17 julho 2017

Resenha: Tudo e Todas as Coisas

Sinopse: "TUDO ENVOLVE RISCOS.

NÃO FAZER NADA TAMBÉM É ARRISCADO.
A DECISÃO É SUA.
A doença que eu tenho é rara e famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Não saio de casa. Não saí uma vez sequer em 17 anos. As únicas pessoas que eu vejo são minha mãe e minha enfermeira, Carla.
Então, um dia, um caminhão de mudança para na frente da casa ao lado. Eu olho pela janela e o vejo. Ele é alto, magro e está todo de preto: blusa, calça, jeans, tênis e um gorro que cobre o cabelo. Ele percebe que eu estou olhando e me encara. Seu nome é Olly.
Talvez não seja possível prever tudo, mas algumas coisas, sim. Por exemplo, vou me apaixonar por Olly. Isso é certo. E é quase certo que isso vai provocar uma catástrofe."

Eu acredito que a expectativa sempre estraga tudo, pelo menos pra mim é assim que funciona, pois é só esperar muito de um livro que vou acabar frustrada. Mas quando eu vou sem expectativa nenhuma, na grande maioria das vezes, a leitura fluí melhor e acabo gostando muito do livro. E foi exatamente isso que aconteceu com "Tudo e Todas as Coisas" da Nicola Yoon, um young adult despretensioso que me encantou com sua história de amor.

O livro vai contar a história da Madeline, que sofre de uma doença que a impede de entrar em contato com mundo, por isso ela vive em uma casa especial a 18 anos sem nunca ter saído de lá. Ela segue uma rotina que é abalada quando um novo vizinho muda para a casa ao lado. Olly tem uma vida complicada, mas nem por isso deixa de se aproximar da garota que tem problemas maiores que o dele. Os dois acabam se envolvendo romanticamente.

"Tudo e Todas as Coisas" pode se encaixar no gênero sick lit, mas ele é mais do que isso, o livro de Nicola Yoon vai falar muito mais de correr riscos, que isso sim é viver de verdade. E a autora tem uma escrita divertida e leve, com personagens interessantes e inteligentes. Os diálogos do livro são bem interessantes e o envolvimento do casal principal é natural.

Eu gostei muito do livro, mesmo ele tendo alguns pontos fora da realidade, mas isso não me incomodou e tive uma leitura muito prazerosa, que há muito tempo não tinha com um livro de YA contemporâneo. Bem no estilo John Green e Stephanie Perkins, recomendadíssimo para quem gosta desses dois ou apenas de um bom romance adolescente. 


Até o próximo post!

10 julho 2017

Resenha: Confesse

Sinopse: "Um romance sobre arriscar tudo pelo amor — e sobre encontrar seu coração entre a verdade e a mentira. Da autora das séries Slammed e Hopeless. 
Auburn Reed perdeu tudo que era importante para ela. Na luta para reconstruir a vida destruída, ela se mantém focada em seus objetivos e não pode cometer nenhum erro. Mas ao entrar num estúdio de arte em Dallas à procura de emprego, Auburn não esperava encontrar o enigmático Owen Gentry, que lhe desperta uma intensa atração. Pela primeira vez, Auburn se vê correndo riscos e deixa o coração falar mais alto, até descobrir que Owen está encobrindo um enorme segredo. A importância do passado do artista ameaça acabar com tudo que Auburn mais ama, e a única maneira de reconstituir sua vida é mantendo Owen afastado."

E a rainha dos livros young adult ataca mais uma vez, com mais uma história dea mor cheia de altos e baixos, plot twist e um toque de destino. Isso é o que posso dizer sobre "Confesse", não posso dar muitas informações sobre a trama, acho que o máximo posso dizer é que Auburn tem uma vida complicada, mas tudo começa a melhorar quando ela conhece o Owen, um artista misterioso.

Esse livro se parece bastante com os outros livros da Colleen, o que pra mim não é algo ruim, até porque sou uma grande fã do que ela escreve, porém eu senti que as coisas estão mais aceleradas nessa história que nas outras e que temos mais empecilhos do que o normal. Por esses motivos ele não ganhou 5 estrelas na minha avaliação, mas mesmo assim eu devorei suas páginas em três dias e não consegui me parar enquanto não terminei.

As personagens desse livro são pouco aprofundadas, focando mesmo no relacionamento do casal principal. Gostei muito do Owen, ele é intenso de uma maneira muito maravilhosa. Já Auburn me irritou um pouco, por ser muito passiva em alguns momentos, faltou reação nela enquanto sua vida estava de cabeça para baixo.

"Confesse" não se tornou meu livro preferido da Colleen Hoover, mas foi uma leitura deliciosa, que me tirou da inércia literária que eu estava e movimentou meu ritmo de leituras. Afinal, essa autora é mestre em me ajudar nas ressacas literárias. Um romance lindo e viciante que vale a pena ser lido.

Até o próximo post!

05 julho 2017

Playlist de Julho

Voltamos com a programação normal de playlist do mês, porém agora teremos um formato um pouco diferente, elas viram direto do Spotify. Mas os comentários sobre as escolhas musicais continuam os mesmo. 

Começamos o mês com os lançamentos da diva brasileira Anitta, fiquei viciada em "Paradinha" e "Sua Cara", que é uma parceria com a Pabllo Vittar, que já ganhou meu coração com essa voz maravilhosa. Estamos apenas aguardado o clipe no deserto, ou seja, é provável que ela volte a aparecer aqui no blog.

Depois fiquei muito viciada no álbum do Harry Styles, comentei isso no vídeo da Harry Styles Book TAG. Não consegui escolher apenas uma música, então coloquei todas. Até porque eu não sou obrigada.

Por fim abandonei Harry e comecei a escutar algumas músicas do mais recente álbum do Bastille, que é uma das minhas bandas preferidas da vida. As escolhidas da vez foram "Glory" e "Warmth". Mas estou ouvindo o CD inteiro e pode ter certeza que vou me encantar por mais alguma música.


Até o próximo post!

03 julho 2017

Resenha: A Bússola de Ouro

Sinopse: "O primeiro volume da trilogia Fronteiras do Universo, de Philip Pullman, se passa em um mundo muito parecido com o nosso — mas com algumas curiosas diferenças. Ciência e religião se confundem. Todo ser humano possui um dimon, um animal inseparável que na infância toma várias formas. E existe um raríssimo objeto que aponta a verdade, mas ninguém sabe fazê-lo funcionar.
Lyra é uma menina levada que vive na tranquila cidade universitária de Oxford, na Inglaterra. Lá, crianças começam a desaparecer. E quando seu grande amigo Roger, some, Lyra parte em sua busca, disposta a desafiar seus próprios temores.
Na paisagem árida do Norte, onde tenta encontrar Roger, Lyra enfrenta uma terrível conspiração que faz uso de crianças-cobaias em sinistras experiências. Entre ursos usando armadura e bruxas que sobrevoam as sombrias geleiras, Lyra terá que fazer alianças inesperadas se quiser salvar o amigo de seu trágico destino."

