temos o lançamento da série "Shadowhunters", adaptação da saga Instrumentos Mortais da Cassandra Clare. O primeiro livro, "Cidades de Ossos" ganhou uma adaptação para o cinema algum tempo atrás, mas não fez muito sucesso (uma pena). Então estou super ansiosa para ver o resultado e muito feliz da Netflix ter comprado os direitos para exibir, simultaneamente.E por último a 6ª temporada de Game of Thrones, que mesmo não tendo assistido a 5ª, quero muito ver a deste ano por motivos de Jon Snow e de não saber sobre os rumos da história.


Nos cinemas ótimos livros vão parar nas telonas, começando em janeiro com o clássico da literatura juvenil, "Escaravelho do Diabo", que se você nasceu nos anos 90 com toda certeza já leu a edição da editora Vaga-Lume. Em março tem a estreia de "Como eu era antes de você", adaptação do livro da Jojo Moyes, que é um dos meus livros preferidos e que queria que estreasse logo. Em meados de outubro Robert Langdon volta para os cinemas, dessa vez no filme "Inferno", do livro de Dan Brown. Em novembro o mundo dos bruxos criado por J.K Rowling volta as telonas, só que dessa vez nada de Harrry, Rony e Hermione, é a vez do "Animais Fantásticos e Onde Habitam". E em 2016 mais um livro do John Green vai virar filme, agora "Quem é você Alasca?" vai ganhar sua adaptação cinematográfica, mesmo sendo o livro que eu menos gosto, quero muito ver o resultado.


E por último os livros que eu estou mais esperando ser lançado esse ano são "A Sereia" da Kiera Cass, primeiro livro dela, antes mesmo de escrever "A Seleção". O mais novo de Robert Galbraith, nossa J.K de bigodes, "Career of Evil", pela sinopse parece que teremos um mistério mais sombrio para Cormoran Strike. E se no cinema terá "Como Eu Era Antes de Você", nas livrarias tem a continuação "Depois de Você", não sei como vou lidar com esse livro. A Galera Record também disse que vai lanças "Maybe Someday" da Coollen Hoover, meu livro preferido de uma das minhas autoras preferida. E por último o primeiro livro da mais nova série da Cassandra Clare, "Lady Midnight", em que as personagens apareceram no último livro de "Os Instrumentos Mortais" e já me encantaram desde primeira.


Deu pra perceber que estou cheia de expectativas literárias para 2016, espero que nenhuma delas me decepcione, como as de 2015. Então partiu juntar dinheiro, porque para comprar esse tanto de livro e ir no cinema vai ter que ter muito dinheiro ou se não pedir pra Dilma um Bolsa Literatura.

Até o próximo post!

08 janeiro 2016

Playlist de Dezembo

Acabou 2015 e dezembro já chegou ao fim a muitos dias, então já está mais que na hora de soltar a playlist de dezembro, que foi pequenina, porque trabalhei tanto que não tive tempo de ouvir nem música direito. Mas ainda assim deu pra montar uma listinha de favoritas do último mês do ano.


Comecei no clima natalino super viciada em "Carol of the bells" e "Silence is all you know", música da Katherine Jenkins para o episódio de Natal de Doctor Who. As duas muito maravilhosas, que eu escutei várias vezes.

Carol Of The Bells

Silence Is All You Know


Mais uma vez American Horror Story foi responsável por me deixar viciada em mais uma música, desta vez foi de "Hotline Bling" do Drake, muito maravilhosa a cena da Liz e da Iris.


Hotline Bling

Fiquei cantando muito também "How deep is your love" do Calvin Harris, "Cheeleader" do OMI e "Não me deixe sozinho" do Nego do Borel.

How Deep is Your Love

Cheeleader

Não Me Deixe Sozinho

Em dezembro eu redescobri "I Can't Feel My Face" do The Weeknd", tipo impossível não fazer dancinha e cantar o refrão loucamente. The Weeknd é muito maravilhoso.

I Can't Feel My Face

Essa foi a trilha sonora do meu dezembro, tomara que neste mês de janeiro, mais músicas por aqui.

Até o próximo post!

04 janeiro 2016

Desafio Literário 2016

E o ano de 2016 já começou e para iniciar o ano com o pé direito, eu resolvi participar de um desafio literário. Como todos os anos eu já coloco uma meta de leitura, então não custa nada tornar essa meta mais divertida participando de uma competição. Abaixo seguem os meses e o desafio, o segundo desafio do mês é opcional, vou tentar fazer os dois quando for possível.

Fiz umas escolhas preliminares, pode ser que essas escolhas mudem de acordo com lançamentos e outro detalhes. Mas por enquanto são essas minhas escolhas:

Janeiro: Suicidas - Raphael Montes (livro de suspense e com mais de 400 páginas)
Fevereiro: Corte de Espinhos e Rosas - Sarah J. Maas (livro com magia)/ Perdido - Maggie Stiefvater (livro com 2 pontos de vista)
Março: Laranja Mecânica - Anthony Burgess (livro que virou filme)/ Serial Killers, A anatomia do mal - Harold Schechter (um livro baseado em fatos reais)
Abril: O Auto da Compadecida - Ariano Suassuna (livro de autor brasileiro)/ O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint- Exupéry
Maio: Dama da Meia Noite - Cassandra Clare (livro que eu gostei da capa)/ O Evangelho Segundo Jesus Cristo - José Saramago (livro do seu ano de nascimento)
Junho: Maybe Someday - Colleen Hoover (um chicklist)/ Persuasão - Jane Austen (livro com mais de 100 anos)
Julho: Wicked - Gregory Maguire (título de 1 palavra)/ Eleanor & Park - Rainbow Rowell (um livro com desfecho triste)
Agosto: Garota Exemplar - Gillian Flynn (livro que todo mundo gostou)/ À Espera de Um Milagre - Stephen King (um livro com a letra A)
Setembro: O Exorcista (livro de terror)/ Aos Teus Pés - Michelle Passos (um livro publicado wattpad ou similar)
Outubro: O Sol é para Todos - Harper Lee (um clássico)/ Menina Má - Willian March (um livro com a letra do seu nome)
Novembro:  A Cor Púrpura - Alice Walker (um livro que você julga pela capa)/Harry Potter e a Criança Amaldiçoada - J.K Rowling (uma peça de teatro)
Dezembro: A Fúria dos Reis - George R. R. Martin (livro que gerou série)/Piada Mortal - Alan Moore (um livro com uma capa de ilustração)

Espero que eu consiga seguir essa listinha direitinho, é só ir acompanhando aqui no blog, no instagram e no meu skoob. Porque as leituras de 2016 já estão a pleno vapor.

Até o próximo post!
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