"A Bússola de Ouro" é o primeiro livro da série Fronteiras do Universo do Philip Pullman, em que  os seres humanos tem a sua alma externamente, na forma de um animal. Como todo primeiro livro de uma série ou trilogia em um primeiro momento temos uma leitura mais arrastada, até porque o autor precisa nos inserir naquele novo universo. O mundo criado por Philip Pullman é bem complexo em sua mitologia e cheio de críticas a religião.

Em um primeiro momento temos a impressão de que o livro é mais um young adult de fantasia, mas não, pra mim podemos encarar esse livro como fantasia adulta. Mesmo que tenhamos uma personagem infantil, animais falantes, bruxas e muita magia, esse livro não é nada infantil e tem críticas bem pesadas a imagem da igreja.

Neste primeiro momento não consegui me envolver com os personagens, eles ainda não tiveram a chance de se mostrar profundamente. Lyra é uma protagonista interessante, muito esperta. Ela vai descobrindo os mistérios que envolve sua própria vida e o que a Igreja quer esconder, então ao mesmo tempo que nós ela está sendo inserida em todo aquele universo junto com o próprio leitor. 

Achei o livro muito bom, com uma construção de narração bem amarrada, um universo fantástico bem complexo e personagens com potencial. Porém achei a história um pouco arrastada e me senti perdida até começar a entender o que era o pó. Mas não vou desistir da trilogia e já estou curiosa com o que vai acontecer a Lyra depois daquele final.

Até o próximo post!

26 junho 2017

Resenha: Casos de Família - Arquivos Richthofen e Arquivos Nardoni

Sinopse: "O assassinato do casal Richthofen e de Isabella Nardoni foram reunidos em um só livro e trazem novos detalhes observados por quem estava nos bastidores. A criminóloga Ilana Casoy, em CASOS DE FAMÍLIA: ARQUIVOS RICHTHOFEN E ARQUIVOS NARDONI, abre pela primeira vez seus cadernos de anotações utilizados durante a pesquisa na Polícia Civil, Científica e Ministério Público dos dois crimes, tudo isso com a qualidade quase psicopata de edição, uma marca registrada de todos os títulos da DarkSide® Books.
A pedido da editora, Ilana Casoy mergulhou em suas anotações particulares que está de volta com mais uma luxuosa reedição de suas obras, incluindo os inéditos fac-símiles de seus cadernos secretos. Primeira autora nacional da DarkSide®, Ilana traz para seus leitores o mistério desvendado de comentários originais dela mesma no desenrolar dos acontecimentos e descobertas. Além de acompanhar passo a passo o rumo das investigações e julgamento dos assassinos que romperam a linha da lei e do sagrado, os sentimentos e dúvidas da autora ficam agora expostos ao público.
Em “Arquivos Richthofen” o leitor vai acompanhar o comportamento dos três assassinos — as contradições e os erros decisivos; a distância de Suzane ao relatar os fatos, o descontrole de seu namorado Daniel na reprodução simulada do crime, os depoimentos e técnicas de investigação da polícia, dos médicos legistas, peritos e especialistas, que não deixaram outra alternativa aos culpados que confessar os assassinatos brutais. A grande novidade fica por conta da transcrição inédita do emblemático debate entre acusação e defesa, com o objetivo de oferecer os detalhes do julgamento nunca publicados.
Em “Arquivos Nardoni” o mergulho é em um dos casos criminais mais polêmicos já ocorridos no Brasil, que contou com um qualificado trabalho da polícia técnico-científica — única “testemunha” do crime. Ilana reconstrói os cinco dias do julgamento de Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella de Oliveira Nardoni, condenados pelo assassinato dela. A autora foi colaboradora do Ministério Público, que, com a ausência da confissão dos réus, trabalhou com provas periciais irrefutáveis para confrontar a versão do casal no tribunal do júri."

Casos de Família vai abordar dois crimes em família que chocaram o Brasil. O primeiro é o da família Von Richthofen, que foi assassinada pela filha mais velha, o namorado e o cunhado. O segundo é o caso de Alexandre Nardoni e sua esposa, que jogaram a menina Isabella pela janela do apartamento em que moravam. Cada qual abordado de uma maneira diferente, porém os dois possuem anotações originais de Ilana Casoy enquanto acompanhava o desdobramentos desses crimes.

Os Arquivos Richthofen são divididos em dois momento, o primeiro vai contar desde o crime até o momento da confissão dos responsáveis. O segundo vai ser a transcrição dos debates finais do julgamento de Suzane e dos irmãos Cravinhos. A primeira fluí bem rápida com a narração da própria Ilana, que tem uma escrita muito boa e de fácil compreensão. Já a segunda parte tem um ritmo mais lento, afinal, são as falas dos advogados e como eles falam. Pra mim foi o único momento em que a leitura foi mais arrastada. Além das anotações da Ilana a editora também colocou imagens da reconstituição do crime.

Os Arquivos Nardoni vão ser o relato da Ilana Casoy dos dias de julgamento do casal Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá. A leitura fluí muito melhor nesta segunda parte, porque como disse a escrita da autora é muito envolvente, parecia até que eu estava naquele tribunal assistindo as mentiras do casal Nardoni. Ilana descreveu tudo que acontecia no local com maestria, que em alguns momentos tinha impressão de que aquilo tudo não era real e sim um filme.

Casos de Família é um livro para quem gosta da temática Crime Scene, cheio de detalhes e bem cru. Não é uma leitura fácil, apesar da escrita fluída da Ilana Casoy, a temática é pesada e assusta ver o quanto o ser humano é cruel e imprevisível. Em vários momentos me indignava com a frieza de Suzane ou com a falsidade dos Nardoni. Mas apesar disso foi uma leitura muito esclarecedora e cheia de informações. Aprovadíssimo! DarSide Books já pode lançar mais livros da Ilana.

Até o próximo post!

18 junho 2017

Harry Styles Book TAG



  1. Carolina: Um livro que tenha um casal que você shippou desde o começo
  1. From the Dining Table: Um livro melancólico a ponto de te deixar triste
  1. Two Ghosts: Um casal literário que você nunca vai superar, independente deles terem terminado juntos ou não
  1. Woman: Um livro que tenha muita representatividade feminina
  1. Sign Of The Times: Um livro que seja o primeiro do autor/autora e você já se apaixonou pela escrita
  1. Only Angel: Uma personagem porra louca que você ama
  1. Sweet Creature: Um autor ou autora que você sempre volta a ler quando quer sair da ressaca literária


 Até o próximo post!

13 junho 2017

Resenha: Ladrões de Sonhos

Sinopse: "Ladrões de sonhos, o segundo volume da Saga dos Corvos, traz de volta a imaginação selvagem e as reviravoltas eletrizantes que somente uma autora original como Maggie Stiefvater é capaz de criar.

Ao lado de Blue, os garotos corvos — o privilegiado Gansey, o torturado Adam, o espectral Noah e o sombrio e perigoso Ronan — continuam sua busca pelo lendário rei galês Glendower. Mas suas explorações enfrentam um duro contratempo conforme segredos, sonhos e pesadelos começam a enfraquecer a linha ley — um canal invisível de energia que conecta lugares sagrados e que pode levá-los até o rei.
Será por isso que a floresta mística de Cabeswater sumiu inexplicavelmente? Quem é o misterioso Homem Cinzento e por que ele está procurando o Greywaren, uma relíquia que permite tirar objetos de sonhos? E o que isso tem a ver com o indecifrável Ronan?
Conforme Blue e os garotos corvos procuram respostas a essas e outras questões, o perigo que os envolve se torna cada vez mais real, e será preciso apostar todas as fichas nessa aventura enigmática."

Eu demorei três anos para ler o segundo livro da Saga dos Corvos da Maggie Stiefvater, por dois motivos, o primeiro dele são os preços desses livros que estão um pouco salgado e segundo porque não havia gostado muito do primeiro livro "Os Garotos Corvos". Mas por que eu não gostei do livro anterior? Acho que o principal motivo é a maldição do primeiro livro de fantasia, em que todo aquele universo tem que ser explicado e esse universo em especial era muito complexo para mim, então não peguei a magia da história e só fui me envolver com a história no final.

Depois de uma leitura bem fraca no primeiro livro, finalmente o estranhamento passou e eu consegui me encantar pela história da Saga dos Corvos, graças ao incrível "Ladrões de Sonhos" que me fez reviver a delícia de se ler um livro da Maggie Stiefvater. A autora consegue criar uma história diferente de tudo que a gente está acostumado no mundo dos young adults de fantasia, temos ali algo muito novo e tão mágico que é impossível não se encantar pelo universo. Neste segundo livro os mistérios envolvendo as linhas ley, Cabeswater e Glendower começam a fazer mais sentido. 

É preciso sempre exaltar as personagens dessa saga, que são bem diversas e cheias de camadas. E se na minha resenha anterior disse que gostei muito da Blue e do Gansey, nesse livro tudo foi confirmado e já torço desesperadamente por esse casal. Porém nesse livro passei a gostar de alguns outros personagens como Ronan Lynch, que ser maravilhoso, com uma história fantástica. Esses três me chamam a atenção, porém todos são incríveis, cheios de camadas e com personalidades tão diferentes um dos outros.

"Ladrões de Sonhos" revela muita coisa, porém temos ainda muitas pontas soltas na história, mas a autora já conseguiu me envolver com a trama de Henrietta, fazendo com que eu deseje ardentemente ler os próximos livros. Como é bom ver que Maggie Stiefvater nunca decepciona.

Até o próximo post!


05 junho 2017

Resenha: Antes que eu vá

Sinopse: "Samantha Kingston tem tudo: o namorado mais cobiçado do universo, três amigas fantásticas e todos os privilégios no colégio que frequenta: desde a melhor mesa do refeitório à vaga mais bem-posicionada do estacionamento. Aquela sexta-feira, 12 de fevereiro, que seria apenas mais um dia de sua vida mágica e perfeita, acaba sendo seu último — mas ela ganha uma segunda chance. Sete “segundas chances”, na verdade. Ao reviver aquele dia vezes seguidas, Samantha vai tentar desvendar o mistério que envolve a própria morte – e, finalmente, descobrir o verdadeiro valor de tudo o que está prestes a perder."

Sempre via "Antes que eu vá" a venda na livrarias e nunca me interessei, até porque a capa anterior era bem aterrorizante (julgo livro pela capa sim), mas quando saiu o primeiro filme da adaptação para o cinema fiquei bem interessada pela história da garota que sofre um acidente de carro e fica revivendo aquele dia, para poder entender o que fez de errado e o que precisa dar valor. Porém eu não esperava me incomodar tanto com um livro.

A primeira coisa que você precisa saber sobre "Antes que eu vá" é que é um livro sobre bullying, porém a personagem principal não é quem sofre com as "brincadeiras" e "implicâncias", ela é a causadora disso. Então já é de se esperar que ela não seja muito legal, afinal ela zomba, mau trata, aproveita e humilha as pessoas que não são tão populares. A garota aina é rodeada por amigas que deixariam Regina George e as poderosas no chinelo, com toda sua crueldade.  E isso foi um dos principais motivos de me irritar com esse livro, porque não me identificava com aquelas personagens, achava elas fúteis e não me importava com o que ia acontecer com cada uma. Porque autora tentando justificar as ações, aquelas garotas eram terríveis e sem nenhum motivo verdadeiro.

O livro vai mostrando as sete segundas chances de Samantha e em cada uma das vezes ela age de uma determinada maneira, mas pra mim no fundo ela sempre foi egoísta. Até mesmo quando ela resolve fazer o que era certo, ela resolve ficar com o cara incrível e perdoar as amigas babacas. E pra mim ela não se redimiu, ela causou tudo aquilo, junto com suas amigas bully. Claro que o livro  não é de todo ruim e durante uma de suas segundas chances você percebe que a Samantha se esforça para melhorar e se torna muito mais interessante, infelizmente isso acontece nas 50 últimas páginas, ou seja, pra mim a leitura foi em grande parte irritante.

Mesmo não tendo gostado de "Antes que eu vá" tem alguns pontos que me interessaram bastante como a lição de que muitas vezes você é conivente com situações ruins, simplesmente para não se tornar alvo, ou de que devemos dar valor as pessoas que nos amam e deixar de lado as aparências. Teve também três personagens que me conquistaram por serem Anna Cartullo, Kent e Izzy que não tem vergonha de quem são e dão de mil em Samantha e suas amiguinhas.

Infelizmente esse livro não funcionou pra mim, pode ser porque já fui alvo de bullying e não consigo sentir pena de quem expõe outras pessoas a humilhações, simplesmente porque é popular e o outro é diferente. Mas pode ser que funcione para você.

Até o próximo post!

31 maio 2017

Resenha: Memórias de uma Gueixa

Sinopse: "Olhos cinza-azulados. Muita água em sua personalidade, é o que diz a tradição japonesa. A água que sempre encontra fendas onde se infiltrar, cujo destino não pode ser detido. Assim é Sayuri, uma das gueixas mais famosas de Gion, o principal distrito dessa arte milenar em Kioto. Com um olhar, ela é capaz de seduzir. Com uma dança, ela deixa os homens a seus pés. O que ninguém sabe é que, por trás da gueixa de sucesso, há um passado de perdas e desilusões de uma mulher que, desde o dia em que o pai a vendeu como escrava, fez cada uma de suas escolhas motivada pelo amor ao único homem que lhe estendeu a mão. Neste livro acompanhamos sua transformação enquanto ela deixa para trás a infância no vilarejo pobre e aprende a rigorosa arte de ser uma gueixa: dança e música, quimonos e maquiagens; como servir o chá de modo a revelar apenas um vislumbre da parte interna do pulso; como sobreviver num mundo onde o que conta são as aparências, onde a virgindade de uma menina é leiloada, onde o amor é considerado uma ilusão. Já idosa, vivendo nos Estados Unidos, ela narra suas memórias com a sabedoria de quem teve uma vida longa e o lirismo de quem soube encontrar nela seu lado mais doce. Neste relato único, que reúne romance, erotismo e, muitas vezes, a dura realidade, Arthur Golden desenvolve uma escrita refinada e dá voz a uma personagem instigante e humana que conquistou milhões de leitores em todo o mundo."

O que são as gueixas? Artistas, prostitutas, amantes? Tudo isso é um mistério para grande parte dos ocidentais, ninguém entende muito bem o que são aquelas mulheres em quimonos luxuosos e maquiadas de forma tão artística. E em "Memórias de uma Gueixa", Arthur Golden nos apresenta esse universo através das memórias de Sayuri.

Sayuri não existiu de verdade, mas a introdução do livros cria a atmosfera de que tudo que será narrado neste livro será real. Começamos acompanhando a gueixa quando ela ainda era criança, morava com o pai pescador em uma vila e se chamava Chiyo até os dias atuais em que ela é uma famosa gueixa.

Sayuri desde sempre é sonhadora e sempre é enganada e levada por caminhos diferentes dos que ela quer, E ela sempre aceita tudo e procura retornar a seu objetivos, como água que se molda ao meio que está, e é exatamente isso que as pessoas dizem quando olham para seus olhos cinzentos. Em contraponto a toda essa aceitação temos Hatsumomo, a grande antagonista desse livro, ela é como o fogo, destrói tudo por onde passa. Todas as duas são personagens cheias de camadas e muito bem construídas.

Além das mulheres temos os personagens masculinos, que estão ali para serem bem tratados e entretidos pelas gueixas. E desde o primeiro momento percebemos que Sayuri tende a se encantar pelos homens que são bondosos com ela, podemos perceber isso na primeira forte figura masculina que surge em sua vida, o senhor Tanaka, que em muito se parece com o presidente, grande amor da vida de Sayuri. Então para contrapor esses homens sempre tão atenciosos temos Nobu, um homem amargo que sempre diz o que pensa, mas que é encantado pela gueixa.

Em vários momentos do livro me incomodava a passividade de Sayuri e as atitudes dela em alguns momentos, porém ao longo da história o autor consegue te mostrar que as escolhas dela não são como a de todo mundo, ela é uma gueixa e a vida dela não é simples, ela não terá uma história de amor convencional. E acho que tudo isso é ainda mais bonito a partir do momento em que vemos a teia do enredo bem tecida e com a justificativa de que o destino ajudou todos os personagens a chegarem até ali.

Memórias de um Gueixa não é apenas uma história de amor, é a história de uma vida, de uma mulher que fez de tudo para ir de encontro a seus sonhos. Mas uma história de memórias do Japão, porque vemos ali o relato do período de guerra e o que essa guerra causou em um lugar de tanta arte e beleza. Um livro maravilhoso tanto para quem gosta de romance, quanto para quem gosta de aprender sobre a cultura de outros países ou simplesmente uma leitura muito prazerosa.

Obs; Se você tal como eu já assistiu ao filme, verá que temos um final a frente de como ele termina. O que pra mim foi bem interessante.

Até o próximo post! 

22 maio 2017

Resenha: Outlander - A Libélula no Âmbar

Sinopse: "Claire Randall guardou um segredo por vinte anos. Ao voltar para as majestosas Terras Altas da Escócia, envoltas em brumas e mistério, está disposta a revelar à sua filha Brianna a surpreendente história do seu nascimento. É chegada a hora de contar a verdade sobre um antigo círculo de pedras, sobre um amor que transcende as fronteiras do tempo... e sobre o guerreiro escocês que a levou da segurança do século XX para os perigos do século XVIII.
O legado de sangue e desejo que envolve Brianna finalmente vem à tona quando Claire relembra a sua jornada em uma corte parisiense cheia de intrigas e conflitos, correndo contra o tempo para evitar o destino trágico da revolta dos escoceses. Mesmo com tudo o que conhece sobre o futuro, como será possível salvar a vida de James Fraser e da criança que carrega no ventre?"

E Diana Gabaldon conseguiu o feito que muitos autores falham, que é fazer um segundo livro de uma série ser tão bom quanto o primeiro. O livro dois da série "Outlander" consegue ser tão envolvente quanto o primeiro e ter uma história que completa perfeitamente o livro anterior. "A libélula no âmbar" já começa 20 anos depois de Claire ter retornado para o seu tempo, exatamente, ela abandonou Jamie e voltou para Frank, carregando uma criança do guerreiro escocês. Agora ela está de volta a escócia com sua filha Briana, para contar sua história no século XVIII.

O livro dois é maior que "A viajante do tempo", com mais de 900 páginas, mas para mim a leitura fluiu e 100 páginas passavam como se fossem nada. O livro é cheio de acontecimentos e reviravoltas, começando com as revelações de Claire a filha, seguido pela chegada dos Fraser a França, a volta a Escócia, a Guerra de Charles Stuart e por fim as descobertas de Claire sobre os que ficaram no passado. Como sempre os momentos oscilam em felicidade e tragédias, porque o casa Jamie e Claire não conseguem ficar longe de confusões.

Além dos vários acontecimentos desse livro, temos também as consequências das ações  do livro anterior. O casal precisa aprender a lidar com os traumas de Jamie em Wentworth, a intensidade do amor que um sente pelo outro e até mesmo a escolha de Claire em viver no passado com Jamie. Mas tudo isso só nos mostra o quanto a união e o amor de um sente pelo outro é forte, impossível não se encantar por essa história de amor.

Outlander é uma série de romance muito boa, mas não podemos nos esquecer do lado histórico, que pra mim é um ponto fortíssimo nesta série. É delicioso em meio a toda a magia criada por Diana termos ainda um vislumbre da história da Escócia.

Se no primeiro livro já me apaixonei por Outlander, em "A libélula no âmbar" tudo foi confirmado e já me tornei uma grande fã, que está esperando ansiosamente pelos próximos livros.


Até o próximo post!

15 maio 2017

Resenha: The Beauty of Darkness

Sinopse: "A trilogia Crônicas de Amor e Ódio chega ao fim de maneira arrasadora. A história de Lia inspirou muitos leitores a embarcarem em uma jornada extraordinária repleta de ação, romance, mistérios e autoconhecimento, em um universo deslumbrante criado pela premiada escritora Mary E. Pearson, onde o poder feminino é a força motriz capaz de mudar e fazer toda a diferença no novo mundo em construção.
Lia sobreviveu a Venda, mas não foi a única. Um grande mal pretende destruir o reino de Morrighan, e somente ela pode impedi-lo. Com a guerra no horizonte, Lia não tem escolha a não ser assumir seu papel de Primeira Filha, como uma verdadeira guerreira — e líder.
Enquanto luta para chegar a Morrighan a tempo de salvar seu povo, ela precisa cuidar do seu coração e seus sentimentos conflituosos em relação a Rafe e as suspeitas contra Kaden, que a tem perseguido. Nesta conclusão de tirar o fôlego, os traidores devem ser aniquilados, sacrifícios precisam ser feitos e conflitos que pareciam insolúveis terão que ser superados enquanto o futuro de todos os reinos está por um fio e nas mãos dessa determinada e inigualável mulher."

Chegamos ao último livro da trilogia "Crônicas de Amor e Ódio" da Mary E. Pearson, publicado no Brasil pela DarkSide Books. Os livros narram a história da princesa Lia, uma jovem de um reino chamado Morrigan, que tem um dom de pressentir o que pode acontecer e que foge de um casamento arranjado com um príncipe de um reino vizinho. Porém a história passou por várias reviravoltas e em seu último livro tudo foi diferente.

Começamos "The Beauty Darkness" logo após Lia e Rafe conseguirem fugir de Venda. Ela está desesperada para voltar a Morrighan para avisar sobre o exército do Komizar e Rafe quer apenas voltar para Dalbreck e manter a amada em segurança. E é aí que o casal principal começa a ter sérios problemas, afinal, cada um tem uma missão. E foi quando Mary E. Pearson resolveu transformar o Príncipe Jaxon em um machista típico dos livros YA, que só querem saber de proteger a mulher, sem saber o que ela quer. Porém nesse conflito é que a Lia resolve surgir como uma mulher emponderada, certa de seus objetivos e corajosa, o que pra mim foi o ponto forte desse livro.

Acredita-se que no caso do casal principal entrar em conflito, o terceiro membro do triângulo amoroso entraria em cena e poderia mudar o rumo da história. Porém, Kaden o todo poderoso assassino de Venda, que já não era um dos personagens mais queridos por mim, se torna um grande assessório, ele não declara seu amor mais e muito menos defende suas crenças, ele apenas segue a Lia e aceita tudo que ela lhe manda fazer. Tudo o que me fez acreditar que ele teria uma participação maior na história foi esquecido pela autora e se perdeu em um final muito de sessão da tarde.

Como todos os encerramentos de séries de fantasia young adult, o último livro traz o enfrentamento final entre a mocinha e o vilão. O tempo inteiro Lia sente o Komizar se aproximando através do dom, ela teme encontrá-lo, então grande parte da leitura você é preparado para esse encontro, mas quando finalmente chega a solução é tão simplória que decepciona.

Além desses problemas que contei anteriormente, a trilogia não cumpre o que promete, que é ser uma série de de fantasia, porque toda a magia não é explicada nem bem explorada, sendo apenas um fato de que Lia tem o dom, que sente e vê coisas. Toda aquela magia me pareceu apenas uma crença religiosa.

Por fim temos um final muito bom, principalmente se vermos que toda história tem altos e baixos, mas a autora me surpreendeu e conseguiu fazer um fechamento melhor do que o de várias séries conhecidas por aí. Gostei bastante. Porém como já disse diversas vezes a história não me emocionou e não ganhou espaço na minha lista de favoritos.

Obs: Outra coisa que me incomodou bastante foi os diversos erros de revisão na edição que tem um trabalho gráfico maravilhoso, mas que peca nesse quesito. DarkSide tem que ficar um pouco mais atenta a isso, para não se tornar apenas uma capinha bonita.

Até o próximo post!

08 maio 2017

Resenha: Diário de uma Escrava

Sinopse: "Laura é uma menina sequestrada e jogada no fundo de um buraco por alguém que todos imaginavam ser um bom homem. Ela vê sua vida mudar da noite para o dia, e passa a descrever com detalhes sinistros e íntimos cada dia, cada ato, cada dor que o sequestro e o aprisionamento lhe fazem passar. Estevão é homem casado, trabalhador, pai de família, mas que guarda em seu íntimo uma personalidade psicopata. Ele percorre ruas e cidades se apossando da vida de meninas ainda muito jovens, pois dentro de si uma voz afirma que é dele que elas precisam. Mergulhando fundo nessa fantasia, ele destrói vidas, famílias e sonhos, deixando atrás de si um rastro de dor e morte.
Narrado em parte em forma de diário, o livro acompanha mais de quatro anos da vida de Laura em um buraco embaixo da terra, período em que algo dentro dela também se modifica de uma forma inimaginável em busca da única maneira para sobreviver. Publicado originalmente na plataforma digital Wattpad, onde já teve mais de um milhão e meio de leituras, DIÁRIO DE UMA ESCRAVA apresenta um retrato duro, cruel, abominável, mas infelizmente corriqueiro no Brasil e em todo o mundo.
Através de Laura, raptada ainda adolescente por um homem que ela chama de “Ogro”, a autora denuncia os diversos tipos de violência que muitas mulheres são obrigadas a suportar em silêncio e nas sombras da sociedade. O “Ogro”, um homem aparentemente comum, honesto e “acima de qualquer suspeita”, mantém Laura presa em uma casa afastada, onde abusa dela sexual e mentalmente, alegando ser ela o seu verdadeiro amor. Laura, compreensivelmente, só pensa em escapar dali. Mas agora ele parece estar mudando. Será que é o melhor momento mesmo para fugir?... Bem, isso você vai ter que ler para descobrir."

"Diário de uma Escrava" não é um livro que você indica, afinal, temos um tema pesado, denso e que pode incomodar algumas pessoas. Ro Mierling vai contar através da Lara a história de uma garota que foi sequestrada e mantida em um buraco por quatro anos, vivendo diariamente com abusos físicos e psicológico. 

A escrita  do Ro Mierling é bem simples e fluída, mas ela não poupa descrições gráficas no livro, em vários momentos teremos cenas de estupro, o que dificulta bastante a leitura. Eu tentei ler o mais depressa possível por sentir que aquilo me fazia mal.

O livro não é perfeito e tem vários pontos que me incomodaram, como em alguns momentos em que o narrador muda do nada e ele não tem voz própria, com uma linguagem muito parecida com a da Laura. Tem também alguns personagens que são inseridos na história, porém não acrescentam nada e se perderam no final de tudo. E falando o final, achei uma conclusão muito surreal e muito filme, sendo que a autora tinha um tema que poderia ter sido bem aproveitado e ter um fechamento mais real.

Terminei a leitura com a sensação de que o tema me incomodou, mas que no fundo a autora precisa melhorar muito em sua narrativa e construção do enredo. Então, digo que o livro não é dos melhores, mas em parte cumpriu seu papel de retratar os terrores vividos por mulheres sequestradas e abusadas.Eu pelo menos, suspeito de todos ao meu redor depois de conhecer o Ogro.

Até o próximo post!

07 maio 2017

Playlist Abril

Depois de um leve atraso, finalmente venho aqui liberar a playlist de abril, que foi um mês todo dedicado a minha mais nova paixão musical, o K-Pop. Sim, me rendi ao pop coreano e não consigo mais viver sem ele. Tudo isso aconteceu graças aos vídeos de Reagindo a K-Pop espalhados  pelo You Tube. Comecei nesse universo pelas girl band, escutando BLACKPINK, formada por quatro integrantes, que é completamente nova no mercado, mas já me pego com "Boombayah" e "Whistle". As meninas são incríveis, lindas e suuper estilosas (quero todas as roupas que elas usam).

BLACKPINK - Boobayah
BLACKPINK- Whistle

Ainda no mundo das girlband fiquei viciada em "I am the beast" do 2ne1, que já se desfez no ano passado, mas essa música é muito viciante. Mesmo o grupo tendo se desfeito a líder (que é minha favorita), CL, segue em carreira solo, em uma vibe mais hip hop. Adoro "Hello Bitches", que não perde em nada para as cantoras do mesmo estilo norte-americanas.

2ne1 - I am the beast
CL - Hello Bitches

Depois parti para as boy bands, mas nenhuma conquistou meu coração como BigBang, que é composta  por 5 integrantes e já está no mercado a muito tempo (os integrantes são mais velhos também). Gostei bastante deles porque eles sempre tem músicas animadas cheias de batidas dance e um pezinho lá no hip hop (que eu tenho uma queda. Comecei pelo básico como "Fantastic Baby" e "Bang Bang Bang", mas logo já estava viciada em "Fxxk it" que é a música mais recente deles, que é muito maravilhosa.

BIGBANG - Fantastic Baby

BIGBANG - Bang Bang Bang

BIGBANG - Fxxk It

Acho incrível que o BIGBANG tem umas músicas que são duetos  entre alguns integrantes, aqueles que tem mais afinidade musical e vocal. Como já disse eu curto mais aquela vibe hip hop, então adorei duas músicas nesse formato cantadas em dueto pelo grupo. A primeira é "Good Boy" (minha favorita de tooooodaaaassss, que tem simplesmente a melhor coreografia) e "Zutter" (apenas a melhor dança no banheiro. kkkk).

GD X TAEYANG - Good Boy
GD & T.O.P - Zutter

Vocês devem ter percebido que um integrante em especial ganhou meu coração, sim G-Dragon é meu BIGBANG favorito, por ser todo performático, ícone fashion, ter uma voz linda, dançar maravilhosamente bem e claro por ser o membro mais voltado para o hip hop. Então só as músicas dele com o grupo não me satisfizeram, então fui atrás das da sua carreira solo, que são incríveis. Vamos começar com "Crayon", depois "Coup D'Etat" (qué é uma parceria com Diplo e Baauer), "One of Kind" (minha preferida dele) e por fim a mais romântica que é "Crooked"

G-Dragon - Crayon
G-Dragon -Coup D'Etat
G-Dragon - Onde of Kind
G-Dragon -Crooked

Não satisfeita com as músicas coreanas do G-Dragon fui atrás das parcerias dele com famosos norte americanos e fiquei viciada na mesma proporção em "Dirty Vibe", que é com a CL também, e "Temple" que é uma parceria entre Baauer e M.I.A. Afinal o cara é muito talentoso e é incrível o quanto ele nasceu para ser artista.

Skrillex - Dirty Vibe with Diplo, CL, & G-Dragon 

Baauer - Temple ft. M.I.A., G-DRAGON

Provavelmente todos citados nesse post vão começar a aparecer constantemente nas playlists, principalmente G-Dragon que vai sair em turnê esse ano. Mas um conselho, deem uma chance ao K-pop, as músicas são muito boas e os grupos tem treinamento quase de exército para se tornarem o que são. Apesar de toda a estética exótica que eles tem, eles são muito talentosos.


Até o próximo post!

01 maio 2017

Resenha: Contos da Academia de Caçadores de Sombra

Sinopse: "Os Caçadores de Sombras estão de volta numa novíssima aventura. Todas as histórias são verdadeiras. E, dessa vez, Simon Lewis está pronto para contar a dele.
Numa história contada em 10 contos que revisitam o passado dos Caçadores e aponta para uma nova direção, Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson e Robin Wasserman presenteiam os fãs da série com uma jornada de tirar o fôlego, cheia dos personagens que todos já amam.
Simon não se lembra do seu passado, das aventuras que viveu ao lado dos amigos... Nem sequer sabe quem é, de fato. Então, quando a Academia de Caçadores de Sombras reabre, o rapaz mergulha nesse novo mundo, determinado a se reencontrar. Mesmo sem ter certeza de que quer voltar a ser aquele velho Simon de antes.
Mas o local é muito hostil e Simon acaba enxergando muitos problemas em sua nova escola. Como o fato de os alunos mundanos serem obrigados a viver no porão, ou sofrerem com as piadas e os preconceitos dos Nephilim.
Numa jornada para se redescobrir, para voltar a se reconhecer entre os antigos amigos, como Clary Fairchild e sua amada Isabelle Lightwood (mesmo que ele não se lembre desse amor), Simon vai descobrir que pode ser mais do que antes. Que seu destino como Caçador de Sombras vai muito além de sua missão de voltar a ser quem era."

"Contos da Academia dos Caçadores de Sombra" é mais um livro de contos do universo dos Caçadores de Sombra, criado pela Cassandra Clare, se em seu primeiro livro desse formato o foco foi na vida de Magnus Bane, agora temos Simon Lewis como o personagem principal. Esses dois personagens tem em comum serem personagem secundários que encantaram aos fãs de "Os Instrumentos Mortais" e mereciam um livro que se focasse neles. 

Como em "As Crônicas de Bane" a Cassandra Clare teve ajuda de outras autoras. A escrita continua tão deliciosa, com personagens já velhos conhecidos da gente. Porém parece que desta vez Cassandra Clare resolveu deixar bem explícito sua inspiração em Harry Potter, impossível não ter essa sensação quando vivenciamos a Academia de Caçadores de Sombra. 

Esse livro vem cheio de histórias sobre os antepassados de famosas famílias dos Caçadores de Sombra e claro com velhos e novos conhecidos nossos como Will, Tessa e Jem. Temos também a aparição dos personagens que integram as novas séries da Cassie, como os Blackthorne e os filhos de Tessa e Will. 

Claro, que o foco principal da história é a nova vida do Simon, que perdeu suas memórias em "Cidade do Fogo Celestial". Apesar de termos tido a impressão de que todos os problemas tinham sido resolvidos, não foi bem isso que aconteceu, Simon não consegue lidar com as expectativas dos amigos e com o buraco em sua vida, então ele segue para a Academia para conseguir se tornar o famoso Simon Lewis que lutou na guerra contra Sebastian.

Como sempre a autora dá um show de diversidade, com personagens de todos os tipos. E o que eu mais acho incrível é que eles são assim, não é preciso por que, eles apenas são o que são. É tão bom ter tanta representatividade, fugindo dos típicos personagens padrões dos livros YA. Fora, que Cassandra arrasa em suas personagens femininas cheias de Girl Power.

Um livro para matar saudades e entender velhos personagens caçadores de sombra. Mas apenas um sinal de Cassandra não vai parar de escrever sobre esse universo, porque ela está cheia de material.

Até o próximo post!


24 abril 2017

Resenha: O Apanhador no Campo de Centeio

Sinopse: "Um garoto americano de 16 anos relata com suas próprias palavras as experiências que ele atravessa durante os tempos de escola e depois. Revela tudo o que se passa em sua cabeça. O que será que um adolescente pensa sobre seus pais, professores e amigos?"

"O Apanhador no Campo de Centeio" foi publicado como livro pela primeira vez em 1951 e é um dos livros mais lidos e comentados no mundo. Entre os que amam e os que odeiam a história de Holden Caulfield, há também várias polêmicas, como o caso do assassino de John Lennon que afirmou ter matado o cantor por causa do livro. Mas afinal do que se trata esse livro?E por que ele é tão importante na literatura?

O livro escrito por Salinger vai narrar um final de semana da vida do jovem Holden Caulfield, um jovem de 16 anos que acaba de ser expulso da escola, mas ao invés de voltar para casa fica perambulando por Nova Iorque. O narrador da história é o próprio garoto, que utiliza de uma linguagem coloquial cheia de gírias e palavras de baixo calão. Pode-se dizer que esse livro é um dos  primeiros Young Adults, afinal vamos ter um jovem contando sobre as algúrias da sua vida.


A narração é feita com o recurso de fluxo de pensamento, então Holden oscila e mistura suas histórias. Em certo momento ele até disse que gosta de quando uma pessoa conta uma história e a mistura com outra, coisa que ele faz a todo tempo.

A primeira impressão que temos é de que Holden é um adolescente reclamão, que se incomoda com tudo e com todos. Porque é isso que ele faz durante toda história, reclama e reclama. Porém com o tempo você vai percebendo que o problema dele não é ser um rebelde sem causa e que alguns acontecimentos fizeram com que ele ficasse daquele jeito. Aquele garoto está desanimado, não consegue se interessar por nada, desacreditado da humanidade, com fortes indícios de estar vivendo uma depressão. E acredito que as pessoas que não perceberam isso, ficaram apenas achando que ele era um adolescente mimado em crise.

Holden além de dar várias pistas do porquê de estar daquele jeito, tão desgostoso da vida, nos dá a entender que sente medo de crescer, digno de um Peter Pan da vida moderna, que foge após ouvir os pais programando sua vida. Ele tem grande paixão pelas crianças e são os únicos momentos que ele parece estar bem. E é nessa paixão que vem a explicação para o nome do livro.

Um livro que não tem uma fluidez, por termos um personagem que está farto de tudo, porém a história é fácil de se compreender e com suas poucas páginas vai passar rápido. Um livro muito interessante que deve ser lido, nem que para ser encarado como a pior leitura de todas, o que de longe foi minha opinião. Gostei muito do livro e me senti tocada por Holden Caulfield, torci para que alguém intercedesse por ele e o salvasse. Então apenas leia "O Apanhador do Campo de Centeio" e tire suas próprias conclusões.

Até o próximo post!

17 abril 2017

Resenha: A Rosa e a Adaga

Sinopse: "A esperada continuação de A Fúria e a Aurora, inspirado no clássico As mil e uma noites Sherazade chegou a acreditar que seu marido, Khalid, o califa de Khorasan, fosse um monstro. Mas por trás de seus segredos, ela descobriu um homem amável, atormentado pela culpa e por uma terrível maldição, que agora pode mantê-los separados para sempre. Refugiada no deserto com sua família e seu antigo amor, Tariq, ela é quase uma prisioneira da lealdade que deve às pessoas que ama. Mas se recusa a ficar inerte e elabora um plano. Enquanto seu pai, Jahandar, continua a mexer com forças mágicas que ele ainda não entende, Sherazade tenta dominar a magia crescente dentro dela. Com a ajuda de um tapete velho e um jovem sábio e tempestuoso, ela concentrará todas as suas forças para quebrar a maldição e voltar a viver com seu verdadeiro amor."

"A Rosa e a Adaga" é o segundo livros da duologia "A Fúria e a Aurora", que começou com o livro de mesmo nome, que eu gostei bastante pela originalidade em usar o conto de As Mil e Uma Noites. E a vontade de ler sua continuação ficou ainda maior depois do final arrasador que a autora criou. Porém temos nesse segundo livro o clássico caso de maldição do segundo livro, porque "A Rosa e a Adaga" é cheio de problemas.

Renée Adieh tinha várias perguntas a serem respondidas como: Eles vão quebrar a maldição? Sherazade vai conseguir usar sua magia? O livro de Jahandar vai continuar causando estragos? Sherazade e Khalid vão ficar juntos novamente? E a autora só tinha um livro para amarrar todas essas pontas soltas, só que a invés de se concentrar nisso, ela resolveu criar novos questionamentos e correr com o que já tinha, resolvendo tudo de maneira simplista e deixando várias pontas soltas.

As pontas soltas da história foram causadas pela má construção do enredo em que a autora foi jogando um monte de reviravoltas, que não fizeram sentido nenhum, e que na minha opinião não ajudaram em nada a história.

Por fim o livro vale a pena pelas poucas cenas entre Shazi e Khalid, principalmente pleo menino rei que faz umas declarações bem lindas. Mas acho que isso não consegue fazer com que um livro seja bom. Não se sustenta. Ou seja, terminei "A Rosa e a Adaga" frustrada e incomodada com a falta de amarração das pontas soltas. Fora que sinto cheiro de continuação, que eu não lerei.

Até o próximo post!

16 abril 2017

TAG Livros Únicos


1) Um livro único que te deixou querendo mais, ou desejando uma continuação.
2) Um livro único que conseguiu cumprir a sua proposta. Um livro foi o suficiente.
3) Um livro único com personagens únicos.
4) Um livro único com cara de trilogia ou série, de tão completo.
5) Um livro único que você leu super rápido, não largou enquanto não terminou de ler.
6) Um livro único de um de seus/suas autores(as) favoritos(as).
7) Um livro único que você recomendaria a todos.
8) Um livro único que te fez chorar.
9) Um livro único fora da sua zona de conforto

Até o próximo post!

10 abril 2017

Resenha: Fábrica de Vespas

Sinopse: "Frank – um garoto de 16 anos bastante incomum – vive com seu pai em um vilarejo afastado, em uma ilha escocesa. A vida deles, para dizer o mínimo, não é nada convencional. A mãe de Frank os abandonou anos atrás; Eric, seu irmão mais velho, está confinado em um hospital psiquiátrico; e seu pai é um excêntrico sem tamanho. Para aliviar suas angústias e frustrações, Frank começa a praticar estranhos atos de violência, criando bizarros rituais diários onde encontra algum alívio e consolo. Suas únicas tentativas de contato com o mundo exterior são Jamie, seu amigo anão, com quem bebe no pub local, e os animais que persegue ao redor da ilha.
Abandonado à própria sorte para observar a natureza e inventar sua própria teologia – a maneira do Robinson Crusoé de Daniel Defoe –, Frank desconhece a escola e o serviço social, já que seu pai acredita na educação “natural”, recomendada pelo filósofo do século XVIII Jean-Jacques Rousseau e apresentada em seu romance Emílio, ou Da Educação (1762), que sugere que as crianças devem crescer entre as belezas da natureza, permitindo que elas se deleitem com a flora e a fauna. A natureza humana seria boa a princípio, mas corrompida pela civilização. Quando descobre que Eric fugiu do hospital, Frank tem que preparar o terreno para o inevitável retorno de seu irmão – um acontecimento que implode os mistérios do passado e vai mudar a vida de Frank por completo."

Dark Side Books publicou mais um livro em que o personagem principal é uma criança psicopata, mas diferente de "Menina Má" que mostra que o mal pode nascer em qualquer lugar, "Fábrica de Vespas" mostra que o meio pode sim influenciar.

O livro vai acompanhar a rotina de Frank, um garoto cheio de rituais, que confessa já ter matado, mas que agora só tortura animais. Ele mora com o pai, que é uma figura muito estranha, com comportamentos exóticos. Além disso, o garoto de 16 anos tem um irmão que está em um sanatório após incendiar alguns cachorros por aí. Uma família bem peculiar que vive em uma ilha, isolados do resto da cidade.

Como disse anteriormente, o livro vai mostrar a rotina de Frank, mas a partir do momento em que ele fica sabendo que o irmão fugiu da clínica e está voltando para casa. Então nesse tempo iremos acompanhar os rituais dele e momentos de grande violência que ele tem com os animais. Mas o curioso é que ele sabe que seu comportamento é errado, mas não considera que seja perturbado como o irmão.

A narração do livro é em primeira pessoa, então temos que lidar com o complexo de superioridade de Frank, que como grande parte dos psicopatas se acha o ser mais inteligente de todos. O garoto mesmo com apenas 16 anos adora usar um vocabulário rebuscado, que beira o ridículo. Fora que ele é machista e sempre menospreza as mulheres.

O enredo por seguir uma rotina torna a leitura arrastada, mas Iain Banks vai dando pistas do plot twist do final do livro, mas ao mesmo tempo ele nega tudo que diz, por isso a reviravolta final salva a história.

"Fábrica de Vespas" não é aquele livro para você morrer de amores e devorar as páginas, é uma história bizarra, com personagens que não lhe causam nenhuma empatia e com cenas de violência gratuita. Mas um livro que retrata bem como  meio pode gerar um psicopata. Daqueles livros para quem gosta do tema.

Até próximo post!

05 abril 2017

Filme: A Bela e a Fera

Sinopse: "Moradora de uma pequena aldeia francesa, Bela (Emma Watson) tem o pai capturado pela Fera (Dan Stevens) e decide entregar sua vida ao estranho ser em troca da liberdade dele. No castelo, ela conhece objetos mágicos e descobre que a Fera é, na verdade, um príncipe que precisa de amor para voltar à forma humana."

Antes de falar sobre as minhas impressões sobre o filme, preciso explicar qual a minha relação com a animação de 1991. Primeiro vocês precisam entender que sou fangirl da Disney, adoro todos os filmes e passei grande parte da minha vida os assistindo, em segundo tem o fato de "A Bela e a Fera" ser meu filme preferido da vida e tem também o fato de Bela sempre ter sido minha princesa preferida. Além disso eu não gosto de nenhum live action das animações feito até hoje e sou daquelas que odeia remakes, para mim, time que está ganhado não se mexe. Então quando anunciaram essa nova versão do meu filme amado, preciso dizer que fiquei um pouco receosa, porém fui surpreendida.

Pois vamos começar as impressões dizendo que amei o filme, gostei exatamente porque a Disney não resolveu inventar demais, mas continuou com toda magia e musicalidade da animação de 1991. Para alguns isso é um grande problema, por termos poucas novidades na história, mas para uma fã pra mim foi tudo maravilhoso, só que dessa vez com humanos. Então vá ao cinema esperando ver o mesmo filme, com os mesmos enquadramentos, as mesmas canções e falas.

Claro, que a Disney deu novos toques a história, onde temos uma visão sobre os pais de Bela e até mesmo da Fera. explicações sobre o porquê de todos terem sido amaldiçoados no castelo, porquê ninguém da Vila sabia da existência do castelo, uma imagem mais aprofundada da feiticeira e maior representatividade dos personagens.

Falando de personagens é preciso parabenizar pela escolha do elenco, afinal, temos um elenco de peso. Estamos falando de Emma Thompson, Ian McKellen, Ewan McGregor (sou apaixonada por ele desde Moulin Rouge), Dan Stevens, Emma Wason, Luke Evans, Josh Gad, Stanley Tucci, todos rostos já muito conhecidos do cinema e que se empenharam em trazer os personagens da animação a vida real. Gostei muito da atuação do Ian MacKellen e do Ewan McGregor como Horloge e Lumière, uma dupla impecável e tão divertida quanto a antiga. Adorei Luke Evans e Josh Gad, Gaston e LeFou perfeitos. E aí vem Emma Watson, que não tem uma atuação muito difícil, afinal, Bela não é uma personagem de grandes expressões, mas acho que ela podia ter sido mais expressiva, mas não foi mal. E Dan Stevens, coitado, apareceu muito pouco como ele mesmo para dizermos algo, mas amo ele cantando.

A Trilha Sonora continuou nas mãos de Alan Menken, que além de voltar com as velhas músicas ainda acrescentou outras maravilhosas. Adorei o fato deles não deixarem de trazer a história como um musical, pois pra mim faz tudo ser mais bonito. Então entendam, se você não gosta de musicais, passe longe desse filme, porque vão cantar sim e os fãs vão cantar junto e se emocionar, então não dia que não lhe avisei.

Concluindo, amei o live action por encará-lo como uma homenagem a animação da minha infância. Claro, que o primeiro filme continua sendo meu preferido, mas vejo essa nova versão com carinho. Afinal, as lições da história de amor de "A Bela e a Fera" ainda estão ali e vale a pena mostrar que o preconceito e a ignorância são um horror. No mais saí da sessão emocionada e muito satisfeita com o que fizeram.


Até o próximo post!


03 abril 2017

Resenha: Nunca Jamais (Never Never #2)


Sinopse: "A segunda parte do suspense romântico de tirar o fôlego “Nunca Jamais” Um garoto abre os olhos e sequer se lembra que seu nome é Silas. O telefone toca... “Encontrou ela?”, pergunta a voz do outro lado da linha. Quem é ela? Quem sou eu? Charlie se vê presa em um lugar parecido com quartos de hospital (ou de um manicômio). Também não se lembra de nada, nem sequer do próprio rosto. O tempo passa e ninguém vem salvá-la. Ela precisa escapar por conta própria. Aos poucos, os dois descobrem que vêm perdendo a memória em períodos cíclicos. E também que se amam imensamente. Numa corrida para descobrir a razão dos apagões em suas memórias, Silas e Charlie acabam descobrindo muito mais sobre si e os mistérios que envolvem suas famílias. Mas muito em breve vão esquecer tudo de novo. E precisam estar juntos para evitar o pior."

"Nunca Jamais parte 2" começa de onde parou o primeiro  livro, logo depois de Silas e Charlie terem outro apagão. Diferente do anterior a narrativa é mais acelerada e os dois tem mais informações sobre suas vidas, graças as anotações de Silas. E mesmo tendo a perda de memória como foco novamente, tudo está diferente.

O livro é curto e como eu disse acelerado, então a leitura fluí muito bem, sendo fácil de ser encerrada em um dia. Novas informações são dadas pelas autoras e aos poucos começamos a entender o que se passava na vida dos protagonistas. Daqueles livros cheio de reviravoltas que te deixam de queixo caído.

Desta vez Silas e Charlie estão esperando a perda de memória de outra maneira, então já temos uma chave para o início do próximo livo, que eu espero que não demore tanto quanto o segundo para ser lançado. Acho que a divisão do livro é um problema, acredito que se fosse um livro único ia ser bem melhor. Mas não me decepcionou a segunda parte e já estou ansiosa pela terceira.

Até o próximo post!
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